quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

:: Nina Nastasia ::



:: NINA NASTASIA - Discografia Completa

"Nina Nastasia, singer-songwriter Nova Iorquina, começa a sua carreira musical no início da década de 90. Contudo o seu primeiro registo discográfico, que documenta aquilo que já era uma sólida e coerente carreira, surge somente em 1999. Cantora caracterizada com um estilo muito próprio, onde se realçam delicados arranjos de viola acompanhados de uma simplicidade desconcertante da sua voz.Em finais de 2000 surge Dogs, lançado pela editora Socialist Records, álbum marcante na carreira da artista. É com ele que fãs de todo o mundo se sentem tocados pelas canções e estilos de Nina. A sua primeira edição desapareceu rapidamente do mercado, em virtude da capacidade de produção, quase artesanal da sua editora, tal facto também encantou os fãs por todo o mundo. Dogs volta a ser reeditado em 2005 pela Touch & Go Records. Editora responsável pela edição do seu terceiro álbum Run to Ruin, que confirma a sua habilidade e inspiração como cantautora.Com esse álbum Nina Nastasia continua o seu percurso de encantamento dos muitos fãs que perseguem atentamente o seu trabalho, consagrando-a como um artista de culto, e acima de tudo autêntica.Ao quarto álbum de originais, lançado pela F-Cat Records, Nina Nastasia prossegue tranquilamente o seu percurso musical. Com este album renova a intensidade emotiva com que trabalha e que solta a sua voz, aqui e ali tornada rude por um negrume intimista, simultaneamente áspero e suave, mas que possui um magnifico dom de arrepiar a quem for capaz de se deixar levar pela sua quente sensibilidade." - do blog Casa das Artes

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"Nina Nastasia's rare gift of a voice is an intimate, winged presence that is able to either freeze or melt your heart, that can powerfully soar and twist, or brush ultra-gently against you, suddenly summoning goose bumps. Mojo commented on its ability to "suck the air out of the room". Picking over themes of love, longing and loss, childhood, dreams and human dramas, her beautifully concise, hook-laden songwriting and the spare arrangements of her band have a certain gritty, rustic charm and intensity. Simultaneously tough and fragile, her songs crackle and smoulder with an intimate emotional honesty and a dark undertow." - FATCAT



DOWNLOADS:


"You Follow Me" (2007) - c/ Jim White do Dirty Three - 41 MB
http://www.mediafire.com/?4jmynzyqdw0


"On Leaving" (2006) - 41 MB
http://www.mediafire.com/?5zz4qjo1xuj




"Run To Ruin" (2003) - 42 MB
http://www.mediafire.com/?2wgjoomyymn





"The Blackened Air" (2002) - 69 MB
http://www.mediafire.com/?ejmtz2zmcrv



"Dogs" (2000) - 49 MB
http://www.mediafire.com/?5ynjyvjmgvj

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

:: Skunk Anansie ::



:: SKUNK ANANSIEPost Orgasmic Chill (1999)

"Após 2 álbuns bem acolhidos na gravadora indie One Little Indian, a estréia do Skunk Anansie numa grande gravadora era aguardada com expectativa para ver se o grupo conseguia chegar ao topo. A Virgin forneceu o dinheiro necessário para que a banda pudesse gravar o seu esperado 3o álbum nos estúdios Bearsville e Clinton, em Nova Yorke. Mas, apesar de uma destacada aparição no festival Glastonbury em 1999, não foi o ano que todos esperavam para a banda.

A vocalista Skin, de cabeça rapada e tiradas destemidas, tinha-se convertido na porta-voz do mais radical feminismo negro na Grã-Bretanha; um tema como “Charlie Big Potato” investe contra a egocêntrica hierarquia masculina e marca o tom do álbum. A revista Q definiu-o como “guerra sônica alimentada por auto-falantes”.

Mas a banda acostumou-se a tocar os extremos do céu e do inferno e mostrou-se igualmente eficaz em temas mais calmos, substituindo a fúria política pela reflexão e contemplação. A emotiva voz de Skin acompanha épicos arranjos de cordas nas faixas “You'll Follow me Down?” e “Lately”, enquanto “Secretly” é uma resposta apaixonada à infidelidade.

Com Post Orgasmic Chill a banda alargou o seu som e assimilou novas influências, como o drum and bass, estabelecendo de forma definitiva o grupo no panorama do indie-rock. A rudeza de álbuns anteriores ficou pra trás, emergindo a sua vulnerabilidade e força bruta, em partes iguais, com grande sutileza.

Apesar de Post Orgasmic Chill ter se revelado o canto do cisne dos Skunk Anansie, permanece como uma afirmação triunfante que merece uma vênia.” - 1.001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

DOWNLOAD (MP3 de 192 kps - 87 MB):

:: criaturas da indielândia (pt 3) ::


:: TIÊ - "EP 1" (2008)

"Bolinhas de sabão pairam nas pálpebras daqueles que se deparam ali, diante da voz doce, melódica e baixinha, dela que não explica a sua música porque simplesmente não se distingue dela. Tiê viveu suas letras em Nova York, Japão e Londres quando ainda era modelo ou bem pertinho de casa, no seu Café Brechó, onde conheceu suas maiores parcerias. Toquinho, que entre roupas e cafeína ouviu a voz de Chet Baker numa garota muito especial, a qual fez questão de colocar debaixo do seu violão para apresentar ao mundo e cantar com ele durante três anos. E ali naquele mesmo local, conheceu a excentricidade de um querido japonês, Dudu Tsuda, com o qual teve uma química musical perfeita, dando à luz ao show Cabaret, com temporadas no Vegas e Geni, de onde sairiam ainda muitas idéias esquisitas que se tornaram parte de sua essência musical. Uma pitada de David Bowie, caixinhas de música, Tom Waits, estrelas cadentes, Nancy Sinatra, chuvas de papel, Ella Fitzgerald, sapatilhas de ponta, Beatles, boás, Doris Day, balas de goma, e tantos outros que infiltraram sua derme durante esses 27 anos. Enfim, ela decide caminhar sozinha pelos ladrilhos musicais com suas misturas requintadas que sabem muito bem onde querem chegar. Mesmo com tanta bagagem, foi durante sua pausa para cuidar do pulmão, que realmente conseguiu abrir a caixa de Pandora e ter a sua mais profunda inspiração. Ela mesma. Com cabelos marcantes e olhos cintilantes, prefere descer do palco e sapatear com o público, do que ter o ar de diva distante. Hoje, Tiê respira essa sinergia que faz com que seus shows levem todos pra outro tempo, outro espaço, onde a mágica acontece e a música entorpece.
Tiê música E.p.1 é seu primeiro trabalho, com quatro músicas, que fazem parte de uma vida que está só começando... Onde ela quer chegar? Ela não fala...ela canta." - Tiêmúsica.com

DOWNLOAD - "E.P. 1" (mp3 de 160kps - 4 faixas - 13 MB):
http://www.mediafire.com/?1baoz2tlvzp

sábado, 19 de janeiro de 2008

:: Tom, Vinicius, Toquinho e Miucha ::


