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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Black Sabbath com Ozzy na vox: baixe a discografia completa! [9 álbuns entre 1970 e 2013]



BLACK SABBATH
Download de todos os álbuns com Ozzy na voz:


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Black Sabbath have been so influential in the development of heavy metal rock music as to be a defining force in the style. The group took the blues-rock sound of late-’60s acts like Cream, Blue Cheer, and Vanilla Fudge to its logical conclusion, slowing the tempo, accentuating the bass, and emphasizing screaming guitar solos and howled vocals full of lyrics expressing mental anguish and macabre fantasies. If their predecessors clearly came out of an electrified blues tradition, Black Sabbath took that tradition in a new direction, and in so doing helped give birth to a musical style that continued to attract millions of fans decades later…
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Valeu, Laranja Discográfica!

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Born Under a Bad Sign...



Colêtanea novinha-em-folha saindo do forno! Pra quem gosta de blues-rock e guitarra elétrica tocada com o feeling no talo. Suba o volume, click play e boa viagem...
01) Susan Tedeschi - "Talking About"
02) Kenny Wayne Sheperd - "Chase the Rainbow"
03) Paul Gilbert & Jimmy Kidd - "Girls Watching"
04) Black Crowes - "Thick'n Thin"
05) Deep Purple - "Strange King of Women" (Live)
06) Led Zeppelin - "Gallows Pole"
07) Black Sabbath - "Sabbra Cadabra"
08) The Doors - "Maggie McGill"
09) Steve Marriott & the DTs - "Put Your Red Dress On" (Live)
10) Paul Butterfiled Blues Band - "Born Under a Bad Sign"

(Mais coletas, aqui:  http://8tracks.com/depredando/)

domingo, 5 de setembro de 2010

:: Eu Sou Ozzy ::

:: O Forrest Gump do Metal ::
- Ana Alice Gallo -

Bons colegas de boteco são, por essência, ótimos contadores de história. Você sabe que não pode acreditar em tudo o que o cara tá dizendo, mas nem esse é o propósito: vale mais o sabor dos causos. Imagine, então, um desses sujeitos com mais de 40 anos de experiências em pubs, puteiros e muitas situações insólitas. Pois é isso que faz Ozzy em sua auto-biografia: conta causos e mais causos, como um bom Forrest Gump do heavy metal.

Dois fatores desarmam de cara o leitor: o fato de o livro ser narrado em primeira pessoa, o que já pressupõe que o sujeito vai contar tudo do jeito dele; e, no caso desse rockstar, a declaração na primeira página de uma lista de drogas gigantes que fizeram ele não se lembrar direito de tudo, e que era bem possível que outras pessoas contestassem a sua versão dos fatos. Resta-nos, então, pedir ao garçom mais uma breja e saborear tudo sem pudores ou ressalvas. São, sim, histórias do vovô Ozzy.

Entre a infância fodidamente pobre, uma passagem rápida pela prisão e um trabalho em um abatedouro, desenha-se o personagem Ozzy, que cresceu e conquistou o mundo portando dislexia, déficit de atenção e, mais tarde, uma rara doença chamada de síndrome parksoniana – sem nunca ter exatamente noção disso tudo. Descobre-se que a magia negra nada mais era que uma tosca jogada de marketing inventada quando os integrantes do Balck Sabnbath viam filas enormes na frente do cinema quando passavam filmes de terror e imaginavam que coisas aterrorizantes chamavam a atenção. E que eles detestavam, na verdade, os seguidores de Satã que passaram a fazer vigília nos hotéis da banda e a pintar crucifixos invertidos com sangue nas portas de seus quartos.



Não vou contar todos os “bombons” que Ozzy entrega aos leitores enquanto abre a caixa de chocolates (recheados de álcool e cocaína) que é sua vida. Mas algumas pérolas se destacam, como quando descreve como explodiu uma pomba em uma sala com executivos da gravadora, ou jura que morder a cabeça de um morcego foi um acidente inesperadíssimo. Em turnê com o Mötley Crue, um belo dia Ozzy acordou no canteiro central entre as pistas de uma rodovia, e não espere descobrir como ele foi parar lá, se nem o próprio se lembra.

O ex-vocalista do Black Sabbath foi um pai lastimável, um filho um tanto mesquinho e um marido quase homicida (se ele não lembra, ele não fez?). Mas brigas familiares, momentos desprezíveis e lutas de consciência passam sutilmente pelos capítulos, nada que realmente estrague a noite do leitor. Ozzy é tão complacente consigo mesmo que, quando se culpa por não estar presente na criação dos filhos ou de se arrepender de ter feito o seriado “Os Osbournes”, você o desculpa junto, só pra poder ouvir logo o próximo causo. E chamar o garçom de novo.

>>> Leia trechos do livro!