sábado, 31 de janeiro de 2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

:: Jongo Trio ::

:: JONGO TRIO (1965) ::

Pérola da MPB pós-Bossa Nova finalmente em CD
por TONINHO SPESSOTO, Bizz de Março de 99


O Jongo Trio - Cido Bianchi (piano, voz), Sabá (contrabaixo, voz), Toninho Pinheiro (bateria, voz) - foi um dos mais importantes grupos do período de transição da MPB entre a Bossa Nova e a geração dos festivais, nos anos 60. Com fortes influências de jazz e da própria bossa, o Jongo fazia música de qualidade, com músicos habilidosos, numa pegada próxima à do também iniciante Zimbo Trio, e os caprichados arranjos vocais, à la Os Cariocas. Foi um estouro, as rádios não paravam de tocar músicas como "Terra de Ninguém" (Marcos e Paulo Sérgio Valle", "Menino das Laranjas" (Théo de Barros) e principalmente "Feitinha pro Poeta" (Baden Powell e Lula Freire). Outros grandes momentos eram a criativa "Seu Chopin, Desculpe" (Johnny Alf) e "Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de Moraes). Este disco ficou fora de católogo por 30 anos e era disputado a tapas nos sebos. Volta acrescido de uma faixa-bônus, um medley dedicado a composições de Dorival Caymmi como "João Valentão", "O Mar", "A Jangada Voltou Só" e "Canoeiro". Um clássico da música brasileira, obrigatório em qualquer acervo. --- NOTA: 10.

* * * * *

CLIQUE MUSIC: Grupo vocal e instrumental formado em São Paulo, no ano de1965, pelo pianista Cido Bianchi (que tocava na boate Stardust), o contrabaixista Sabá (que liderava um trio em outra boate, a Baiúca) e o baterista Toninho (que acompanhava o pianista Pedrinho Mattar). O Jongo fez o circuito da bossa nova (Teatro de Arena, Boate Cave, Teatro da Paramount, o programa de TV O Fino da Bossa), tocou com o violonista Baden Powell (que lhes presenteou com o sucesso “Feitinha Pro Poeta”, parceria com Lula Freire) e acabou sendo convidado para acompanhar Elis Regina e Jair Rodrigues no show Dois na Bossa, que virou LP de muito sucesso. Antes disso, porém, o trio havia sido convidado a gravar um LP próprio pelo selo gaúcho Farroupilha. Ainda em 1965, saiu “Jongo Trio”, que além de “Feitinha Pro Poeta”, trouxe outras músicas que virariam sucesso, como “O Menino das Laranjas” (Théo de Barros), “Terra de Ninguém” (Marcos e Paulo Sérgio Valle) e “Seu Chopin, Desculpe” (Johnny Alf). No ano seguinte, os integrantes do Jongo partiram para outros projetos. Com outra formação – Toninho, Claiber (baixo) e Paulo Roberto (piano) – e outro nome – Jongo Trio e Companhia -, a banda ainda gravaria mais dois discos, em 1970 e 1972. Em 1998, depois de vários anos fora de catálogo, o disco de estréia do Jongo Trio foi reeditado em CD pelo selo Mix House, com um “Medley Dorival Caymmi” como faixa bônus.

DOWNLOAD (mp3 de 192 kps - 55 MB):
http://www.mediafire.com/?omlkyzmavcy

sábado, 24 de janeiro de 2009

:: Red House Painters ::


RED HOUSE PAINTERSOld Ramon

Acordes dilacerados para animar o tédio dominical
por CARLOS MARCELO, Bizz de Junho de 2001