:: VINICIUS DE MORAES, TOM JOBIM, TOQUINHO E MIÚCHA
:: Ao Vivo no Canecão - 1977

Em 1977, esse Quarteto dos Sonhos protagonizou a mais longa temporada ha história da tradicional casa de espetáculos carioca. Vinicius, Tom, Toquinho e Miucha, ao longo de 9 meses, fizeram mais de 200 shows. O disco ao vivo gerado em uma dessas noites, que agora disponibilizamos, é uma excelente amostra do que rolou naquela trunê histórica. Em um show recente no mesmo Canecão, Toquinho, numa onda de nostalgia irresistível, comentou: “Fizemos mais de 200 shows aqui nesse palco, acompanhados de uma grande orquestra. Parece que estou vendo. O camarim do Tom era logo ali. A Miúcha ficava quietinha naquele canto, e o Vinícius colocava uísque embaixo da mesa, que ele chamada de uísque ave-maria: era só para depois das seis”, recordou, arrancando risos da platéia e dedilhando alguns acordes de "Eu Sei Que Vou Te Amar".“Uma vez o Tom, depois de ouvir essa música, brincou dizendo que o Vinícius era muito mentiroso de escrever ‘eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar’, tendo casado nove vezes! Mas, brincadeiras à parte, Vinícius abriu muitas portas para mim; eu dei a ele minha juventude, e ele retribuiu com o aval do poeta. Uma dessas portas foi conhecer o Tom”, disse Toquinho. O setlist do show, repleto de medleys e clássicos da MPB, é um atrativo maior do que quaisquer palavras extras que podemos dizer:

1) Abertura: • Estamos aí (Tom Jobim-Vinicius de Moraes-Chico Buarque) • Dia da criação (Vinicius de Moraes) • Tarde em Itapuã (Toquinho-Vinicius de Moraes) • Gente humilde (Garoto-Vinicius de Moraes-Chico Buarque)
2) Carta ao Tom (Toquinho - Vinicius de Moraes) • Carta do Tom (Toquinho-Tom Jobim-Chico Buarque-Vinicius de Moraes)
3) Corcovado (Tom Jobim)
4) Wave (Tom Jobim)
5) Pela luz dos olhos teus (Vinicius de Moraes)
6) Saia do caminho (Evaldo Ruy - Custódio Mesquita)
7) Samba pra Vinicius (Chico Buarque - Toquinho) • Vai levando (Chico Buarque-Caetano Veloso)
8) Água de beber (Tom Jobim - Vinicius de Moraes) • Garota de Ipanema (Tom Jobim-Vinicius de Moraes) • Sei lá (a vida tem sempre razão) (Toquinho-Vinicius de Moraes)
9) Minha namorada (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes)
10) Chega de saudade (Tom Jobim - Vinicius de Moraes) • Se todos fossem iguais a você (Tom Jobim-Vinicius de Moraes)• Final: Estamos aí (Tom Jobim-Vinicius de Moraes-Toquinho-Chico Buarque-Aloli)

DOWNLOAD (mp3 de 192kps - 63 MB - 10 faixas - 47min):
http://www.mediafire.com/?ezditiyzmjt

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

:: Grant Hart ::



:: GRANT HART . Discografia Completa
:: "Intolerance", "Ecce Homo" e "Good News For The Modern Man"

Grant Hart, um dos grandes gênios do punk-rock oitentista à frente do Hüsker Dü, tem uma das carreiras-solo mais injustamente subestimadas do rock moderno. Vale mó a pena conhecer, ouçam o que digo! Aí vão seus 3 trabalhos-solo, todos muito legais... E aqui tem uma entrevista de primeira com o cara.

"As one of the co-leaders of the seminal post-hardcore punk group Hüsker Dü, Grant Hart was one of the most influential musicians of the '80s, blending raw sonic aggression with pop melodies and songs. Following the group's demise in 1987, he launched a solo career that was marked by an erratic work schedule. After releasing one solo album, he formed a trio called Nova Mob in 1989, which released two albums between 1991 and 1994, when Hart became a solo artist again.Playing drums and singing lead, Hart formed Hüsker Dü along with Bob Mould (lead vocals, guitar) and Greg Norton (bass) in the late '70s in St. Paul. Over the course of the early '80s, the group initially built a strong following in the U.S. hardcore punk underground, eventually breaking into wider recognition with their 1984 album Zen Arcade. Within two years, the Hüskers signed to Warner, becoming one of the first indie bands of the '80s to move to a major label. Though the group was poised to break into the mainstream, certain parts of the industry, including radio, resisted them. Furthermore, the group was splintering, as all the members suffered from substance abuse; Hart and Mould were also developing a debilitating rivalry. At the end of 1987, the group imploded; according to different sources, Hart either quit or was fired because of his heroin addiction." - AMG ALL MUSIC GUIDE

DOWNLOADS:

"Intolerance" (1989) - (44 MB)
http://www.mediafire.com/?7szmm9y9ycm


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"Ecce Homo" (1996) - (35 MB)
http://www.mediafire.com/?3ajtjjqbox2

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"Good News For The Modern Man" (1999) - (46 MB)
http://www.mediafire.com/?3i5unmtmv2i


(p.s.: Pagamos uma recompensa (em dinheiro!) muito boa para quem nos arranjar as MP3 do "Last Days Of Pompeii" do Nova Mob - não conseguimos achar na net de jeito nenhum...)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

:: The Go-Go's ::


THE GO-GO'SBeauty and the Beat (1981) - "As Go-GOs foram herdeiras de uma tradição de grupos femininos cujas origens podiam remontar ao Sangri-La dos anos 60, junto das californianas Runaways. “Foi como a história da Cinderela”, disse Belinde Carlisle. “Nem sequer sabíamos tocar os instrumentos quando começamos. Forças desconhecidas propulsionaram-nos até o estrelato”. Beauty and the Beat passou 6 semanas no topo da tabela da Billboard. O álbum é um casamento embriagante de atitude punk e sensibilidade pop. Greil Marcus descreveu o álbum como “maravilhoso... mesmo que o ouvinte nunca desça até o que está por baixo da superfície, permanecerá satisfeito.” As letras sugerem uma banda transbordante de hedonismo californiano. Mas as Go-Gos eram mais do que o sugerido pela sua imagem. “This Town”, uma ode ostensiva a Los Angeles, contêm observações mais sombrias que viriam a ser a causa da ruptura da banda, entre drogas e autodestruição." - 1.001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Pra quem gosta de: Blondie, Elastica, Hole, Pipettes, new wave.

Download: http://www.mediafire.com/?a4xmm0og5wm
(mp3 de 160kps, 48MB, 11 faixas, 35min)

:: BOOST PRA INDIELÂNDIA (II) ::



:: VISITANTES (SP) - "Tempos Difíceis" (2007)

VISITANTES: UM GRITO AO QUARTETO, FEITO DE LIMO DOS PRÉDIOS E SALIVA DE MOTOBIKERS ASSASSINOS. COM UM TWIST DE COPACABANA.

