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terça-feira, 21 de maio de 2013

#Discografias Completas! [#01] JIMI HENDRIX



#Discografias! [#01]
JIMI HENDRIX
(Seattle 1942 - Londres 1970)

Baixar discografia básica (600 MEGA)
ou completa (com 19 álbuns - 2.60 GB).

TOP 5:


  • ARE YOU EXPERIENCED? (1967)
  • AXIS: BOLD AS LOVE (1967)
  • ELECTRIC LADYLAND (1968)
  • BAND OF GYPSYS (1970)
  • BLUES (coletânea, 1996)


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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Hendrix, The Who, Led Zeppelin, Sonics, Standells e muito mais... "Rock'n'Roll Não É Poluição Sonora!" [3a Edição]


Saiu a 3ª coletânea da série “Rock’n’roll Não É Poluição Sonora”, batizada em homenagem à sonzeira do AC/DC que fecha o Back in Black; nesta edição, tem Hendrix ao vivo em Monterey, uma “suíte” com 3 canções-siamesas do Abbey Road dos Beatles, “Gallows Pole” do Led Zeppelin… E ainda The Kinks, Love, Sonics, The Standells, The Electric Prunes, e por aí vai… Ouça já! Quem quiser ajudar a disseminar estes sons, compartilhe no Facebook. Capa: Jimi Hendrix por David Lloyd Glover.  Veja 120 ilustrações de Glover em homenagem a ícones da música.

Setlist: 
01) THE BEATLES, “Golden Slumbers”, “Carry that Weight” e “The End”;  02) THE WHO, “The Seeker”;  03) LED ZEPELLIN, “Gallows Pole”;  04) THE KNICKERBOXERS, “Lies”;  05) THE SONICS, “Strycnine”;  06) THE REMAINS, “Don’t Look Back”;  07) THE CHOCOLATE WATCHBAND, “Are You Gonna Be There (At The Love-in);  08) THE STANDELLS, “Dirty Water”;  09) THE COUNT FIVE, “Psychotic Reaction”;  10) LOVE, “7 and 7 Is”;  11) THE ELECTRIC PRUNES, “I Had Too Much To Dream Last Night” ;  12) THE STRANGELOVES, “Night Time”;  13) JIMI HENDRIX, “Foxy Lady” (Ao vivo no festival de Monterey).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Tropicália Revisitada

(de Marcelo Machado, 2012, 89min. Trailer.)

"O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais. 
Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica. 
Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional. 
Clássico estudo de Favaretto
Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música. Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia. Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista, com astronautas e discos voadores. Elas sofisticaram o repertório de nossa música popular, instaurando em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais. 
Sincrético e inovador, aberto e incorporador, o Tropicalismo misturou rock mais bossa nova, mais samba, mais rumba, mais bolero, mais baião. Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País. Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda. Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época. 
Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes. Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967. 
Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento, ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada, com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas. 
O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos." (Via Tropicalia.com.br)

domingo, 11 de novembro de 2012

Amplexos - "A Música da Alma" (2012)

Mais um disco nacional imperdível acaba de ser cyber-lançado: os cariocas do AMPLEXOS fizeram um álbum cheio de groove e frituras, com contra-baixos causa-terremotos e batuques de voodoo. Tem hora que o som parece uma funkeira do Sly & the Family Stone; outras horas, algo mais Peter Tosh, beirando O Rappa. Sente-se no ar uma espécie de idolatria a Fela Kuti correndo latente nos subterrâneos do som. Eles arriscam até de "Afrobeat" e "Falsa Salsa", arriscando experimentações, ousadas e livres, com estilos pouco explorados pelos músicos de terra brasilis. A qualidade da produção e da mixagem são de amaravilhar. Disco-viagem, que pede que o ouvinte embarque na jornada e aceite o descontrole. "A Música da Alma" é cheio de emanações (good vibes!) xamânicas, rasta, hedonísticas, maconheiras, místicas, que nos levam "for a magic carpet ride..." Vale a pena conhecer!