Respeito é bom, mas grana no bolso é melhor ainda. Por isso, o guitarrista Mark Kozelek topou deixar o cabelo crescer e assumir o baixo no Stillwater, a banda do filme Quase Famosos. Fora da tela, ele brilha há mais de 10 anos no Red House Painters, grupo formado em San Francisco e que marcou o rock alternativo americano dos anos 90 com longas, doloridas e belas canções. Como o finado Jeff Buckley, Kozelek utiliza a técnica como suporte para a expressão de sua criatividade, jamais descamba no exibicionismo masturbatório. Mas é um cara dado a invencionices: já reinventou músicas do Yes, Paul Simon, Genesis, Kiss e AC/DC. Gravado e mixado entre 1997 e 98, Old Ramon ficou na geladeira por 3 anos por conta de problemas com gravadoras. Tanto tempo no freezer não tirou o seu sabor. Pelo contrário, apenas comprovou a atemporalidade das canções. Old Ramons é o disco mais equilibrado dos Painters, com uma perfeita distribuição de pitadas de alt-country (“Michigan”), acordes dilacerados à Crazy Horse (nos onze minutos de “River”), homenagens (“Golden”, dedicada ao caipira John Denver) e até duas novidades para uma banda muitas vezes acusada de monocórdica: a descoberta do pop (“Byrd Joel”) e o ataque de guitarras (“Between Days”). Sem contar os climas melancólicos característicos do grupo, aqui representados por “Void” e “Smokey”. Para ser ouvido no fim de uma tarde tediosa de domingo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

:: rolê de metrô - volume I ::



:: da série COLETAS DEPREDANDO ::

Já faz um tempinho que eu alimento a ambição de bolar uma "Rádio Depredando", expandindo o nosso Império Criminoso para domínios cada vez mais numerosos. Talvez seja minha saudade de trampar como DJ e a vontade de continuar apresentando ao Povo alguns sons que eu curto, reunidos e concentrados. Como eu num manjo como se faz uma rádio virtual (alguém dá dicas?), nem tenho os talentos necessários de radialista (a Voz Possante e aquela Alegria Saltitante de Monitor de Gincana que faz a glória da criatura nas FMs pops!), decidi iniciar um novo projeto, mais simples: coletas depredísticas exclusivas. O que os cibernéticos chiques chamam, se não me engano, de um podcast. Depredando, pois, além de indicar e disponibilizar discos trimmassa para baixar, também vai começar a fazer "programinhas de rádio baixáveis" apresentando canções firmezura que curtimos e queremos apresentar a nossos seguidores na blogosfera. Isso foi batizado, por hora, de Rolê de Metrô. A idéia é possibilitar ao ouvinte uma travessia pelo que de melhor rola nos subsolos e porões musicais, especialmente no Brasil, na ingênua mas ardente crença de que a salvação está no underground e de que as bandas do mainstream, em sua maioria, merecem pouco além de pedrada. É um verdadeiro trabalho de arqueologia, em que cavamos em busca das pérolas em meio aos porcos, e depois emergimos trazendo-as num pequeno baú de tesouros... Ou, pelo menos falando assim, fico me sentindo Importante.

Pra começar, compartilho com vocês algumas das cancionetas brazucas de bandas desta década que mais curto e admiro. Em uma hora de música, aí vão alguns dos melhores momentos dos novos arquitetos da música brasileira (e cantada em português!): do mastodôntico som instrumental do Pata de Elefante à feijoada búlgara do Móveis Coloniais de Acaju, do groove malemolente do Curumin aos sagazes protestos sociais funkeados de B Negão e Dona Zica, do balanço suave do Fino Coletivo ao bailão sacana da Orquestra Imperial, passando pelo esplêndido novo-folk do Transmissor e do Momo, pela doçura do trip-hop feminil do Bluebell e pelo indefinível magnetismo do fodaço Los Porongas, certamente a melhor banda da história do ACRE (!!!). Finalizamos com este verdadeiro Jazz From Hell para a Era da Eletrônica que é o Guizado, autor de um dos álbuns nacionais mais espetaculares de 2008: Punx. Bom rolê!