“O ano era 2004 e o orkut bomba. Wasted Nation se me surge na comunidade de bandas independentes do Brasil, colocando Nirvana, Pixies e Mutantes pela primeira vez numa mesma linha. O cabeludo Fábio Cardelli e eu começamos a scrapear. No ano seguinte, Morte Cerebral já habita a minha lista de mais tocadas e a ouço finalmente ao vivo no Fradique 37, juntamente com outros blues arrítmicos de vocais delayantes. Corte seco para o fim de 2006: o elemento químico Wn (Wanádio) passa pelo clichesístico teste do segundo disco. E este que vos escreve, se oferece, conspícua e desonestamente, para fazer um faixa-a-faixa do lançamento. Vindo de tempos difíceis, em meio a tempos difíceis, recebo em mãos o álbum branco "Tempos Difíceis". Em busca de um milagre instantâneo, simbiotizo-me com o disco e nos transformamos em uma trilha sonora de nós mesmos. Pouco mais de meia hora de música se desenha em loops de horas, e o disco forma uma imagem nítida em minha retina cerebral após uma dúzia de audições. A magistral "Comensal" inicia os trabalhos em grande estilo, entre sutis pianos e guitarras em meio a desmoronamentos de compassos. "Como Sempre" resgata o carnaval das pornochanchadas e do período militar em perfeito tropicalismo da década zero zero. "Acalanto" funde o barroco ao frevo, retomando o legado narrativo do sul da linha imaginária do Equador. "Caminho do Nenhum" reconstitui a alvorada de um grunge morfínico em uma tarde de sábado onde o horizonte é a bandeira do japão. "Amnésia" desopila as mentes no branco da metade do encarte. "Tempos Difíceis", a canção, é um whiskey blues trovadorístico com nuances trôpegas soladas em valsas e sopros uivantes e contos medievais de ninar. E então, a épica "Visitantes", a ode ao belo minimalismo e à reflexão infinita iconofágica. Música para ouvir seu organismo funcionar e seu coração parar de bater por frações de segundos. Justa e poderosa é a força da música que assume o nome da banda, como a criatura que fagocita o criador. E agora, em 2007, Visitantes continuam cunhando sua própria música, tangenciando todo e qualquer movimento calculado de tendências e modas em nome da geração espontânea de sua cultura homemade. Parco é aquele que tateia palavras pré-selecionadas para classificar estes sons ainda não inventados; sensato é aquele que ouve Visitantes em prisma lindamente difuso e aproveita a maçã.” Ricardo Lacerad

01-Comensal (4:22)
02-Como Sempre (2:49)
03-Acalanto (1:13)
04-Caminho do Nenhum (5:54)
05-Amnésia (0:31)
06-Tempos Difíceis (5:03)
07- Visitantes (mono) (18:22)
08- T'chururu (2:33)

DOWNLOAD (Mp3 de 128kps - 25MB):
http://www.mediafire.com/?dm2xjnbj2dz

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


:: FLORA PURIM - "Flora é M.P.M." (1965)

"Basta o primeiro fraseado de Flora Purim, na introdução da faixa de abertura (“Morte de Um Deus de Sal”) deste disco de estréia (“Flora É M.P.M.”), para comprovar que Flora Purim cantava de um modo completamente diferente de todas as outras cantoras da época. Quase nenhuma influência nem mesmo das intérpretes que admirava, como Sylvia Telles, Alaide Costa e Maysa. Nada da inexpressividade de Nara Leão, equivocadamente considerada “musa” da bossa nova por quem ainda hoje tenta vender a idéia de um “movimento nascido nos apartamentos de Copacabana”, ao invés de entender (e aceitar) a bossa como criação espontânea do baiano João Gilberto. Ou seja: Flora realmente já fazia, em setembro de 1964, data da gravação deste “Flora É M.P.M.”, a Música Popular Moderna originária da sigla estampada no título do hoje histórico LP. Trabalho agora relançado - pela primeira vez oficialmente - em CD, depois de “merecer” diversas edições piratas na Europa.

Como o cantar de Flora não se encaixava nos padrões vigentes, o disco foi execrado pela maioria dos críticos. Os mais cordatos apenas trataram de ignora-lo. Nada muito diferente da agressividade manifestada, na década seguinte, após a definitiva consagração internacional da artista, eleita “cantora revelação” pelos críticos da Down Beat – a Bíblia do jazz – em 1974. Naquele mesmo ano, os leitores da mesma revista apontaram a brasileira como a melhor cantora de jazz do mundo, à frente de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Carmen McRae e Betty Carter! Proeza que, para desespero dos puristas, se repetiu por mais cinco anos, com um impacto comparável somente ao de Billie Holiday nos anos 40, segundo atestou o historiador Leonard Feather em célebre artigo no jornal Los Angeles Times. Uma fase de sucesso que durou até a chegada da onda retrô, pregada por Wynton Marsalis e seus neo-boppers, que trouxeram de volta ao jazz o conservadorismo, o academicismo e, pior de tudo, o racismo (agora contra os brancos...)

Filha do romeno Naum Purim (violinista amador, fã de Stephane Grappelli, companheiro de Fafá Lemos e Djalma Ferreira em serestas no bairro do Catete) com a pernambucana Rachel (pianista que incutiu na filha o amor pelo jazz), a carioca Flora nasceu (em 6 de março de 1942) e cresceu ouvindo Erroll Garner, Art Tatum, Oscar Peterson e Thelonious Monk. Dos 8 aos 12, estudou piano clássico. Depois, violão com Oscar Castro-Neves. Ainda adolescente, formou, ao lado da irmã Yana, um conjunto vocal que tinha Luiz Eça, então ilustre desconhecido, como arranjador. Casou-se com o psicanalista Ary Band, tiveram uma filha, Niura, e, para alívio da família, Flora passou apenas a sonhar com música. Até conhecer, numa visita ao Bottle’s Bar, no Beco das Garrafas, o já famoso baterista Dom Um Romão...

A paixão avassaladora fez a cantora romper o casamento – para tristeza da tradicional comunidade judaica - e instalar-se com sonhos & bagagens no apartamento de Dom Um na Rua Domingos Ferreira, no coração de Copacabana. Certa noite, inconformado, o pai de Flora chegou, armado, ao Bottle’s Bar, disposto a acabar com a vida do músico. Por sorte, errou o tiro. Mas não sossegou até internar a filha para fazer sonoterapia, com a esperança de que esquecesse “aquele negro”. Não adiantou. E foi no meio de toda essa turbulência que a moça, depois de um período como crooner da orquestra do Maestro Cipó, conseguiu - por intermédio de Romão e do jornalista Sergio Porto (vulgo Stanislaw Ponte Preta) - um contrato com a RCA. Em três sessões, em setembro de 64, sob a produção de Dom Um, gravou material suficiente para um LP e um compacto-duplo. Tudo isso agora reunido neste CD, junto com alternates takes - totalmente inéditos – das músicas “Gente” e “Preciso Aprender A Ser Só”.

“Flora É M.P.M” conta com um dream-team de arranjadores (Cipó, Luiz Eça, Waltel Branco, Osmar Milito, Paulo Moura) e músicos. Para início de conversa, Dom Um convocou seus colegas do Copa Trio: o pianista Dom Salvador (ainda chamado de Salvador Filho) e o baixista Manuel Gusmão. Grupo que, sob a liderança do saxofonista João Theodoro Meirelles, e reforçado pelo trompetista Pedro Paulo, se transformaria no Copa 5, força-motriz do “Samba Esquema Novo” de Jorge Ben. Meirelles e Pedro Paulo também foram convocados para o disco de Flora, integrando uma big-band com três trompetes (Pedro, Hamilton e Formiga), quatro trombones (Norato, Raul de Souza, Macaxeira, Pala) e seis saxofones (Paulo Moura no sax-alto, Cipó e Meirelles nos tenores, Netinho, Sandoval e Aurino Ferreira nos barítonos).

