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sábado, 4 de abril de 2009

:: Los Porongas ::

- ACREANIDADE CONFIGURADA PARA A TRANSCENDÊNCIA -
por Eduardo Carli de Moraes

É, amiguinhos, hoje (pasmem!) falaremos sobre o Acre. Sem zueira. E olha que dele tenho até trauma: no ginásio, sempre rodava na prova de Geografia se me pedissem para nomear a capital desses "estados bizonhos". Tropeçava na decoreba e era obrigado a protestar: "vô lá saber, 'fessora?" Peguei até raiva. Agora tô superando os preconceitos. Porque visto daqui "de baixo", com este olhar preso à maior megalópole do Sudeste, o Acre sempre me pareceu como algo alien. Um lugar que eu imagino mais parecido com algum exótico país estrangeiro do que similar às paisagens poluentas e repletas de arranha-céus de Sumpaulo. E quem diria, caros leitores, que eu um dia sentiria ímpetos de pesquisar mais sobre aquelas lonjuras do Brasil por causa de uma recém-adquirida paixão por uma banda acriana! Com passaporte sônico nos tímpanos, bóra então fazer um rápido turismo cultural, subindo "por escadarias amazônicas até Marte"!..

Pedi uma mãozinha pra Wikipédia e descobri curiosidades interessantes sobre este canto do Brasil repleto de vazios populacionais, reservas indígenas e matas intocáveis: o Acre um dia já foi território pertencente à Bolívia e só foi englobado ao Brasil no começo do século 20; a produção de borracha por ali era tão exorbitante que, durante a II Guerra Mundial, os aliados foram muito auxiliados pelas nossas exportações, tanto que depois mandaram muito capital para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional; e existem sim, pasmem, alguns "acrianos ilustres": Enéias Carneiro (ele mesmo, do "meu nome é Enéias!" e do "vote no PRONA!"), Armando Nogueira e Glória Perez. Depredando também é cultura!

Pois é de lá, das profundezas da Amazônia selvagem, erguendo-se do meio das seringueiras que produziram tanta borracha exportável, que jorra o som do Los Porongas - uma das mais incríveis, originais e idiossincráticas das bandas nacionais recém-nascidas. Gravado e produzido pelo Philippe Seabra, da Plebe Rude, o álbum de estréia dos caras é fodástico. Soa como um pós-grunge nacionalíssimo feito e tocado com muita garra, ambição e frescor de idéias. A banda, por não inserir no caldo muito tempero regional, tem potencial para ser curtida em todo território nacional, agradando a indies, grunges, hippies, MPBistas e mangue-beatniks.

O vocalista e principal compositor Diogo Soares (não confundir com seu xará, o colunista do Depredando), mostra-se um letrista prendado, cheio de versos misteriosos, associações-de-palavras pouco usuais e uma performance vocal que beira o teatral mas que jamais soa afetada. Já os riffs e dedilhados do guitarrista João Eduardo são espetáculo à parte: ele soa como um adolescente grungy, com manifesto gosto pelas sombras, daqueles que provavelmente cresceu com os ouvidos antenados em Seattle e predileção pelos pedaizinhos repletos de fuzz e bigmuff. Os Porongas parecem estar tentando estabelecer uma ponte entre o grunge e a sonoridade do britpop noventista ("Enquanto uns Dormem" começa soando como a irmã latino-americana de "High and Dry" do Radiohead) e do pós-punk deprê do começo dos 80 ("Subvertigem" é quase um abrasileiramento de "She's Lost Control", do Joy Division, inclusive contando com uma personagem feminina atormentada).


O tormento é sempre a solução
Me atormenta a calma e a mansidão


João Eduardo encarna ora um Jerry Cantrell ("Tudo ao Contrário" é Alice in Chains puro), por ora um Kim Thayil ("Suspeito de Si" lembra muito Soundgarden da última fase), indo de tranquilos e climáticos dedilhados à explosivos clímaxes saturados de efeitos. E tem até a manha de arriscar quase um stoner-metal brutal no riff de "Subvertigem" (quase um Kyuss sujão). Costumo reclamar que o rock brasileiro sofre de raquitismo guitarrístico: falta guitarra foda em quase toda banda nacional que ouço por aí (com raras exceções: o Cachorro Grande, que possui um mini Keith Richards de boina em seu line-up, sendo a principal delas). Com o Los Porongas dá gosto de ver uma guitarra ser usada de modo tão eficaz e inventivo, ainda que nada soe extremamente original - soa massa, e é o que conta.