01. pata de elefante (RS), "um olho no fósforo, outro na fagulha"
02. móveis coloniais de acaju (DF), "perca peso"
03. curumin (SP), "guerreiro"
04. b negão e os seletores de frequência (RJ), "nova visão"
05.
dona zica (RJ), "protesto pessoal"
06. orquestra imperial (RJ), "ereção"
07. fino coletivo (RJ), "uma raiz, uma flor"
08. los porongas (AC), "nada além"
09.
transmissor (MG), "vem a chuva"
10.
bluebell (SP), "bolas de sabão"
11.
momo (RJ), "irmãos"
12.
lestics (SP), "alguma coisa me diz"
13.
guizado (SP), "sagitariu's dream"

DOWNLOAD: http://www.mediafire.com/?5gjthyqmtww

(Quem quiser dar sugestões de outras bandas nacionais bacanas, que vocês acham que deveriam entrar nos próximos volumes, podem dar os pitacos e largar myspaces nos comments abaixo. E, para o pessoal que tem banda: quem quiser enviar MATERIAL para a Equipe Depredando, para ver se conseguem entrar nas próximas coletas, manda bala.)

sábado, 17 de janeiro de 2009

:: da série PÃO QUENTINHO ::

FRANZ FERDINAND - "Tonight" [63 MB]
http://www.mediafire.com/?tetxu12lgjt


JOHN FRUSCIANTE - "The Empyrean" [160kps - 70 MB]
http://www.mediafire.com/?h0wfwzjetxt



SPINNERETTE - "Ghetto Love EP" [30 MB]
http://www.mediafire.com/?kwozn2ejdtd ou stream no myspace
(nova banda da Brody Dalle, ex-Distillers)



FRIDA HYVONEN - "Silence Is Wild" [66 MB]
http://www.mediafire.com/?2mdymjn3m3j

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

:: Lady Cool ::


*por Francine Micheli - depredando na Nova Zelândia!


E eis que no meio de tanta ovelha, montanhas e a calmaria de um país de quatro milhões de habitantes, surge algo fluorescente e de cabelo loiro enlouquecidamente laqueado, pronto pra dominar o mundo com os raios ultrasônicos de seus sintetizadores.

Se você ainda não se cansou do Cansei de Ser Sexy e adora pular ao som dos eletro-indies que assustam nossos pais, prepare-se para ser atingido em cheio por Pip Brown, mais conhecida como Ladyhawke - tudo junto -, uma mocinha simpática, alérgica a lactose e que se tornou hype pela internê afora com o single "Paris is Burning".

Ouvindo o cd na íntegra (Ladyhawke - 2008), é quase provável que caiamos na tentação de reconhecer algo de britânico no som, ou até uma boa dose de Cindy Lauper no gogó da moça. Mas não se engane, ela é orgulhosamente kiwi - ou, formalmente, neozelandesa - e conseguiu desenvolver sua personalidade em cima de um talento nato (coisa rara, não acha?).

O disco, ao todo, é cheio de referências oitentosas e juro, dá vontade de chamar os amigos pra uma festinha em casa. Preste atenção também na faixa "Magic" e visualize os garotões do Pet Shop Boys aplaudindo-a de pé. Já "Back to the Van" vai entrar na sua cabeça e te fazer acordar de madrugada cantando o refrão. Provando não ser somente mais uma garota cool despontando por aí, Lady Hawke é a compositora de todas as suas canções e tocou todos os instrumentos do seu disco. Quer mais?

Digamos que por aqui revistas e jornais se estapeiam para conseguir uma entrevista com ela, visto que a agenda da moça é cheia, com gigs e mais gigs marcadas por aí, especialmente na Europa. Sim, ela é adorada pela mídia e idolatrada pela galerinha dos óculos quadrados. Lembro que no ano passado, numa matéria de capa de um jornal grandão daqui, ela era citada como "the next big thing". Da Nova Zelândia? Não. Do mundo, diziam os jornalistas.