No repertório do LP, cinco temas da peça “Pobre Menina Rica”, de Lyra & Vinicius (“Cartão de Visita”, “Sabe Você”, “Maria Moita”, “Samba do Carioca”, “Primavera”), três canções de um rapaz que se assinava Eduardo Lobo (“Definitivamente”, “Reza”, “Borandá”), duas parcerias de Menescal & Boscôli (“A Morte de Um Deus de Sal”, “Nem O Mar Sabia”), e uma composição de Waldyr Gama (“Se Fosse Com Você”). No compacto, duas dos irmãos Marcos & Paulo Sergio Valle (“Preciso Aprender A Ser Só”, “Gente”), uma de Wilson Simonal & José Luiz (“Jeito Bom de Sofrer”) e uma de Lyra & Boscoli (“Barquinho de Papel”).

(...) Na verdade, amostras de um talento ainda em fase de aperfeiçoamento, que atingiria sua maturidade nos Estados Unidos, para onde Flora mudou-se em 1967, já com novo amor no coração e na música, o percussionista Airto Moreira. Juntos, integraram a banda de Gil Evans e o grupo Return To Forever, de Chick Corea. Gravaram com Carlos Santana, Duke Pearson, Cannonball Adderley e Lee Oskar. Contratada pela Milestone Records em 73, enquanto Airto brilhava no cast da CTI, Flora gravou seis excepcionais álbuns produzidos por Orrin Keepnews. Jóias do quilate de “Butterfly Dreams”, “Stories To Tell” e “500 Miles High At Montreux”. Depois de cumprir pena por porte de drogas, assinou contrato milionário com a Warner em 76. Nos anos 80, passou pelos selos Concord e Virgin, enveredou pela world-music (com seu grupo Fourth World) e pelo acid-jazz (“Speed of Light”) em sessões para a companhia inglesa B&W nos anos 90. Recentemente assinou com o selo Narada Jazz, pelo qual lançou, em 2001, o elogiado “Perpetual Emotion”. Em termos discográficos, “Flora É M.P.M.” representa o marco inicial de tão brilhante trajetória."
Petrópolis, 21 de agosto de 2001
(Produtor musical, historiador de jazz e música brasileira, jornalista e educador – membro da IAJE, International Association of Jazz Educators)


DOWNLOAD (MP3 de 192 kps - 58MB):
http://www.mediafire.com/?5mw2mgxmcdm

sábado, 12 de janeiro de 2008

:: Joe Strummer




:: JOE STRUMMER & THE MESCALEROS
:: Global A Go-Go e Streetcore

"Joe Strummer, desde que formou o Clash no início de 76, tinha algo de especial no seu jeito Humphrey Bogart e sua performance eletrificada. Desde seus primeiros passos com a banda 101 'ers ( uma banda que tocava garage rock pelos pubs londrinos de 74/76), todos que o viam empunhando sua inseparável guitarra Fender Telecaster já sentiam que aquele era o cara. O Clash acabou se tornando uma química perfeita, quando chegou à sua formação clássica com seu parceiro Mick Jones na guitara e vocal, Paul Simonon no baixo e Topper Headon na bateria. (...) Durante o V2000, o festival de verão inglês, que aconteceu em agosto daquele ano, tive a oportunidade de entrevistar e conhecer pessoalmente meu ídolo. Um cara totalmente descontraído e muito à vontade quando falou comigo, comentando que o novo disco que estavam terminando e que sairia no ano seguinte, seria intitulado "Global A Go Go". Joe sempre foi um cara preocupado com as questões políticas de vários povos, principalmente seus irmãos jamaicanos, com quem tinha uma amizade muito grande. Nesse dia que o entrevistei, Joe estava com alguns DJs jamaicanos que me apresentou e falava sobre os problemas do povo na Jamaica e de um festival beneficente que estavam organizando para angariar fundos..." - KID VINIL na Whiplash!

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"Global a Go-Go is the second album by Joe Strummer and The Mescaleros, displaying trademark genre-melding folk-rock and Strummer's unique lyrical style. As the title suggests, there are world music influences on the album, mostly on the title track and "Bhindhi Bhagee", a celebration of the "humble" but diverse and exciting ethnic and multi-cultural areas of London and other major cities. The album is heavy on acoustic instruments, especially in the instrumental "Minstrel Boy," an almost 18 minute long arrangement of a traditional Irish song. Other topics covered include Strummer's radio show, which was broadcast on the BBC World Service (Global a Go-Go) and left-wing political issues Strummer was well-known for expounding as a member of The Clash. The album was well-received by critics and fans, making much more of an impact than the group's previous effort Rock Art and the X-Ray Style. The title track "Global A Go-Go" features backing vocals from longtime friend of Strummer, Roger Daltrey. Pete Townshend is also rumoured to be buried in the mix of "Minstrel Boy", but this has never been positively confirmed. A different version of "Minstrel Boy" was used as the closing track on the Ridley Scott film Black Hawk Down, this film version is significantly shorter and does feature the actual lyrics to the song. Likewise, "Mondo Bongo" is featured in the Doug Liman film Mr. & Mrs. Smith. The lead track "Johnny Appleseed" is the opening theme to the HBO show John from Cincinnati. The "Minstrel Boy" track is also known as the "Worldcom Dirge" after being featured in a commercial by the soon-to be-bankrupt telecommunications company." - WIKIPÉDIA

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"Como é que ninguém nunca me falou que Joe Strummer solo prestava? Presta. E como presta! Antes eu pensava que o The Clash tinha gastado toda a genialidade que tinha nos anos 70, cometendo aqueles três álbuns perfeitos que, pra mim, já colocam a banda entre as cinco melhores daquela década, mas que depois se desencaminhou... A maldição de ter composto um clássico do tamanho do London Calling acabou sendo um fardo muito grande nos ombros de Joe, Mick e companhia - e eles nunca chegaram perto de compor um sucessor à altura. Tudo bem que os mega-hits cláshicos são dos anos 80 ("Should I Stay Or Should I Go" e "Rock The Casbah"), mas o Sandinista!, apesar de uma meia dúzia de músicas brilhantes, é chato, excessivo, pedante, pouco rock and roll - e com certeza não precisava ser um disco triplo interminável. Os outros álbuns oitentistas do Clash também considero muito fracos comparados com os dos anos 70. Pois então: pra mim, o fodaço Global A Go-Go, do Joe Strummer & The Mescaleros, é o disco que o Clash devia ter feito depois do London Calling. Puta disco foda. Chamar de punk é pouco: isso é world music, reggae, dub, folk, música latina e mais uma pá de coisas. Baixei a discografia completa e tô gostando de quase tudo. Aliás, boa dica: está pra ser lançado o promissor documentário Joe Strummer: The Future Is Unwritten, dirigido pelo Julien Temple, o cara por trás das câmeras no ótimo O Lixo e A Fúria, aquele sobre os Sex Pistols..." - do Dirty Little Mummie




DOWNLOAD (MP3 de 192 kps - 78MB)
"GLOBAL A GO-GO"
http://www.mediafire.com/?423sxrmbdmv



DOWNLOAD (Mp3 de 192 kps - 56 MB)
"STREETCORE"
http://www.mediafire.com/?5ztzg3n1c92

:: Little Richard


'Here's Little Richard' (1957)

No verão de 1955 o rock and roll tomava conta de todas as rádios, com Fats Domino, Ray Charles, Chuck Berry e Bo Diddley chegando aos primeiros lugares do top. Pronto para entrar na onda do rock'n'oll, Art Rupe da Especiality Records pediu a seu caçador de talentos, Bumps Brlackwell, que encontrasse um cantor que se assemelhasse a Ray Charles. Sabendo por onde procurar, dirigiu-se ao legendário Drew Pop Inn, Nova Orleans, e encontrou um extravagante (e bem humorado) cantor de blues e pianista que respondia ao nome de Little Richard Penniman. Em Setembro tinha já convencido Richard a gravar no pequeno estúdio de Cosimo Matassa, o J&M Studio, onde fizeram história com um pequeno Ampex de apenas uma pista.

