OKKERVIL RIVER, "The Stand-Ins"
DAVID BYRNE & BRIAN ENO, "Everyhting That Happens..."http://www.mediafire.com/download.php?ftqj5gmyzol
(vai, Blogger Cuzão! apaga de novo! C-U-Z-Ã-O!)
(só testando a liberdade de expressão na blogosfera... :P)
OKKERVIL RIVER, "The Stand-Ins"
DAVID BYRNE & BRIAN ENO, "Everyhting That Happens..."



SONS DE ESTIMAÇÃO - VOL. V
O Teenage Fanclub foi uma dessas bandas que mais marcou a minha adolescência, uma das que eu adorei com mais fanatismo, uma das que fizeram aqueles anos um pouco mais suportáveis, um pouco menos sombrios... E marcou também por todo o sacrifício que foi preciso fazer pra conseguir esses discos. Nesses tempos totalmente internetizados em que vivemos, quando conseguir um disco é bico (bastam alguns cliques no Soulseek e alguns minutos de espera), dá até uma certa saudade dos velhos tempos em que era uma dureza achar e comprar discos de bandas alternativas. Foram poucas as bandas que tomaram mais a minha grana do que o TFC, mas hoje tenho um baita orgulho desses meus quatro originais, todos importados, que na época valiam cerca de 35 pilas cada, uma verdadeira fortuna... Quanta moeda no porquinho, e quantos recreios em greve de fome, e quanta mesada-de-pai guardada com ardor religioso, só pra que eu tivesse o prazer de conseguir essas bolachinhas... E que prazer, é claro, ouvi-las depois do "martírio"!
Os caras foram pescar nos anos 60 e 70 as maiores inspirações para o seu power-pop guitarrento e doce, erguendo, em plena década de 90, um monumento estupendo em homenagem aos seus heróis do passado: principalmente os Quatro Bês Fundamentais (Beatles, Beach Boys, Big Star e Byrds), mas também Neil Young, Gram Parsons, Badfinger, entre outros. O nome da banda já entregava: o Fã-Clube Adolescente compunha melodias grudentas em adoração ao pop-perfeito do passado, com nenhuma intenção "revolucionária" ou "vanguardista". E confesso que por vezes eu chegava a pensar que o que eles fizeram, muito mais do que somente um ato de adoração a grandes bandas antigas, era... superação.
1990 - "A Catholic Education" (54 MB)
1991 - "Bandwagonesque" (57 MB)
2000 - "Howdy!" (63 MB)
2005 - "Man-Made" (64 MB)
PRIMAL SCREAM - "Beautiful Future"
METALLICA - "Death Magnetic"
JONNY GREENWOOD (do RADIOHEAD) - "There Will Be Blood"
CALEXICO - "Carried To Dust"
Uma das muitas respostas possíveis é: o Fino Coletivo. A banda reúne, com uma unidade que parece passe de magia, 7 artistas independentes de Alagoas e do Rio. O alagoano Wado, um dos nomes mais magistrais da MPB nesta década, veio para integrar a trupe depois do lançamento de seu 3o álbum, A Farsa do Samba Nublado. Trouxe junto um dos membros de sua banda de apoio, o Realismo Fantástico: Alvinho Cabral. Juntaram-se ao MoMo (Marcelo Frota) para umas jams, em 2005, e depois decidiram unir as turmas numa super-banda repleta de loops, grooves, suíngues, batuques e poemas coloridos.