AMPLEXOS - "A Música da Alma" (2012)
DOWNLOAD >>> http://amplexosbanda.tumblr.com/

terça-feira, 7 de junho de 2011

<<< McKenna for Dummies >>>

A primeira definição que me ocorre para esta criatura indefinível que foi Terence McKenna (1946-2000) é esta: o cara é a mais arrojada encarnação no cenário intelectual da Contracultura Psicodélica Hippie que nasceu nos anos 60. Claro que Timothy Leary fez mais barulho, que Ken Kesey escreveu um livro mais clássico e que na música houveram muitos inovadores radicais (penso especialmente em Hendrix) que causaram muito mais impacto popular do que ele. Mas quando a "onda" é uma reflexão abissalmente profunda sobre a Experiência Psicodélica, os malefícios do Capitalismo Consumista e a necessidade premente de uma Revolução Percepcional que coloque nossas mentes sob nosso controle, descondicionando-a dos ditados de governos pastores e publicitários, poucos chegaram perto do que expressou McKenna.

Célebre comedor-de-cogumelos e explorador de selvas amazônicas e shaman ayahuasqueiro e cosmonauta da galáxia da mente, dentre outras viagens menos verbalizáveis, Terence McKenna conseguiu sintetizar um vasto conhecimento nas áreas de antropologia, botânica, evolucionismo, ufologia, física quântica, xamanismo, artes plásticas, misticismo oriental, literatura de vanguarda e o caralho a quatro - e punha tudo a serviço de uma das mais radicais críticas-criativas dos "tiranos" de nosso tempo (e de nossa mente).

O Alimento dos Deuses (The Food of The Gods), talvez o livro mais clássico que ele escreveu, está na  minha seleta lista de obras fundamentais para quem se interessa pela problemática das drogas numa perspectiva mais ampla: não somente em relação à guerra entre o proibicionismo-repressor Estatal e os usuários lutando por descriminalização e liberdades de uso, expressão e culto (temática tão em voga com o lançamento dos documentários Cortina de Fumaça e Quebrando o Tabu e as várias Marchas da Maconha acontecendo pela América Latina afora), mas também na perspectiva do papel que as substâncias alteradoras da consciência jogaram no decurso da evolução biológica e social humana e dos magníficos potenciais que possuem para nos fazer enxergar o Universo, a sociedade e as relações humanas com novos olhos.
<<< download do e-book (em inglês) >>>

Abaixo, alguns vídeos ótimos para começar a explorar o Universo McKenna, com a transcrição de alguns de nossos trechos prediletos. Confira e dissemine!


"You don't have to be a victim of your culture

What's wrong with the operating system that we have, Consumer Capitalism 5.8 or whatever? It's dumb, it's retro, it's very non-competitive, it's messy, it wastes the environment, it wastes human resources, its inneficient, it runs on stereotypes, it runs on slow-sampling rates, makes everyone think they're alike when the glory is in everyone's difference...

The current operating system is flawed. It actually has bugs in it that generates contradictions.  We're cutting the earth from beneath our own feet. We're poisoning the atmosfere that we breathe. This is not inteliggent behaviour. This is a culture with a bug in it's operating system that is causing erratic dysfuncional, mal-funciotioning behavior. Time to call the tech. And who is the tech? The shamans are the techs!"




"What's really important is the FELT PRESENCE OF DIRECT EXPERIENCE. We have to stop CONSUMING our culture. We have to CREATE culture. DON’T watch TV, DON’T read magazines, don’t even listen to NPR. Create your OWN roadshow. The nexus of space and time where you are — NOW — is the most immediate sector of your universe. And if you’re worrying about Michael Jackson or Bill Clinton or somebody else, then you are disempowered. You’re giving it all away to ICONS. Icons which are maintained by an electronic media so that, you want to dress like X or have lips like Y… This is shit-brained, this kind of thinking. That is all cultural diversion. What is real is you, and your friends, your associations, your highs, your orgasms, your hopes, your plans, your fears. And, we are told No, you’re unimportant, you’re peripheral — get a degree, get a job, get a this, get that, and then you’re a player. You don’t even want to play that game. You want to reclaim your mind and get it out of the hands of the cultural engineers who want to turn you into a half-baked moron consuming all this trash that’s being manufactured out of the bones of a dying world."