O termo 'excessiva' não chega sequer para descrever a energia irreverente gravada em vinil por Richards, Bumos, Cosino e os músicos mais talentosos de Nova Orleans. O tema "Tutti Frutti" começou a trepar pelos tops em Outubro e foi seguido por outros como "Long Tall Sally", "Slippin' and Slidin', "Ready Teddy" e "Jenny Jenny". Esta procissão maníaca foi reunida no álbum Here's Little Richards. Considerado um clássico, Here's Little Richards é o LP desde artista que registrou maior número de vendas. É uma células que formam a raiz do rock'n'roll - foi a partir desse álbum (e de meia dúzia de outros incluídos neste livro) que este gênero musical não parou de crescer." - 1.000 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (pg. 36)

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"Foi dele o primeiro disco que comprei na vida: 'Here's Little Richard'. Tinha oito anos e minha irmã mais velha vivia me alugando, só ouvia João Gilberto. Eu achava aquilo um saco, aquela coisa 'o pato, vinha cantando alegremente, quém, quém... (risos) Aí um dia, andando com meu pai pela rua Chile, que fica no centro de Salvador, passei em frente a uma loja e ouvi: 'A-wop-bop-a-loo-bop-bop-a-op-bam-boom'. Fiquei chapado com aquela voz , pedi dinheiro pro meu pai e comprei. Ele tinha uma vitrola "Emerson" em casa....Aí subi no sofá de molas da D. Hélia, minha mãe, e mandei ver o Little Richard no talo. Foi uma festa." MARCELO NOVA.

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DOWNLOAD (mp3 de 128kps - 30 MB):

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

PJ Harvey


[1992] Dry

No início de sua carreira, em 1991, Polly deixa a pequena Yeovil com destino a Londres, onde forma um trio com Rob Ellis (bateria, backing vocals) e o baixista Ian Olliver, que em seguida é substituído por Stephen Vaughan. O conjunto, porém, levava o nome da vocalista, pois segundo Polly, era evidente que seria mais um projeto temporário do que uma banda. Depois de alguns meses, a banda grava uma fita demo, que vai parar nas mãos da gravadora Too Pure, que imediatamente assina com eles, lançando o single "Dress" em seguida. O single entra em alta rotação no programa de John Peel na BBC e a banda é convidada a se apresentar ao vivo no programa, apresentando uma energética performance.

Para gravar o primeiro álbum, Polly Jean escolhe os estúdios Icehouse, em Yeovil. O disco fica pronto antes do fim do ano, mas o primeiro single "Sheela-Na-Gig" é lançado somente em fevereiro do ano seguinte, aumentando ainda mais a expectativa para o disco que seria lançado um mês depois. "Dry" chega às lojas causando grande impacto no circuito independente britânico. A sonoridade remonta desde o pós-punk até influências de blues, mas sobretudo o que se destaca é a presença de Polly Jean Harvey, sua maturidade como compositora, suas letras e atitude.

Seu álbum de estréia rendeu a cantora popularidade no Reino Unido e sua imagem masculinizada, devido a seu isolamento no Dorset, onde convivia com uma presença masculina maior, aliada a suas canções, criaram um rótulo feminista para PJ, que admite que na época, sob um ponto de vista, seu trabalho poderia sim ser considerado como engajado em causas femininas. Naquela época, PJ explorou temas instrínsecos a sexualidade feminina e ganhou notoriedade aos 21 anos ao retratar com maturidade e sinceridade temas complexos de forma crua e direta.

Em 1992 tiveram ainda a primeira turnê em larga escala pela Europa e Estados Unidos, entre eles uma apresentação no Reading Festival. No fim do ano, a revista Rolling Stone escolheu Polly Jean Harvey como "songwriter of the year" e a Too Pure's lança a gravação da primeira apresentação da banda no programa de John Peel.

Texto parcialmente extraído do site Dying Days

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

:: Todd Rundgren ::



TODD RUNDGREN - "A Wizard, A True Star" (1972)

"1972 was a tremendous year for Todd Rundgren. His double album release, Something/Anything?, spawned two singles, "Hello It's Me" and "I Saw The Light". Both were artistic and commerical successes, as was the entire album (it eventually would go gold and remain Rundgren's bestselling release to date). The man was on track for superstardom.

Which is precisely why it is so amazing that one year later he would turn around and shoot himself in the foot with this collection of demented songs, odd noises, chopped-up of photographs the female anatomy and short, bizarre musical ideas. A Wizard, A True Star is Todd Rundgren's Smiley Smile or When the Madcap Laughs, a fascinating window into the process of a rock star coming off his peak and feeling the decay set in.

The difference between this album and those two, however, is one of quality. A Wizard, A True Star surprisingly represents a step up from Something/Anything? in terms of musicianship and vision. From a Hot Rats-period Zappa instrumental in "Flamingo" to the acid-drenched psychedelia of "When the Shit Hits the Fan" to the gospel-inflected ballad "Just One Victory," this album displays Rundgren's ability to dabble in a variety of styles and succeed (to some degree) with all of them. Despite the confidence with which each piece is played, the album exudes a real sense of frailty and confusion, as if Rundgren is just on the verge of breaking down at any moment.

There are a few conventional tracks in addition to the numerous stranger ones. Some prog listeners will probably balk at the ten-minute medley of 60's soul and R+B classics which takes up almost a fifth of the entire release. I'll admit it probably runs a few minutes longer than necessary, but also contend it serves as a necessary function in transitioning from the mania of the first two-thirds of the album to the relatively laid-back tone of the last third. And the finale of that song is tremendous, with Rundgren belting out each line of "Cool Jerk" as fast and furiously as he can.

A Wizard, A True Star isn't a perfect record, but it's pretty darn close. Fans of pop music will surely enjoy this, as Rundgren is one of the real masters of the style; but those who enjoy more avant-garde or unusual fare may find much to relish as well. The album is a compromise between art and commercialism; it succeeds to a degree few other of its type do." - texto extraído do "Ground and Sky"

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Buzzcocks


[1979] Singles Going Steady

Um dos discos que eu mais ouvi na minha vida. O show desses caras que eu assisti no ano passado (foto acima) foi algo que eu não queria que acabasse nunca. Porra como essa banda pode ser tão desconhecida, de Nirvana a Green Day todos ajoelham aos pés dessa grande banda.