http://www.mediafire.com/?7v8zthdzrzt
(mp3 de 192kps,12 músicas, 38min, 52MB)
"TONIC" (2000) - 94 MB
"ELECTRIC TONIC" (2001) - 93MB
"UNINVISIBLE" (2002) - 51 MB
"END OF THE WORLD PARTY (JUST IN CASE)"(2004) 73 MB
"LET'S GO EVERYWHERE" (2008) 67 MB
http//www.mediafire.com/?v2cwqz5cmvn
da série: TOUR INTERPLANETÁRIO
Som: Funk, disco music, lounge mais latinices em geral e um pouco de acid jazz.
Histórico: Formado em 1995, o sexteto causou furor na insípida cena Venezuela com seu primeiro disco, A Typical And Autoctonal Venezuelan Dance Band. Soava como dance, mas usava guitarras elétricas; podia ser rock, mas tinha congas e um balanço incomum ao estilo. Como o reconhecimento esperado não veio, a banda mudou-se para Nova York em 1997, certa de que os gringos iriam valorizá-la mais do que os conterrâneos. Funcionou: o ex-Talking Heads David Byrne, sempre de olho no caldeirão terceiro-mundista, arregimentou o grupo para sua gravadora (Luaka Bop). No mesmo ano, fizeram a estréia fora de seu país natal, The New Sounds Of Venezuelan Gozadera, que recebeu boas resenhas nas revistas americanas. Arepa 3000, o trabalho seguinte, reforçou a boa receptividade da crítica para com a banda – só falta o público descobrir também que eles são muito bons.
Pra Quem Gosta de: Red Hot Chilli Peppers das antigas, Banda Black Rio, Stereo MC's.
(Bizz – março 2001)
*****
Disco Essencial:


Por isso há de se valorizar os discos que começam, terminam, e não te fazem desconectar-se da música que emitem nem por um minuto. O segundo disco do Idlewild, 100 Broken Windows, lançado em 2000, é um desses. Não te rouba o sorriso da cara um só instante. Ou, melhor dizendo, não te faz parar de batucar o pé ou balançar a cabeça, já que estamos falando de uma das mais competentes bandas de pop-harcore (não sou bom em rótulos, mas acho que esse é plausível e contextualizante o suficiente) a darem as caras nos anos 90, no vácuo deixado pelo Nirvana.
Sounds & Sights by



THE SMITHS,Eu só não lembro se foi no fim de 1989 ou no começo do ano seguinte. O resto é nítido: minha mãe trabalhava no centro do Rio e eu, de férias, ia junto para me enfurnar pelos becos da Cinelândia. Algumas paradas eram obrigatórias, duas em particular. As bancas dos partidos políticos, na porta da Câmara dos Vereadores, onde discutia-se acaloradamente sobre a esquerda no Brasil e o novo Marxismo (existiam essas duas coisas na época). E a rua adjacente ao Teatro Municipal, onde colecionadores (e alguns recém-adeptos ao CD) se encontravam para trocar e vender discos de vinil. Ali foi a minha primeira prévia do Soulseek, onde conheci e ouvi milhões de coisas que não estavam à venda nas Lojas Americanas, e onde, numa dessas levas, trouxe para casa o disco mais importante da minha vida.

SUPER FURRY ANIMALS,
ROCK ALUCINADO SEM MEIAS-PALAVRAS
por JOSÉ FLÁVIO JR
O Super Furry Animals é a banda mais lisérgica do rock contemporâneo. Gruff Rhys, Dafydd Ieuan, Guto Pryce, Huw Bunfond e Cian Ciarán (nominhos bastante comuns, não é?) usam LSD, sim, fumam maconha, sim, e tomam chá de cogumelo, sim. O terceiro disco da banda, sucessor do ótimo Radiator (1996), reforça todo o amor que os integrantes cultivam pelo lado viajandão da vida. As letras de Guerrilla vão da filosofia nonsense de "Some Things Come From Nothing" ("Albumas coisas vêm do nada / nada parece vir de alguma coisa") ao tatibitati pra lá de pueril de "Chewing Chewing Gum" ("Não masque chiclé na cama / você pode acordar com ele preso no cabelo"). Quem conseguir sacar os trocadilhos em inglês terá prazer ainda maior. Em "Do Or Die", Gruff canta: "I am free / you are four / let's take a five". "Northern LItes", primeiro single do álbum, e "The Teacher" são as músicas mais grudentas - e são, justamente, as que têm letras menos viajandonas. O som continua parecendo com tudo e nada ao mesmo tempo. Você ouve e diz: "Isso é Pink Floyd, agora ficou com a cara do Blur, tem toques de Buzzcocks, pianinho à Dave Brubeck, lances eletrônicos, algum ritmo caribenho..." Dá pra dizer qualquer coisa a respeito do Super Furry Animals, menos que essa rapaziada não tem criatividade. Cogumelo neles!
DOWNLOAD (192 kps - 62 MB - 14 músicas):
http://www.mediafire.com/?qmc1p1p80wg