E, profecias à parte, acredito que eles acertaram em cheio. E ah, sim, a terra da Rainha também já caiu de amores aos pés dela também. Mês que vem ela estará em turnê pela UK junto com os Ting Tings, que ironicamente estão tocando hoje aqui em Auckland, no Big Day Out - grande festival de música da NZ. Ladyhawke não pode vir porque já é sabido... gente cool, além de usar um corte de cabelo engraçado, também se muda pra Londres, né? Não importa em que parte do globo se tenha nascido.



















1. Magic
2. Manipulating Woman
3. My Delirium
4. Better Than Sunday
5. Another Runaway
6. Love Don't Live Here
7. Back Of The Van
8. Paris Is Burning
9. Professional Suicide
10. Dusk Till Dawn
11. Oh My
12. Crazy World
13.Morning Dreams

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

X



X - "LOS ANGELES" (1980)

Sensacional disco de estréia desta lenda do art-punk, o grande X, grupo nascido influenciado pelo furor da cena punk de Nova York da segunda metade dos 70. Chefiada pelo bizarro casal de vocalistas Exene Cervenka & John Doe e pelo guitarrista Billy Zoom, mestre nos licks de rockabilly tocados em velocidade punky e volume ensurdecedor, o X nos presenteou com um espetáculo de raw power com este "Los Angeles", um dos grandes debuts de uma banda punk americana em toda a história do estilo. Os caras tiveram a honra de ter o tecladista do Doors, Ray Manzareck, comandando a produção desse álbum, no qual o grupo de Jim Morrison é homenageado com uma cover quase hardcore de "Soul Kitchen". (Conta a lenda que Ray se interessou pela banda ao ler uma matéria de jornal que tinha como manchete essa ótima descrição pro X: "IT SOUNDS LIKE MURDER.") Passamos a palavra a um tal de BillyZoom, usuário do RateYourMusic, que escreveu uma ótima resenha do disco, da qual selecionamos alguns trechos notáveis:

* * * * *

"...the lyrics are vague and poetic, in stark contrast to the then simmering L.A. hardcore scene filled with bands who did nothing more then rant and rage. The music is tight and furious, the playing spot on and clean, all elements balanced and equal. (...) Something you may not think of as punk until albums like this and The Clash's "London Calling", to name just a couple, came along and began to change what punk was and what it could be by using punk itself to break down musical barriers and musical stereotypes. Only unlike The Clash who "experimented" with music and were influenced by funk, jazz, reggae, etc... X simply came to the table raw and spit it out. Which makes for a very spontaneous musical experience, to say the least.

Not that this is eclectic stuff or arty by any stretch of the imagination. The straight forward and literal title cut is no less then a raging slab of punk rock anger that rants at everything from jews to blacks to mexicans to gays from the perspective of a young woman fed up and out of luck in the City Of Angels. And the hard hitting "The Unheard Music" sounds like either a heavy metal dirge or a long lost Doors tune depending on who you ask.

(...) This is all great stuff, as the songwriting is keen, musicianship sharp and precise, and certainly it's performed with the verve and attitude required. (...) "...very much the X of past, present, and future at this early stage with its perfectly intertwined harmonies, rockabilly inspired guitar, steady beat, and fast and furious pace.

Wrap it all up and you get not just a punk rock classic for the ages, but also a fairly standard rock n roll album that perhaps even a child of the '60's can embrace. Punk rock for the "classic rock" enthusiast? Maybe? Or maybe simply good, rebellious rock n roll waiting for a tired and stale mainstream to catch up. Whatever you call it its undeniably vital, undeniably intense, and undeniably, earth shakingly powerful. And with this group that would continue to be the case for three more classic albums and beyond, as you can catch this band perform even today, better then ever. (...) X's Los Angeles is a classic album of rock n roll inspiration for all the right reasons and none of the wrong ones. Dedicated, hard, committed, and performed with great heart, it was simply the first shot fired from one of rocks great bands of the last 25 years. Their best shot? Maybe not. But as with many great battles won and lost, even punk rock battles, X proves with this album its often the first shot that matters most."