Segue um texto descritivo extraído do blog Indústria Fantasma:

Formada em 1976 na cidade industrial de Manchester, na Inglaterra, o Buzzcocks foram tão importantes para o punk rock britânico quanto o Sex Pistols e o The Clash. As melodias cativantes de Pete Shelley (v/g/k); Steve Diggle (g/v); Steve Garvey (b) e John Maher (d) influenciaram muitas bandas atuais (nem sempre boas influências, mas enfim). Lançada em setembro de 1979, esta coletânea reúne os oito singles que o Buzzcocks havia lançado até então, incluindo os lados B. São 16 faixas, sendo que boa parte delas não havia saído em seus três primeiros álbuns: Another Music In A Different Kitchen (78), Love Bites (78) e A Different Kind Of Tension (79). Todos estes singles foram muito bem recebidos na época, enquanto que os álbuns não foram tão bem de vendas. Por isso, esta coletânea é considerada como a obra definitiva da banda. Ao menos é o trabalho mais popular. O clássico absoluto talvez seja a pervertida “Orgasm Addict”, mas o álbum ainda inclui “What Do I Get”, “I Don’t Mind”, “Everybody's Happy Nowadays”, "Why Can't I Touch It?", “Harmony In My Head” (cantada por Diggle), “Autonomy”, “Noise Annoys” e a ótima “Ever Fallen In Love” (regravada ano passado por um time de estrelas como David Gilmour, Peter Hook, Robert Plant , Roger Daltrey, entre outros, para uma homenagem ao mestre do rádio, John Peel, por ser uma de suas músicas prediletas). Canções de fácil assimilação e temas simples aliados a guitarras pegajosas e ao vocal descompromissado de Shelley formam a marca registrada da banda. Em 2001 foi lançada uma nova versão desta coletânea com oito faixas extras, extraídas dos quatro singles que a banda lançou em 1980. O grupo se dissolveu em 1981 quando se preparava para o quarto disco, e só foi reformulado novamente em 1989. Em 2006, a banda lançou seu oitavo trabalho oficial (descontando este Singles Going Steady), batizado de Flat-Pack Philosophy.


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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

:: Sly and The Family Stone ::


SLY AND THE FAMILY STONE, “There's a Riot Goin' On” (1971)
Considerado pela Pitchfork um dos 5 melhores álbuns dos anos 70.

“O rock positivo e multiracial do Sly and the Family Stone refletiu o otimismo do movimento pelos Direitos Civis durante os anos 60, mas à medida que o otimismo se desvanecia, ia-se transformando num radicalismo amargo. Por essa razão, Stone atravessou uma fase espiritual igualmente dolorosa. A obscuridade não era um elemento novo e único deste disco, nem da fusão pop do grupo; “Hot Fun In The Summertime” falava furtivamente dos distúrbios de Watts. Mas a piora das revoltas civis e a matança levada a cabo no Vietnam, juntamente com o seu estado emocional e o abuso de drogas, o que fez com que Stone criasse este discurso inquietante sobre o estado do país.

O álbum foi o produto resultante de inúmeras sessões e overdubs, nas quais Stone, completamente encharcado de cocaína, decidiu gastar as fitas de gravação. Dizem os rumores que Miles Davis tocou trompete no álbum e o som direto da bateria disputa algum espaço com caixas de ritmo primitivas; o baixo desconcerta solto e agressivo; as guitarras com wah wah cortam como facas afiadas. O ritmo pesado de funk que domina o álbum concede ainda mais pungência às peças pop mais melancólicas do disco, “Runnin' Away” e “You Caught Me Smilin'” - momentos de ternura e alíveio entre o funk derrotado e furioso. Êxitos antigos de Sly são referenciados, mais precisamente em “Time” e “Thank You”, o tema final.

Um diagnóstico doloroso e preciso da enfermidade dos EUA e da própria desintegração espiritual de Sly alienou muitos fãs da banda e assinalou a degradação de Sly causada pelo uso excessivo de drogas. Permanece, no entanto, um álbum brilhante, um grito funk que evidencia uma alma ferida e tensa.” texto extraído do 1000 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (pg. 223).

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:: BACK TO BUSINESS! ::

Depois de breves e sentidas férias, 'tamos de volta a todo vapor pra continuar as depredações através desse blog Generoso e Caridoso e Limpo de Anúncios e (mto importante!) SEM FINS LUCRATIVOS. Foi malaê pelo sumiço, mas estive resolvendo problemas muitíssimos sérios que dizem respeito à minha sobrevivência física ameaçada por um possível e iminente Ataque Furioso das Autoridades Internéticas Supremas. Já pedi proteção para a Máfia, contratei guarda-costas e já falei com advogado pra fazer meu Testamento, deixando toda a minha enorme fortuna atual de 31 reais e 10 centavos pra os meus descendentes, pois agora - pasmem! - sou um cabra marcado pra morrer. Porque fiz inimizade com quem não devia... com Gente Graúda, que manda apagar neguinho como se fosse formiga... Fui EXCLUÍDO, CONVIDADO A ME RETIRAR, GENTILMENTE EXPULSO do Google AdSense por Comportamento Inadequado e Anti-Ético (quer dizer que eu não podia ficar clicando quinêm um retardado nos meus próprios anúncios, várias vezes ao dia, pra faturar um trocadinho ou outro dos bilhões que tu tem em caixa, seu Google?) - e agora faço parte da Lista Negra da empresa mais poderosa do Mundo Pós-Moderno. Se meu cadáver aparecer boiando em alguma represa malcheirosa por aí, todo furado de balas, vocês já sabem quem foi o Mandante do Crime. E sabem também que minha alma mercenária apodrecerá no inferno, urrando como uma possessa. Hoho!

E de hoje em diante, esse blog NUNCA foi um empreendimento com fins lucrativos. Nunca.

:P

:: Cream ::

cnicolai@gmail.com;
CREAM – "Disraeli Gears" (1967)

"Atualizando a ávida experimentação do seu álbum de estréia de 1966, Fresh Cream, com a inclusão de truques psicodélicos muito utilizados em 1967 – entre eles, o recém-depurado wah-wah e a distorção da guitarra – o trio de jazz-blues-rock Cream atingiu o ponto mais alto da sua carreira com Disraeli Gears. Considerado o primeiro supergrupo devido ao talento do guitarrista Eric Clapton, o baixista e cantor Jack Bruce e o baterista Peter “Ginger” Baker, com este álbum os Cream abriram as portas a muitos estilos musicais do futuro, incluindo a fusão do jazz e – na opinião de alguns – o rock progressivo.

A colagem fluorescente apresentada na capa do disco constitui um acompanhamento visual perfeito para a música vanguardista, começando pela extraordinária e dispersa “Strange Brew”, na qual a voz aguda de Bruce se sobrepõe à guitarra quase funk de Clapton, com uma economia etérea. As restantes faixas vão se apresentando, uma após outra, num crescendo de qualidade: “Sunshine Of Your Love” (que juntamente com “White Room” continua a ser a canção mais conhecida do grupo) serviu de inspiração ao único e verdadeiro rival contemporâneo de Clapton, Jimi Hendrix, que a converteu numa tormenta extraída da sua guitarra num concerto ao vivo. “Tales of Brave Ulysses” é um poema feroz, encharcado nos blues lacerantes saídos da guitarra de Clapton, enquanto na tradicional “Mothers Lament” os músicos reconhecem diretamente as suas influências.

