quinta-feira, 17 de julho de 2008

:: The Sounds ::


Novamente 2006, ano de cabeçadas, flagras e planetas depostos. Como já disse, passei o segundo semestre viciado em Metric e o consumo excessivo de sua música deixou o efeito desta mais fraco. Precisava de uma nova banda com características parecidas. Foi então que encontrei essa droga para consumir.

No início houve a máquina de teleporte do filme de David Cronenberg "A Mosca" (1986). Ao invé de Seth Brundle adentrar-se na máquina, para realizar o primeiro teleporte com um ser humano, ele resolveu passar as honras para sua amiga Debbie Harry. Deb, com seu jeito todo peculiar, se colocou na primeira cabine para ser transportada, graças à evolução tecnológica-musical, à cabine número dois. Mas ninguém percebeu que uma pequena e saltitante Avril Lavigne também entrou na cabine número um. Seth puxou a alavanca e correu para a cabine onde as garotas estavam. Vazia, o teleporte foi um sucesso. Se dirigiu para a outra cabine e abriu a porta, gelo seco impedia sua visão. Eis que um corpo feminino passou a ser distinguido por entre a fumaça, porém não era sua amiga Debbie, tampouco a serelepe Avril, quem apareceu foi Maja Ivarsson, com suas belas pernas a mostra. Maja (que por pouco não virou inimiga dos Comandos em Ação) juntou-se com Felix Rodriquez, Fredrik Nilsson, Jesper Anderberg e Johan Bengtsson, os rockeiros mais fashion da Suíça, para fazer um new wave dançante.

Não espere por nada muito profundo ou complexo no trabalho de The Sounds. Músicas curtas, guitarras bem colocadas ("Queen Of Apology"), teclados constrangedores (início de "Ego", "Much Too Long" e da sexual "Tony The Beat"), letras do simples ao banal, canções bem ritmadas, vocal grudento, tudo isso muito bem produzido, ideal para tocar em alguma radio ou festa indie. Este álbum representa o que há de mais pop no mundo underground, e não seria estranho, daqui há alguns anos, a banda emplacar alguma de suas músicas quero-ser-hit nos meios comerciais. De qualquer forma é um grupo jovem, que merece atenção (ou não), e algum dia pode fazer algo mais interessante do que um glam-pop-poser-rock para dançar nas baladinhas da Augusta.


Para download "Dying To Say This To You" lançado no Reino Unido, com seis faixas bonus, entre elas dois remixes. De qualquer maneira, vale pela capa.

Download (mp3 - 16 faixas - 79)

4 comentários:

lux luscious disse...

ooo mano! esse post merece uma onomatopéia cibernética daquelas: "HUAHUAHUHAUHAUHAUHAUHAUHAU!" Texto mais engraçado da história do Depredando! "Planetas depostos" já é de dar dor no maxilar de tanto rir. :)

Fiquei com mó vontade de assistir de novo "A Mosca", o crássico do tio Cronenberg. Qdo eu era pirralho eu achava que o Jeff Goldblum tava no nível do Al Pacino e do Marlon Brando...

E ontem saí do Studio e perambulei pela Augusta à caça da placa antológica, mas não tive sucesso em encontrar tal ponto turístico. Aquela preciosidade existe mesmo ou é trote? Se não existe, acho que a gte devia pregar umas por aí. Se existe, acho que a Liga deveria tirar uma foto com ela de fundo.

E eu ainda nem ouvi o tal do The Sounds, mas a capa de fato é um colírio e o post é tão rico de referências que nem precisa ouvir para comentar.

=)

lux II disse...

e eu não conhecia essa gagaga-gaga de ilhéus! depredando tb é lição de cidadania... =D

lux III (toda uma linhagem!) disse...

Tava pensando numa nova estrofe:

"pequena rockabilly,
me amarro em teu cabelo azul
bora tomar um porre
de puríssimo álcool zulu (ú-ú-ú)."

Marco Souza disse...

hahahahhaha carai véio! Jeff Goldblum no nível de Al Pacino e Marlon Brando é fooooooooda! sensacional!
quanto à placa eu achei no flickr do nego ae, pensei em fazer uma busca na augusta pra confirmar a veracidade da foto, quando formos encher o caneco por lá.
e ótima estrofe pra pequena rockabilly, que como definiu o bernarrrrrrrrdo, já é uma ópera moderna!