DOWNLOAD (MP3 de 256kps - 67MB):
http://www.mediafire.com/?vyucdj2xmmz


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

:: Shuggie Otis ::


Depredando apresenta um grande mestre obscuro dos anos 70: tio Shuggie Otis, uma espécie de Jimi Hendrix do soul, mais conhecido como O Homem Que Recusou o Convite Para Tocar nos Rolling Stones (caraca!). Os três álbuns são fodaços e ultra recomendados... De uma velha Bizz, copio a rápida apresentação abaixo:

SHUGGIE OTIS
por EMERSON GASPERIN

Difícil dizer como Shuggie Otis seria classificado hoje. Talvez sua música nem tivesse lugar no mercado atual, ou seria colocada entre Prince e D'Angelo. Em 1974, o problema foi o mesmo. Depois de 3 anos de lapidação, o 2o disco do californiano ganhou as lojas sem saber em qual prateleira deveria ficar. As comparações, pelo menos, eram melhores: Marvin Gaye, Curtis Mayfield, Sly Stone. A reedição em CD (acrescida de três canções da estréia, Freedom Flight, de 1971) mostra a razão de tamanha confusão em torno do rapaz. O rótulo que Inspiration Information costuma receber – soul psicodélico – simplifica a fluidez com que Shuggie vai do soul ao r&b, do funk a um certo ar “alternativo”. Logo na abertura, a faixa-título sugere um balanço suave, com a lisergia na dose “boa viagem”. O estado continua sossegado com um suinge leve aqui (“Sparkle City”), um ritmo programado para dançar juntinho ali (“Aht Uh Mi Hed”). Para descolar o corpo, as levadas finas de “Not Available” e “Strawberry Letter 23” (esta, de seu 1o disco, fez sucesso em 1977 com os Brothers Johnson). Mas o artista usa outros meios para provocar idêntico relaxamento, como em “Pling!”, “XL-30” e “Rainy Day”, feitas de paisagens tão eletrônicas quanto bucólicas – daí se entende por que Tortoise e Stereolab o apontam como influência. Diante da fartura de inspiração, os Rolling Stones convidaram Shuggie para substituir Mick Taylor. Como bom torto, ele recusou, assim como disse não às ofertas do Blood, Sweat & Tears e de Emerson, Lake & Palmer. Pouco depois, devido ao fraco desempenho do álbum nas paradas, foi dispensado da gravadora e se retirou da cena (complicações com drogas, dizem os rumores) para sempre. Agora vem detalhe: quando finalizou Inspiration Information, no qual cantou, tocou guitarra, piano, órgão, baixo e bateria, Shuggie tinha apenas 22 anos. Atualmente aos 50 e pouco e excitado com a repercussão (ainda que tardia) de seu trabalho, pensa em agrupar uma banda e voltar a fazer shows. Vai fundo, tio.




DOWNLOADS:
1969-1971 - "Shuggie Plays The Blues..." (71 MB)
http://www.mediafire.com/?tyyyjjnf2ji
1971 - "Freedom Flight" (52 MB)
http://www.mediafire.com/?2x3i2vkuof3
1974 - "Inspiration Information" (63 MB)
http://www.mediafire.com/?mvmneojinzj

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

:: sim, 2009 já começou! ::

da série: PÃO QUENTINHO
os primeiros lançamentos importantes de '09!

ANTONY & THE JOHNSONS - The Crying Light (86 MB)


ANIMAL COLLECTIVE - Merriweather Post Pavillion (67 MB)
http://www.mediafire.com/?dy55mwwyjz2


MORRISSEY - Years Of Refusal (80 MB)
http://www.mediafire.com/?gdjzkkamqol


THE PAINS OF BEING PURE AT HEART, idem (32 MB)
http://www.mediafire.com/?yyl2tq4zzdu