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quarta-feira, 13 de julho de 2011

<<< Travelin' Band >>>


"At a time when rock was evolving further and further away from the forces that had made the music possible in the first place, Creedence Clearwater Revival brought things back to their roots with their concise synthesis of rockabilly, swamp pop, R&B, and country. Though CCR was very much a group in their tight, punchy arrangements, their vision was very much singer, songwriter, guitarist, and leader John Fogerty's. Fogerty's classic compositions for Creedence both evoked enduring images of Americana and reflected burning social issues of the day. The band's genius was their ability to accomplish this with the economic, primal power of a classic rockabilly ensemble.

When the Beatles broke up in early 1970, CCR was the only other act that provided any competition in the fine art of crafting bold, super-catchy artistic statements that soared to the upper reaches of the charts every three or four months. Although they hailed from the San Francisco area, they rarely succumbed to the psychedelic indulgences of the era. John Fogerty also proved adept at voicing the concerns of the working class in songs like "Fortunate Son," as well as partying with as much funk as any white rock band would muster on "Travelin' Band" and "Down on the Corner."- Richie Unterberger (AMG ALL Music Guide)

Creedence Clearwater Revival (1968)
http://www.mediafire.com/?dajmuklbp81zowi

Green River (1969)
http://www.mediafire.com/?gd8ri9b1h8joag8

Bayou Country (1969)
http://www.mediafire.com/?yvmcej2cv49b1vu

Willie and the Poor Boys (1969)
http://www.mediafire.com/?pm6t6iss6p7oo1i

Cosmo's Factory (1970)
http://www.mediafire.com/?l9i1gzw9821fe8o

Pendulum (1970)
http://www.mediafire.com/?9vrooxdco46wh9w

Mardi Gras (1972)
http://www.mediafire.com/?y294qi4fbr5exey

domingo, 13 de julho de 2008

:: The Nightwatchman ::


"He's concerned with the circumstances of others, of the downtrodden and the under-represented, of a general uprising of the oppressed, and so his words focus on this, on the characters he creates. His lyrics aren't overly complicated — simple rhyme-scheme and imagery dominate — but they're highly detailed and affective because of it. He's not trying to give in-depth commentary on globalization or terrorism; rather, he concentrates on the effects these things have on normal citizens, the factory workers, the young soldiers, the teachers..." - AMG All Music Guide

Tom Morello, o mago das guitarras por trás do Rage Against the Machine e do Audioslave, sempre se notabilizou por ser um dos rock-stars dos mais ativos na militância política, sendo um dos mais influentes porta-vozes do bom-mocismo de esquerda no mundo do pop. Sempre incentivando o ativismo e o engajamento da juventude nas tretas geopolíticas globais, na sabotagem do imperialismo e na tacação de tomates pra cima de George W. Bush e todos os descalabros do Império Americano, Tom Morello ataca nesta mesma frente com One Man Revolution. Em seu primeiro álbum solo, ele assumiu a persona The Nightwatchman e fez um álbum bem sussa e essencialmente acústico, bastante diferente da porrada elétrica agressiva que o notabilizou em suas duas bandas principais. É um álbum de música folk em que Morello encarna o cantor de protesto, remetendo ao começo da carreira de Bob Dylan ou ao trabalho de Woody Guthrie, ao mesmo tempo que homenageia o clássico americano Nebraska, de Bruce Springsteen. O vozeirão grave dele não faz feio, e sua competência no violão está fora de dúvida, mas é óbvio que seu talento poético fica longe de chegar aos pés dos grandes mestres do passado. Porém, tudo somado, este é um álbum que merece ser ouvido como um bom cartão-de-visitas para conhecermos melhor a alma e a luta de Tom Morello, que compôs este bem-intencionado e interessante conjunto de manifestos e protestos folk. Lançado, aliás, no intervalo entre a morte do Audioslave e a ressureição do Rage Against the Machine - volta que promete!

DOWNLOAD (mp3 VBR, 57 MB, 14 músicas, 50min.):
http://www.mediafire.com/?ugbmn2r1oct

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

:: os 10 melhores dos anos 60...- #07 ::

[7º]


THE BAND
"Music From Big Pink" (1968)

- por Eduardo Carli de Moraes -

Antes de soltar este clássico álbum de estréia, um dos mais poderosos e originais debuts da história do folk-rock, a The Band era célebre “somente” como a banda de acompanhamento de Bob Dylan. Foi esta A Banda que forneceu a força elétrica bruta que Bob quis adicionar ao seu som folk a partir de Bringin’ It All Back Home, seu primeiro álbum que fugiu da sonoridade exclusivamente acústica e folky e arriscou-se no reino da eletrificação e da distorção.