"Inform yourself. Transcend and distrust ideologies. Go for direct experience. "

domingo, 5 de dezembro de 2010

<<< 10 de 2010: nossas bolachas prediletas do ano >>>


#09

BLACK MOUNTAIN
"Wilderness Heart"


"In their heart of hearts, Black Mountain are really just peaceful hippies, but ones who aren't afraid to deploy heavy artillery to assert and protect their way of living" - PITCHFORK


"The children are havin' their fun with the blues". Este verso de "The Hair Song", um dos mais empolgantes singles já lançados pelo Black Mountain, serve como um bom cartão de visitas para o som dessas lisérgicas "crianças" canadenses. Mas o blues surge aqui não em seu estado primordial, como era nos tempos em que faziam-se pactos com Satanás na encruzilhada e Robert Johnson só tinha um violãozinho puído para acompanhar seus queixumes.  

O blues, em sua versão-Black Mountain, é algo como um navegante inter-estelar que pousa em 2010 depois de ter atravessado a psicodelia hippie dos 60, o metal-de-raiz dos 70,  o grunge dos 90 e o stoner-de-garagem dos últimos anos. Matematizando a coisa, eu arriscaria dizer que a banda é o resultado da soma Led Zeppelin + Soundgarden, Howlin' Wolf + Queens of the Stone Age, Black Sabbath + Black Rebel Motorcycle Club, Jimi Hendrix + Neil Young...

(Sim, sim: escolhi o jornalismo por ser mó prego em aritmética...)


Wilderness Heart, terceiro álbum da banda de Vancouver, é tão aventureiro, eclético e chapado quanto seus dois precedentes, In The Future (2008) e Black Mountain (2005), mas tem a vantagem de ser mais sintético (nada daquelas jams viajadas de 17 minutos, só curtíveis por quem tomou as drogas propícias para embarcar na onda dos caras...).
O que se destaca de imediato, além dos galopantes riffões à la Page e Iommi que recheiam boa parte das canções (com destaque para a fodástica "Roller Coaster"), é a transa certeira entre os vocais de Stephen McBean (genes-XY) e Amber Webber (XX). A beleza das melodias vocais e o modo como elas se fundem com perfeição na densa massa sonora da banda é acachapante, mesmo para um ouvinte sóbrio. E é difícil não sentir um delicioso arrepio na espinha, por exemplo, quando a linda voz de Amber canta: "I will cradle you beneath my wings / As you tremble in my warmth / I will cradle you beneath my wings / And teach you all my scorn".

Mas "blues" refere-se não só a um estilo musical, mas também a um estado de espírito --- e é este blues da melancolia e do desconsolo que impregna as baladonas soturnas que o Black Mountain nos entrega aqui: "Buried By The Blues" (o nome diz tudo...), "Sadie" (quase um lullaby) e "The Space of Your Mind" (uma espécie de tributo a David Bowie em sua fase "espacial"). Nestas faixas, a banda uiva na madrugada como nas melhores faixas do Howl, do Black Rebel Motorcycle Club, e demonstra que é tão poderosa acústica quanto elétrica. 

Agora resta torcer para que eles retornem em breve ao Brasil: quando vieram em 2008, como uma das atrações internacionais do Goiânia Noise (que naquele ano trouxe também Helmet, Vaselines e Black Lips), não tive a chance de conferi-los ao vivo.  E eis uma banda cujos álbuns me deixam afinzaço de testemunhá-los de perto gerando este chapante roller coaster de peso, blueseira, psicodelia e lirismo.



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