Ainda que os Cream tenham ganho a sua reputação nos concertos ao vivo – o que é justificável: tocavam em palco como se estivessem possuídos pelo espírito de Robert Johnson e Charlie Parker – Disraeli Gears continua a ser o melhor disco da banda, sem diminuir a qualidade dos outros álbuns. É ainda uma fotografia instantânea que traduz fielmente a realidade de uma época única.” texto extraído do 1000 Discos Para Ouvir Antes de Morrer (pg. 110).

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Robert Johnson


"You want to know how good the blues can get? Well, this is it."

Keith Richards

[1961] King Of The Delta Blues Singers

Robert Johnson morreu, em 1938, sem conhecer a fama, logo ele que, boatava-se, havia feito um pacto com o capeta, numa encruzilhada do Mississipi. O produtor John Hammond o considerava o maior cantor de blues primitivo de todos os tempos. Quando estava organizando sua célebre série de concertos Spirituals to Swing, o primeiro a levar artistas negros ao Carnegie Hall, Hammond viajou até o Sul à procura de Robert Johnson, a fim de contratá-lo e comprar suas gravações para lançá-las pela Columbia, gravadora de que era produtor. Chegou muito tarde, Johnson já havia morrido, enquanto a lenda começava a nascer.

O bluesman estava com 26 anos quando começou a registrar sua pequena (29 blues) mas imensamente seminal obra. Eram apenas ele, seu violão,e o produtor Don Law, num estúdio tosco, em Robsonville, Mississipi. Foram cinco sessões. Três delas em novembro de 1936, e as demais em junho de 1937. Ele ganhou algumas centenas de dólares, na época uma fortuna para um músico negro no Sul dos EUA. Somente em 1961, a música de Robert Johnson alcançou o grande público, quando a Columbia lançou o álbum.

O impacto produzido por este disco foi parecido com o acontecido no Brasil quando se escutou pela primeira vez o violão de João Gilberto. O violão de Robert Johnson era diferente de qualquer coisa que se ouviu até então no blues. Enquanto cantava, ele ia mudando de andamento, atravessando o ritmo a cada estrofe, fazendo harmonia e percussão ao mesmo tempo.

Suas letras também eram bastante originais (hoje fazem parte do currículo de Literatura da Universidade da Virgínia). Os temas eram idênticos ao de tantos outros blues, em que o sofrimento e desilusões amorosas são a tônica. Porém Johnson ia mais longe: “Early this morning when you knocked upon my door/I said hello Satan, I believe it’s time to go/Me and the devil was walking side by side/ I’m going to beat my woman until I get satisfied” (Me and the devil blues).

King of the Delta Blues saiu fazendo amigos e influenciando pessoas nos EUA e Europa, mais precisamente na Inglaterra. Em 1963, não havia banda de blues inglesa que não tocasse pelo menos uma composição de Robert Johnson. Inventou o chamado blues do Delta (em referência ao Delta na foz do rio Mississipi).

Até hoje o resultado desta sessão é assustador: assistimos Johnson criar o blues que conhecemos à medida que canta músicas eternizadas por Eric Clapton, Led Zeppelin, Blues Brothers, Rolling Stones, entre outros. Não é preciso pensar porque dão o parentesco do rock ao coisa-ruim. Basta ouvir este disco e o ouvimos cantar e tocar. Morreu aos 27 anos, inaugurando o clube mórbido do qual mais tarde alguns astros do rock fariam parte.

Texto parcialmente extraído do site JC Online

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Os Brazões


CLÁSSICOS ESCONDIDOS DA PSICODELIA NACIONAL:

[1969] Os Brazões

Integrada por Miguel e Roberto nas guitarras, Eduardo na bateria e Taco no baixo, Os Brazões era a banda que acompanhava Gal Costa no final dos anos 60; também foram eles que acompanhavam Jards Macalé quando este, sob as vaias de um público confuso e irado, cantou/encenou Gothan City no IV Festival Internacional da Canção, em 1969. Esta música, entre outras de Tom Zé, Gil e Jorge Ben, compõe este único disco da banda, em interpretações distorcidas, reverberantes e extremamente lisérgicas.

Cultivavam um estilo imerso no tropicalismo, com altas doses de psicodelia, evidenciada pela guitarra fuzz de Roberto e pela guitarra wah wah de Miguel. O rico trabalho de percussão, as letras em português e a utilização recorrente de ritmos regionais, completam a fórmula sonora dos Brazões.

Os Brazões é uma das mais interessantes bandas da psicodelia brasileira. Este disco, que em determinados momentos parece estar a frente do seu tempo, com pinceladas bastante elaboradas de rock e até de fusion, lamentavelmente é o único legado da banda. Um grupo que com certeza poderia ter ido muito longe.


Faixas:
01. Pega a Voga Cabeludo
02. Canastra Real
03. Módulo Lunar
04. Volksvolkswagen Blue
05. Tão Longe de Mim
06. Carolina, Carol Bela
07. Feitiço
08. Planador
09. Espiral
10. Gotham City
11. Momento B/8
12. Que Maravilha

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Country Joe and The Fish



CLÁSSICOS ESCONDIDOS DA PSICODELIA:

COUNTRY JOE AND THE FISH - "Electric Music For the Mind and Body" (1967)

No 1000 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, conta-se: "Joe McDonald, ativista de esquerda antes e depois de passar um período na Marinha, chegou a São Francisco como estudante mas rapidamente se viu absorvido pela cena musical folk e a Instant Action Jug Band (também conhecida por Contry Joe and the Fish, para fins discográficos, um nome que invocava Stalin e Mao). No Verão de 1966, a banda trocou os intrumentos de folk por guitarras elétricas e, graças ao segundo maxi-single, o grupo foi contratado pela Vanguard, um selo de música clássica e folk com base em Nova York (e que presenciava agora a transformação da sua rival Electra num credível selo de rock).

Naquele tempo, São Francisco era um berço de estudantes radicais, estimulados por LSD e pela política. Na música, o psicodelismo encontrava-se numa fase inicial, com algumas bandas conscientes das possibilidades que o ano de 1967 tinha para oferecer. O LP do The Fish abriu as portas a tudo o que viria a acontecer nos anos seguintes - mesmo com a insistência do selo na ausência da canção ao vivo mais popular do grupo, "I Feel Like I'm Fixin' To Die Rag".

Tecido com ácido e ritmos ácidos, Electric Music é um dos produtos mais coesos do Verão do Amor e da geração hippie; as guitarras oscilam entre a calma e a completa inquietação; as letras contêm ataques satíricos contra Lyndon Johnson ("Superbird") e epopéias sobre drogas ("Bass Strings"); há blues, folk e rock para satisfazer todos os gostos. E no acordar que motivou este álbum, alterara-se o clima emocional do país, os seus jovens e a sua música." (pg 102).