Os músicos da The Band – na sua grande maioria de origem canadense - já estavam na ativa desde o começo dos anos 60, tocando com o cantor de rockabilly Ronnie Hawkins com o nome de The Hawks. Uma vez instalados no Greenwich Village em meados da década, acabaram chamando muita atenção de figurinhas graúdas da cena boêmia-artística efervescente de lá, inclusive de Bob Dylan, que estava à procura de um grupo que estivesse ao mesmo tempo profundamente enraizado na cultura americana mas que ao mesmo tempo tivesse uma atitude aventureira e ousada.

Contratados como back-up band para a primeira turnê rock and roller de Bob Dylan, a The Band acompanhou o mito de Outubro de 1965 a Maio de 1966, quase sempre frente a platéias de “folkies puristas” que soterravam os músicos debaixo de vaias e tomates. Bob Dylan, na época, era tido como o Traidor do Movimento Folk de Protesto por ter abraçado a eletricidade - e a the Band, coitada, acabou acusada de cúmplice no crime.

Após o acidente de motocicleta de 1966, tornando-se subitamente uma estrela reclusa, Bob Dylan fechou-se num porão com a The Band e ai começaram suas contribuições mais antológicas – que permaneçaram inéditas por muitos anos e foram lançadas só em 1975; são as famosas e cultuadíssimas The Basement Tapes. Só o fato de terem estado no mesmo palco que Bob Dylan em momentos cruciais dos anos 60 já serviria para colocar a The Band na história do rock – eles estavam lá, por exemplo, no célebre show no Royal Albert Hall, em 1966, quando Dylan sente uma certa animosidade do público folk mais purista em relação ao barulho extremo que saía do palco e, antes do início de “Like a Rolling Stone”, faz o singelo pedido à The Band: “Play it fucking LOUD!” O mito é atendido com prontidão.

Mas foi mesmo em 1968 que a The Band se tornaria uma banda de primeira grandeza na cena rocker mundial, livrando-se do estigma de estar em segundo plano em relação à Bob Dylan. Este, porém, é uma presença espiritual e uma influência musical inegável em Music From The Big Pink. Só lembrar que Dylan aparece aqui em várias facetas: é dele a linda e lamentosa balada “I Shall Be Released”, que fecha o álbum, e a co-autoria de outras duas canções, “Tears Of Rage” e “This Wheel’s On Fire”; é dele a pintura exposta na capa do álbum; e o próprio nome do disco faz referência à casa em Woodstock onde a The Band e Bob Dylan se conheceram e começaram suas jams em meados dos anos 60 – a “Big Pink”.

“Apesar de ter sido criado por quatro canadenses e um cara natural do Arkansas, Music From Big Pink é uma peça duradoura de ‘americana’, um acontecimento dos que marcam uma época e que parecia sintetizar um século de cultura americana”, diz Andrew Gilbert. “O quinteto afundou as raízes de seu som e suas letras no solo americano usando órgãos, violinos e bandolins em vez de guitarras elétricas carregada de efeitos.”

O álbum mostra-se extremamente coeso e bem estruturado para um banda que fazia sua estréia fonográfica “solo”, por assim dizer, e o quinteto parecia muito bem sincronizado, sem que o guitarrista Robbie Robertson chegasse a representar neste início o papel de líder que cada vez mais assumiria na sequência. Robbie comenta que modificou bastante seu estilo de tocar e sua estética musical na época do parto de Music From The Big Pink – saíram os solos de guitarra ruidosos e tocados com ira e vingança que ele tanto apreciava na juventude (“eu tocava guitarra como se estivesse com ejaculação precoce”, comentou sobre sua abordagem urgente e frenética do instrumento em tempos idos), dando lugar a algo mais doce, atmosférico e etéreo, com riffs “à la Curtis Mayfield”.

Já os vocais gritados e/ou grunhidos foram preteridos em prol de uma cantoria mais suave e uma harmonização mais mansa entre o vocal principal e os de apoio. A decisão de iniciar o álbum com uma música lenda e arrastada, com respingos de melancolia, era já uma originalidade digna de nota na época: “Tears Of Rage” tinha a intenção de ser um cartão de visitas provando ao mundo que estavam diante de uma banda tremendamente original. Já a clássica “The Weight” tornou-se um dos hinos tardios dos anos 60, utilizada com efeitos encantadores na trilha sonora de um dos filmes mais quentes da época – Easy Rider, de Dennis Hopper.

Nas letras de Robbie Robertson consegue-se notar o efeito da convivência com Dylan, cujo trabalho poético influenciou a “escolha temática, a construção formal e a imagética” de Robertson – suas letras tornaram-se menos diretas e mais misteriosas, moldadas com um esmero dylanesco que nunca soava como pastiche ou imitação barata. Robbie admite que estava fissurado também no trabalho de cineastas como Luis Buñuel, John Ford e Kurosawa na época, e tinha começado a se interessar por mitologia européia e nórdica, o que também entrou no caldo de suas influências com um peso semelhante ao de Dylan.