Serei cortante como a lâmina da língua
Eu vivo à míngua do meu próprio ser
E vá crescer! Que eu sempre serei criança


Quanto à temática, uma melancolia terna, expressa em catarse poética, parece dominar o "ambiente sentimental" dos Porongas. Mas em nenhum momento eles caem no xorôrô emo tão em voga em nossos lacrimejantes tempos, ainda que certos versos venham carregados de desalento ("transparente a dor / diluída em lágrimas / e outras invenções febris", diz a letra de "Suspeito de Si"). Mas a tristeza, aqui, alça um vôo de lirismo e fina poesia, não resvalando jamais para o sentimentalismo barato.

"Sou metade com inteira dor",
canta Diogo, e ficamos nos perguntando se ele se refere a Platão e sua mítica sugestão de que somos todos partes de organismos mutilados, que um dia foram plenos, mas que agora estão condenados a ser metades em incansável e cansativa busca de suas "almas-gêmeas". "Eu não sou daqui, eu sou de Plutão / Sou um praça em combate vão", canta desconsolado, como se fosse mesmo uma metade reconhecendo-se incapaz de completar-se.

A razão espaço-tempo
é sempre tão desencontrada
Todo início quase um fim
Tanto sempre sempre acaba...

A sensação, ao embarcar na viagem poronguiana, é a de caminhar num mundo sem pistas, em estado de desnorteio, meio que às cegas, sem muitas bússolas e à luz de velas. "Vou por atalhos / Se faço curva faço nó / Eu não tenho timão / Nem direção maior", diz "Enquanto uns Dormem". É um mundo onde até mesmo as "entidades" que normalmente simbolizam a Perfeita Positividade revelam que trazem em si toda uma ambivalência e um jogo de contradições. É o caso de "Como o Sol", onde o Astro-Rei é descrito como algo mutante e pleno de consequências das mais diversas: "como o Sol / que se esconde ou se espalha / Que aquece ou atrapalha / Que derrete ou agasalha".

A cabaça das idéias
Conhecida por cabeça
Quem sabe talvez mereça
Rosa, lírio ou azaléia.


Vai-se pela vida com o peito repleto de "anseios temperados com receios, paranóias e outras dúvidas". Cada um com seu escudo e seu esconderijo. Cada um pedindo aos outros emprestadas as escadas, que vem sempre sem degraus, e que devolvemos sempre depois do Carnaval. O que importa é jogar fora "tudo o que não interessa agora" e ir, de barco à vela ou à nado, que "guarda o horizonte o nome de amanhã". Complicou? É que os Porongas estão aí nos confundindo para nos esclarecer - e essa arte é mais feita para desnortear que para apontar caminhos. É som que espalha sombras para ver se as luzes se acendem. Poesia que causa uma vertigem do bem.

A vontade é citar mais uma meia-dúzia de versos e estrofes, mas deixo aí somente o convite: caiam de cabeça no som e no "lego de palavras" poronguiano - vale a pena! É um discaço, original e lírico, catártico e sombrio, sentimental e elevado, de uma banda que conseguiu cometer logo em sua estréia um clássico instantâneo do rock independente nacional. Los Porongas é um álbum que vai revelando um valor cada vez maior com repetidas audições e possui tão numerosos quebra-cabeças poéticos que consegue manter nossas mentes intrigadas por muito tempo. Borracha o escambau: é isso aqui é o melhor produto de exportação do Acre!


DOWNLOAD (11 músicas - 256 kps - 85 MB):
http://www.mediafire.com/?zmywt13dkjj

“Contradição primeira. Urbanidade amazônica. Seiva que escorre nas veias. Ceia do cosmopolitismo. Correr nos rios assim como se corre nas ruas. Inundado a cada verão do sul. O destino. Se é que há. E se houver. Feito pelas mãos próprias. Impropriedade do termo. Porque coletivo. Despropriedade imaterial. Cultura pop?ular. Para cada verso uma nota e em cada nota um valor. Seringais perdidos em nossa memória genética. Eletrizados no passado do amanhã. Hoje. Batalha. Poética da chama. Irmandade. Los. Acreanidade configurada para a transcendência. Porongas.” - do ENCARTE do 1o ÁLBUM PORONGUIANO

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Júbilo de Ser Impuro! (Caldeirão Tupiniquim, 9ª Edição)


Mais uma coleta samba-do-criolo-doido só de Música Popular Brasileira, nascida em vários tempos e lugares de nosso país continente. Daquilo que já marcou época ("Desafinado", com João Gilberto e Stan Getz) àquilo que hoje-em-dia milita na independência e busca sua expressão. Identidades fluidas e rótulos lançados por terra e pisados em cima. Que o orgulho nacional esteja o fato de sermos irrotuláveis! Do Acre dos Los Porongas e da Filomedusa à Sampa caótica do MC Rashid. Da Goiânia vista através do terrorismo poético de alguns Chimpanzés de Gaveta líricos, à duas gerações do rock de Brasília, representado aqui pela Legião Urbana e pelo Prot(o). Uma viagem sônica que inclui ainda os cuiabanos fora-do-eixo do Macaco Bong, o groove selvagem e malemolente do Curumin, o lúdico circo de variedades do Bazar Pamplona... Em prol do júbilo de ser impuro!

