quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Creedence Clearwater Revival


[1968] Creedence Clearwater Revival
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[1969] Bayou Country
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Creedence Clearwater Revival começou como The Blue Velvets, um trio californiano formado por John Fogerty (vocal e guitarra), Doug Clifford (bateria) e Stu Cook (baixo). No final dos anos 50 eles eram uma banda unicamente instrumental, até que em 1959 eles começaram a tocar junto da banda do irmão mais velho de John, Tom Fogerty, e o negócio deu tão certo que Tom resolveu se juntar a eles definitivamente. Nessa época eles eram conhecidos como “Tommy Fogerty and The Blue Velvets”.

Em 1964 os caras resolveram ir atrás duma gravadora e acabaram indo para a Fantasy Records. Só que um dos donos da gravadora resolveu implicar com o nome da banda, mudando de The Blue Velvets para The Golliwogs, uma referência a um personagem dum livro que zoava os negros. Com esse nome, 7 singles foram lançados, mas nenhum deles recebeu atenção nacional. Eles quase desmancharam a banda em 1967 por causa de problemas com o exército já que dois dos integrantes (John Fogerty e Doug Clifford) haviam sido convocados. Claro que como bons americanos que são eles passaram a perna no exército e foram dispensados por problemas médicos.

A gravadora deles foi comprada por um tal de Saul Zaentz. O cara foi bacana e tals, resolveu continuar com a banda e até concordou em gravar um álbum completo se eles mudassem o nome da banda. Claro que eles concordaram, e assim nasceu Creedence Clearwater Revival. Só pra explicar, Creedence é parte do nome de um amigo do Tom, Creedence Nuball. Clearwater é de um comercial de cerveja (Clear water Beer), o Revival é porque agora que os quatro estavam reunidos, tudo parecia que ia dar certo.

O primeiro e auto-intitulado álbum do Creedence, lançado em 1968, rendeu ao grupo um disco de ouro e trazia músicas que se tornaram grandes clássicos, como "Susie Q" e "I Putt a Spell on You". Em meio ao grande sucesso das bandas inglesas da época, o Creedence foi um dos primeiros nomes americanos a conseguir um lugar no topo das paradas.

Em 1969 vieram os álbuns "Bayou Country", "Green River" e "Willy and The Poorboys", todos recebendo disco de platina, além de trazerem outros sucessos como "Proud Mary", "Fortunate Song" "Down on the Corner".

Em uma edição da revista Uncut, o vocalista, guitarrista e compositor John Fogerty, comentava faixa a faixa os discos do Creedence, e ao falar sobre o "Bayou Country", de 1969, ele afirmou: "Aquele álbum deixou claro quem éramos, algo como o 'Nevermind' do Nirvana. Depois do 'Bayou Country', comecei a sentir que tinha liberdade e poder de fazer o que quisesse, e como alguém disse uma vez, criei um mito ao meu redor, e vivi dentro dele".

A banda continou a fazer tours, incluindo até um show no festival de artes e música de Woodstock, porém eles não foram incluídos nem nas filmagens nem em nada, porque um dos Fogerty achou que o show foi ruim, pois a banda que tocou antes deles, Grateful Dead, passou o limite de horário e quando foram terminar a apresentação já era 3 da madrugada, então, quando o CCR começou a tocar a platéia já tava dormindo.

O ambiente interno da banda estava conturbado e o John passou a se desentender com os outros membros que estavam enciumados por serem apenas a sombra do líder do grupo. Em fevereiro de 1972 John deixa o Creedence para seguir em carreira solo. O trio remanescente ainda lançou o álbum "Mardi Gras" no mesmo ano, mas logo em seguida anunciou a sua dissolução.

John Fogerty conseguiu fazer sucesso com sua carreira solo, lançando em 1974 o álbum "Zephyr National". Tom morreu em 1990 vitima de problemas respiratórios. Stu Cook e Doug Clifford montaram o Creedence Clearwater Revisited, que se apresenta até os dias de hoje, tocando os clássicos que fizeram sucesso com o Creedence "original".

Difícil imaginar como seria a sonoridade do grunge sem a influência desses caras, John Forgety ensinou muita vocalista a como cantar com sua voz de Gibson plugada num ampilificador da Marshall, como diz um amigo meu.

Os dois primeiros álbuns são uma ótima entrada pra quem quer saber de onde o Kings Of Leon tirou aquele som e aquele visual anti-rockstar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Muitíssimo obrigado pelos biscoitos de 1ª!!! Longa vida ao blog!!!
Aproveito para deixar um convite para uma visita ao meus blogs. Um de rock mais eclético e outro estritamente jazzistico.
http://kapheina.blogspot.com
http://yestojazz.blogspot.com


Li que você abre espaço para bandas novas. Coloquei umas demos na Trama. Gostaria de saber o vc acha.
Dibuk on Canvas
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=27039
Abs

Eduardo Carli de Moraes disse...

Valeu pela força! Bom saber q nossos "biscoitos" estão sendo curtidos e considerados "de primeira". Já visitei os dois blogs citados e baixei bastante coisa bacana, principalmente clássicos de jazz. E abrimos espaço para bandas novas sim - já apareceram por aqui Plano Próximo, Tiê e Visitantes - e vamos dar uma ouvida cuidadosa no material que está na Trama... quem sabe role até publicar por aqui, apesar de darmos preferência para álbuns completos ao invés de EPs ou faixas avulsas.

Abs!