Assim que foi lançado, Music From The Big Pink recebeu críticas altamente favoráveis e foi entronizado por gente com opinião pra lá de respeitável como George Harrisson e Eric Clapton. O álbum passou longe de ser um sucesso de público, apesar de conter um dos maiores hits da The Band (“The Weight”), mas é reconhecido até hoje como um dos álbuns mais lindos, originais e atemporais da década de 60 – uma obra-de-arte esplêndida que o tempo não enferrujou e que revela cada vez mais encanto a cada nova ouvida.

No ano seguinte, 1969, o segundo álbum só consagraria ainda mais a The Band como uma dos mais talentosos e originais conjuntos de rock do mundo. A contribuição com Bob Dylan tornou-se um tanto mais escassa após os contágios mútuos constantes de meados dos anos 60, mas a The Band trabalhou novamente com Dylan várias vezes: foram a banda de apoio para o álbum Planet Waves; fizeram com ele uma turnê que geraria o álbum ao vivo Before The Flood; e fizeram uma aparição no show de Bob no Isle Of Wight de 1969.

Quando a The Band decidiu encerrar suas atividades em 1976, teve uma das despedidas mais chiques e inesquecíveis que uma banda de rock já teve a honra de possuir: no Dia de Ação de Graças, fizeram um show memorável ao lado de convidados de peso (além de Dylan, compareceram Neil Young, Van Morrison, Muddy Waters, Joni Mitchell, entre outros), registrado em filme pelo fã Martin Scorsese num dos melhores rockumentaries que existe – The Last Waltz. Homenagem digníssima para uma banda esplendorosa.


DOWNLOAD
(Music From The Big Pink remasterizado + 6 bonus tracks)
(mp3 de 192kps - 83 MB - 16 faixas - 1h):
http://www.mediafire.com/?7ykbftgqdeg

sábado, 2 de fevereiro de 2008

:: CSNY ::


:: CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG - "Deja Vu" (1969)

"O Crosby, Stills, Nash & Young é uma das bandas incontornáveis de finais de 60 (talvez sejam com os The Band, Santana, The Who, Traffic, Led Zeppellin e Velvet Underground o projecto musical mais consistente daqueles meses de final de década a nível do rock). Compositores dotados, harmonias vocais incomparáveis, dimensão acústica (a entrada de Neil Young, além de enriquecer tudo isto, viria a dar ao grupo uma visão eléctrica que antes não possuia).

1969 é o ano da sua formação como Crosby, Stills and Nash. Stephen Stills era voz e uma das almas dos Buffalo Springfield (juntamente com Richie Furay e um Neil Young que se começava a destacar. Gravaram apenas três álbuns em dois anos. Inesquecíveis). David Crosby, ex-Byrds, um dos inovadores em termos de som (à sua conta 'inventaram' sub-categorias do rock como o folk-rock e o country-rock). Graham Nash era um ex-Hollies, banda inglesa que deu algumas das melhores harmonias vocais à british pop da altura.

O concerto excepcional em Woodstock (era a segunda vez que os CSN tocavam juntos em público - pode ouvir-se no video de 'Suite: Judy Blue Eyes') faz deles porta-vozes da contracultura americana. Neil Young, também ele ex-Buffalo Springfield e agora em carreira a solo com os Crazy Horse (o seu primeiro álbum 'Everybody Knows This is Nowhere', também de 1969, é o início de uma carreira auspiciosa), chega em Outubro. Para enriquecer (ainda mais) o já diversificado talento do grupo. O sucesso é imediato e os CSNY disputam a popularidade aos monstros sagrados Beatles e Rolling Stones.

Na viragem de 1969 para 70 estão no seu auge. O segundo álbum, 'Deja Vu', cimenta a reputação e aperfeiçoa as (poucas) falhas do primeiro. Mais eléctrico (a presença da guitarra de Young só poderia dar nisto), harmonias vocais fabulosas ('Teach your children' ou 'Our house' por exemplo). E têm ainda tempo de prosseguir as suas aventuras a solo. Nessa ordem, dos quatro, Young é o mais consistente e também aquele que soube acompanhar melhor a evolução do rock (veja-se a admiração que nutrem por ele, entre outros, Eddie Vedder dos Pearl Jam, com quem, aliás, gravou). Problemas com drogas (nomeadamente Stephen Stills e David Crosby), álcool e alguns conflitos entre Crosby e Stills impedem a continuação dos grandes momentos anteriores." - texto editado e adaptado do Dançamos no Mundo

DOWNLOAD (mp3 de 224kps - 58MB):
http://www.mediafire.com/?5hdonggg3gf