segunda-feira, 15 de setembro de 2008

:: Medeski, Martin & Wood ::

MEDESKI, MARTIN & WOOD
[DISCOGRAFIA - pt 1]

(Sensacional! MM&W vêm aí para nova turnê brasileira, com três shows agendados para Sampa - 2 no SESC Vila Mariana (sábado e domingo) e um no Bourbon Street (quinta-feira). Como comemoração, vamos ir postando a discografia deste magnífico trio de jazz-rock. O Marcolino já tinha falado sobre o disco novo aqui no Depredando tempos atrás - agora é hora de explorar os (maravilhosos) discos anteriores. Voilà:)


O Jazz Punk, Véio!
por Diego Fernandes
(no Scream and Yell)


Eles são o que há.

Não quero que isso soe muito exagerado aos leitores, mas, bom, dane-se: em termos de jazz, eles são a única banda que importa atualmente. E, a bem da verdade, este que vos escreve os considera também uma das coisas mais rock'n'roll da atualidade. Como o crítico Rob Mitchum do site Pitchfork sabiamente observou, por mais controverso que isso soe, o jazz é um gênero musical estagnado e morto, vivendo essencialmente através de aparelhos (re-re-reedições de clássicos), um estilo trancafiado em um gueto purista medonhamente conservador que conta com um número de artistas contemporâneos expressivos que não chega a encher os dedos de duas mãos (os amantes de música pop mais atentos já devem ter notado que o jazz escorreu quase todo para o rock, ainda que diluído e por vezes descaracterizado).

Se há luz na escuridão, esta luz atende pelo extenso nome Medeski, Martin & Wood. O trio é uma das últimas entidades musicais que se propõe a manter viva a chama da música improvisacional, empolgante, emocional, e – principalmente - inovadora que o jazz veio a representar com o surgimento de nomes como Miles Davis, Charlie Parker e Chet Baker. Caso você discorde dessa afirmação e concorda com a máxima headbanger de que "jazz é coisa de velho", pare de ler esse texto, agora, e volte para seus CDs do Nickelback. Já.

Formado por John Medeski (teclas em geral), Chris Wood (baixos acústico e elétrico) e Billy Martin (bateria e percussão), o grupo, que adota a clássica e tenaz formação "piano trio" (baixo-bateria-piano), chuta sempre em direções inesperadas. Seja ao incorporar batidas rap, seja apostando na interação com DJs, seja em seu descarado flerte com o pós-rock, a banda até agora acertou a mão em tudo que fez.

A exemplo de Miles Davis, adotam uma postura iconoclasta e parecem estar andando para o que críticos e especuladores possam vir a achar do gerenciamento de sua carreira - participaram de um disco com Iggy Pop (o subestimado Avenue B), tendo o grande Iguana chegado a chamar Medeski de "mestre do órgão Hammond". Por outro lado, gravaram um disco junto com John Scofield (o álbum A Go-Go), considerado o mais expressivo guitarrista de jazz da atualidade. Como elogio pouco é bobagem, o estilo de Chris Wood ao baixo chegou a ser comparado ao do mestre Charles Mingus.




:: DOWNLOADS ::

"TONIC" (2000) - 94 MB
http://www.mediafire.com/?fztziciu6lq

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"ELECTRIC TONIC" (2001) - 93MB
http://www.mediafire.com/?cxytpdvz0fi

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"UNINVISIBLE" (2002) - 51 MB
http://www.mediafire.com/?xqccstvk0ew

Vamos encarar isso: o rock precisa ser salvo. Do quê, exatamente? Oras, me parece óbvio: de se tornar uma instituição. Caso você não esteja lembrando, instituição é uma coisa inatacável, cuja estrutura e regras morosas podem matar o indivíduo no cansaço (e em geral matam mesmo). Se é essa a perspectiva para o maldito futuro do rock, se tornar mais ou menos o que o Oasis é hoje, bom, me mostrem onde EXATAMENTE fica a cabeça que eu mesmo atiro, no meio dos olhos, depois ajudo a enterrar. O verdadeiro rock não compactua com convenções sociais -- o que não quer dizer que o rock não vista sapatos e use gel de vez em quando, assim, quando dá na telha. Rock não significa três acordes e cabelo despenteado – não SOMENTE. Rock é estilo de vida, e sua capacidade de surpreender e levantar o dedo médio para tudo que não importa e faz uso de mediações escusas é o que o mantém vivo. Ou deveria. Supõe-se que a trilha sonora apropriada para essa insurreição pessoal deveria ser algo que dispusesse de vigor, criatividade e capacidade de alterar seu estado de espírito, certo? Bom, então permitam-me dizer que MM&W é rock. Tem que ser. Sem meias palavras, Uninvisible é incrível -- reitera a perigosa afirmação de que, se um artista é realmente bom, seu último trabalho tem de ser o melhor. A faixa-título já entra matando. É difícil resistir. O clima é nublado, fantasmas circundam -- velhos músicos negros desencarnados arrastando correntes ao redor. O que vem sendo mostrado por um punhado de artistas ligados à vertente minimalista do pós-rock é que a sobrecarga e o conseqüente esvaziamento ligados à pós-modernidade por vezes são combatíveis com ausência de palavras, abstração e propósito concentrado. Jazz? Cabe dizer que o som do MM&W não é propriamente minimalista – em verdade, certas passagens são tão grandiloqüentes que te fazem se sentir um fdp malvado rodando a cidade num Mavericão. O range de emoções que o trio percorre sem o uso de palvras (ok, há uma participação especial em estilo spoken word, uma exceção) é assombrosa. Salvar o rock não é o tipo de tarefa fácil, nem tampouco rende grandes louros (Cobain estourou os próprios miolos), mas é necessário, ciclicamente. Necessário que surjam artistas dispostos a comungar com seus instrumentos, entregar-se por completo, sangrar entre as notas. Também não é tarefa para uma única banda ou artista. Diversidade é um grande passo. Mas... jazz? Palavras de John Medeski: "Não quero entrar nessa discusão de ‘o que é jazz’ e ‘o que não é jazz’ -- porque a verdade é que eu estou cagando pra isso." Pensem nisso. Melhor: dêem uma ouvida nisso, como quem não quer nada. Se não gostar, deixe de lado, esqueça – fazer o quê? Mas, sim, jazz. Pode apostar. (Diego Fernandes)

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"END OF THE WORLD PARTY (JUST IN CASE)"(2004) 73 MB
http://www.mediafire.com/?mo9rgvjktyc

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"LET'S GO EVERYWHERE" (2008) 67 MB
http//www.mediafire.com/?v2cwqz5cmvn

3 comentários:

Fran disse...

AMOOOO DE PAIXAO ESSES TRES!!!
Tinha postado la no mae ja acabei o Lets Go Everywhere pq eu fiquei extremamente viciada nesse disco! Nem parece q é pra criança!!!!!!!
Recomendadissimo com força!
bjos!

Anônimo disse...

" jazz é coisa de véio" Bom, parei por ai.
Um dos malefícios da inclusão digital é esta.Liberdade de expressão é necessária porém explanar um assunto com tamanho desconhecimento musical e de forma preconceituosa é de dar dó do altor desta "paspalhagem verborrágica"

Anônimo disse...

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