sábado, 21 de junho de 2008

:: Days Of The New ::


:: Days Of The New - Days Of The New [1997] ::

A DIALÉTICA DA CÓPIA

Sendo um estilo definido exatamente por não ter estilo nenhum, é fácil de se aceitar que “grunge”, na verdade, nunca foi um termo pra definir música. Soundgarden, Nirvana, Pearl Jam e Alice In Chains (os originais e/ou grandes da turma) tinham em comum, em seus tempos áureos, muito mais a estética e a proximidade geográfica do que qualquer outra coisa… Assim como o punk rock, o grunge acabou sendo definido musicalmente mais por suas milhares de cópias dos originais do que pelos próprios.

É um processo até lógico: a cópia pega tudo o que mais “dá certo” (e grandes aspas extras aqui…) em todos os originais, apara toda e qualquer inconveniente aresta de transgressão e pronto – um bonito retrato desalmado da alma de um movimento. Triste, mas verdadeiro.

Agora, filosofias de boteco fora, não é raro um desses copiões aparecerem vez por outra com um disco – e às vezes até com carreiras inteiras, vide o Rancid – genial. É o caso deste primeiro trabalho do Days of the New

Aqui, a banda, antes de se tornar os Engenheiros do Hawaii do vocalista Travis Meeks, mostra o lúgubre, denso, tenso – e outros adjetivos terríveis – cerne do que foi o grunge. Munido só de dedilhados e riffs (?!) de violões, baixo e bateria, o Days of the News compôs uma polaróide quase perfeita da época das camisas xadrez. Ah, e uma pancada de músicas quase perfeitas também. Shelf in the Room; Touch, Peel and Stand; The Down Town; Now; What’s Left For Me?… Se não tiver tempo de ouvir o disco inteiro, essas já bastam pra entender do que se trata o lance: toda as agruras e angústias adolescentes de um pobre menino norte-americano, branco e galã transformadas em vários surpreendentes minutos de boa música.

Fede um pouco a espírito adolescente, mas não é sobre isso mesmo que deveria ser?!

DOWNLOAD (mp3 - 74 MB - 12 músicas - 72 min.)

http://www.mediafire.com/?lb3llu52txj

3 comentários:

Ana Alice disse...

caaaaaaaaaaaaaaaaara, eu me lembro de comprar esse cd, exemplar único, com a capa rachada, numa americanas no centro de ribeirão. E realmente algumas músicas valiam o fato de ser uma cópia descarada dessas bandas todas. O Creed devia ter aprendido com esses caras. Parabéns pelo garimpo!!!!!!

lucio disse...

carai, eu tava com uma saudade da porra desse disco! tenho o originalzão também, cheio de riscos e pegando poeira em alguma gaveta de sto andré, mas tinha até me esquecido do qto eu curtia "touch, peel and stand" e outros granjões acústicos trimmassa!... e olha que nem acho q a galera copiona do grunge nem seja assim tão trash - eu gosto desse primeirão do days of the new, gosto dos 3 primeiros do stone temple pilots, gosto do que conheço dos nixons... Boa redescoberta!

Anônimo disse...

Pô, mano, STP foi copião num disco só! Depois ficou crasse! Se bem que mesmo o xerox dos caras foi foda.