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sábado, 22 de dezembro de 2007

Novos Baianos



NOVOS BAIANOS - "Acabou Chorare" [1972] e "F.C.." [1973]

Recentemente eleito pela revista Rolling Stone o melhor álbum da história da música popular brasileira, Acabou Chorare é o grande clássico dos Novos Baianos. André Domingues, em seu livro os 100 Melhores Discos da MPB, escreve: “Com uma rica mistura de rock e ritmos regionais brasileiros, foi um grupo fundamental para a definição dos traços da MPB dos anos 70. O núcleo principal do conjunto era, inicialmente, Moraes Moreira, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Baby Consuelo. A eles, somaram-se alguns bons instrumentistas (a exemplo do guitarrista Pepeu Gomes, do baterista e cavaquinista Jorginho Gomes e do contrabaixista Dadi), que, além de participar de sua música, aderiram ao seu singular modo de vida – no final dos anos 60, em plena efervescência do movimento hippi, o grupo seguia uma filosofia alternativa em que todos faziam música e moravam juntos. Essa vivência coletiva permitiu uma intensa troca de idéias, sendo decisiva para a originalidade e a coesão da estética do conjunto, um tanto inspirada no experimentalismo sonoro do tropicalismo. Acabou Chorare, o segundo e principal álbum do grupo, é o maior exemplo da qualidade e ousadia que o celebrizou. É um disco impecável sob qualquer ponto de vista, pois a poética inovadora e brejeira de Galvão, marcada pela livre associação de imagens e pelo largo uso de neologismos, foi complementada à altura pela espantosa musicalidade do conjunto, mas, sobretudo, de Moraes, seu principal parceiro.

Outro elemento que influiu bastante na confecção dessa obra-prima foi o contato íntimo que os Novos Baianos vinham tendo com o mestre bossanovista João Gilberto. João, que já havia se encantado com a música e o modo de vida dos rapazes, passou a visitá-los diariamente assim que os conheceu. Sempre com o violãio em mãos, João fez com que os Novos Baianos começassem a dar maior atenção aos clássicos da música brasileira e, em especial, aos grandes sambistas do passado. Sua influência é percebida diretamente em duas canções: a bossanovista “Acabou Chorare” e o samba “Brasil Pandeiro” (de Assis Valente, que o próprio João lhes apresentou). Indiretamente, João também se faz presente nos outros dois sambas do disco, os excelentes “Swing de Campo Grande” e “Besta é Tu”. As faixas “Tinindo Trincando” e “A Menina Dança” lembram a outra grande influência do grupo: o rock, ou, mais especificamente, o rock de Jimi Hendrix (o maior ídolo do então jovem, mas já competente, Pepeu). A interessante “Mistério do Planeta” também lembra a música de Hendrix, mas em suas composições em compasso ternário. (...) Curiosamente, o maior sucesso do disco não é rock nem samba, mas uma moda inspirada em versos tradicionais da cana-verde: Preta Pretinha. Essa música encantou o Brasil e ajudou a impulsionar o sucesso das demais que, sem exceção, se tornaram conhecidíssimas. Os Novos Baianos separaram-se em 1978 e, tirando Moraes Moreira, nenhum deles conseguiu repetir, sozinho, o brilho dos anos dourados do conjunto.” (pgs. 36-37)


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"Acabou Chorare" (1972)
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"Novos Baianos F.C." (1973)
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:: mutantes ::



MUTANTES - "...e seus cometas no país dos Baurets" (1972)

"1972 é o primeiro ano (chave) do resto da vida do Mutantes. Com o Baurets, Rita Lee dá adeus ao grupo. Mas antes, se une a Arnaldo, Dinho, Liminha & Sérgio no álbum mais rock'n'roll da banda. De "Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha meu rock'n'roll" até "Rua Augusta", o disco é uma pauleira (ou lenha, como gosta de nomear Arnaldo Baptista) do começo ao fim. E dá-lhe rock and roll em "Dune Buggy", "Beijo Exagerado" e "A Hora e a vez do Cabelo Nascer" (esta magistralmente regravada pelo Sepultura). Em contraponto, as suavidades ácidas de "Vida de Cachorro" e o hit dos hits do grupo, "Balada do Louco". No setor lisergia, a ópera-surrealista-progressiva de Mutantes e Seus Cometas no País dos Baurets, que inclui uma releitura de "Tempo no Tempo / I Once There was a Time i Thought", do primeiro disco; e a vinheta dadísta "Todo Mundo Pastou I e II". Ainda sobre o Baurets, resta dizer que o título do álbum e a canção homônima relêem mais um pilar da literatura mundial, o inglês Lewis Carroll, e seu Alice no País das Maravilhas. É, obviamente, o senhor Bill Halley e seu topete chuca e seus comets". (Marcelo Dolabela - bhz out/nov 1999)

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Belle And Sebastian


[2002] Peel Session Christmas Party

A banda escocesa foi a convidada para embalar a festa de natal do programa do saudoso e inesquecível John Peel, pra mais uma edição dos famosos Peel Sessions. O show aconteceu no dia 18 de dezembro de 2002, transmitido pela BBC. Das 16 faixas tocadas, são alternados clássicos natalinos e os clássicos bellesebastianos.

Para quem não quer passar o Natal tendo que aturar o cd do Roberto Carlos da sua vó ou a sonolenta Missa do Galo.

Ponha o disco do Belle e encha seu prato de comida. E torça pra que nenhum bom velhinho apareça pra te encher o saco.


Tracklist:

01. O Come, All Ye Faithful
02. Christmas Time Is Here
03. Santa Claus
04. Step Into My Office, Baby
05. Jonathan David
06. Santa Claus, Go Straight To The Ghetto
07. Photo Jenny
08. Silent Night
09. O Little Town Of Bethlehem
10. Santa, Bring My Baby Back To Me
11. If You Find Yourself Caught In Love
12. The Boy With The Arab Strap
13. O Come, O Come, Emmanuel
14. Get Me Away From Here, I'm Dying
15. I Took Some Time For Christmas
16. The Twelve Days Of Christmas

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

:: Nina Simone ::


NINA SIMONE - "Wild Is The Wind" (1966)

No 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, editado por Robert Dimery, o crítico Jim Harrington escreve: "Nina Simone podia cantar blues como Billie ou jazz como Ella. Estilisticamente falando, nunca foi tão consistente como nenhuma delas e isso criou um grande obstáculo na sua carreira, pois os críticos subestimaram-na. Mas em meados dos anos 60 tinha demonstrado a si mesma que podia sentir-se igualmente cômoda nos mundos do jazz, broadway, gospel, pop e folk. Nina era capaz de criar uma música tão satisfatória quanto confortante em todos os gêneros musicais que experimentou. Embora tenha sido compilado com sessões de estúdio e gravações ao vivo entre 1964 e 1965, Wild Is The Wind é o melhor exemplo de como o ecletismo de Simone podia dar origem a uma obra musical coesa. O disco exibe uma variedade assombrosa; os onze temas levam o ouvinete numa viagem sinuosa, mas sempre convincente, por emoções e estilos distintos.

Simone está exultante no tema de abertura "I Love Your Loving Ways", que faz com que o tema melancólico que se segue, "Four Women", resulte ainda mais devastador. A canção, que relata os infortúnios de quatro mulheres negras, fervilha com uma espécie de raiva contida que matrizará grande parte do material de orientação política da compositora.

"Why Keep On Breaking My Heart" e "Either Way I Lose" parecem destinadas a satisfazer a maioria do público consumidor de pop que tinha convertido a versão da cantora de "I Loves You, Porgy" (um tema original de Gershwin) num êxito de 1959. Mas a cantora melhora a sua interpretação quando se preocupa principalmente por se satisfazer a si mesma. O tema que dá título ao disco tem uma duração aproximada de 7 minutos e é uma canção de amor que pode ser categorizada entre o melhor do repertório de Simone." (pag. 98)

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