TABLE OF CONTENTS [A MESA DOS CONTENTES]: 01) Legião Urbana (DF), "Sereníssima"; 02) Los Porongas (AC), "Espelho de Narciso"; 03) Chimpanzés de Gaveta (GO), "Canibais na Sala de Jantar"; 04) Filomedusa (AC), "Baixaria Blues"; 05) Prot(o) (DF), "O Amor em Gestos Calados"; 06) Curumin, "Selvagem"; 07) MC Rashid (SP), "Revoilusão (Dívida)"; 08) Macaco Bong (MT/MG), "Summer Seeds"; 09) Bazar Pamplona, "Ela Tem uma Ambulância"; 10) Getz & Gilberto, "Desafinado".

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

:: rolê de metrô - volume I ::



:: da série COLETAS DEPREDANDO ::

Já faz um tempinho que eu alimento a ambição de bolar uma "Rádio Depredando", expandindo o nosso Império Criminoso para domínios cada vez mais numerosos. Talvez seja minha saudade de trampar como DJ e a vontade de continuar apresentando ao Povo alguns sons que eu curto, reunidos e concentrados. Como eu num manjo como se faz uma rádio virtual (alguém dá dicas?), nem tenho os talentos necessários de radialista (a Voz Possante e aquela Alegria Saltitante de Monitor de Gincana que faz a glória da criatura nas FMs pops!), decidi iniciar um novo projeto, mais simples: coletas depredísticas exclusivas. O que os cibernéticos chiques chamam, se não me engano, de um podcast. Depredando, pois, além de indicar e disponibilizar discos trimmassa para baixar, também vai começar a fazer "programinhas de rádio baixáveis" apresentando canções firmezura que curtimos e queremos apresentar a nossos seguidores na blogosfera. Isso foi batizado, por hora, de Rolê de Metrô. A idéia é possibilitar ao ouvinte uma travessia pelo que de melhor rola nos subsolos e porões musicais, especialmente no Brasil, na ingênua mas ardente crença de que a salvação está no underground e de que as bandas do mainstream, em sua maioria, merecem pouco além de pedrada. É um verdadeiro trabalho de arqueologia, em que cavamos em busca das pérolas em meio aos porcos, e depois emergimos trazendo-as num pequeno baú de tesouros... Ou, pelo menos falando assim, fico me sentindo Importante.

Pra começar, compartilho com vocês algumas das cancionetas brazucas de bandas desta década que mais curto e admiro. Em uma hora de música, aí vão alguns dos melhores momentos dos novos arquitetos da música brasileira (e cantada em português!): do mastodôntico som instrumental do Pata de Elefante à feijoada búlgara do Móveis Coloniais de Acaju, do groove malemolente do Curumin aos sagazes protestos sociais funkeados de B Negão e Dona Zica, do balanço suave do Fino Coletivo ao bailão sacana da Orquestra Imperial, passando pelo esplêndido novo-folk do Transmissor e do Momo, pela doçura do trip-hop feminil do Bluebell e pelo indefinível magnetismo do fodaço Los Porongas, certamente a melhor banda da história do ACRE (!!!). Finalizamos com este verdadeiro Jazz From Hell para a Era da Eletrônica que é o Guizado, autor de um dos álbuns nacionais mais espetaculares de 2008: Punx. Bom rolê!

01. pata de elefante (RS), "um olho no fósforo, outro na fagulha"
02. móveis coloniais de acaju (DF), "perca peso"
03. curumin (SP), "guerreiro"
04. b negão e os seletores de frequência (RJ), "nova visão"
05.
dona zica (RJ), "protesto pessoal"
06. orquestra imperial (RJ), "ereção"
07. fino coletivo (RJ), "uma raiz, uma flor"
08. los porongas (AC), "nada além"
09.
transmissor (MG), "vem a chuva"
10.
bluebell (SP), "bolas de sabão"
11.
momo (RJ), "irmãos"
12.
lestics (SP), "alguma coisa me diz"
13.
guizado (SP), "sagitariu's dream"

DOWNLOAD: http://www.mediafire.com/?5gjthyqmtww

(Quem quiser dar sugestões de outras bandas nacionais bacanas, que vocês acham que deveriam entrar nos próximos volumes, podem dar os pitacos e largar myspaces nos comments abaixo. E, para o pessoal que tem banda: quem quiser enviar MATERIAL para a Equipe Depredando, para ver se conseguem entrar nas próximas coletas, manda bala.)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

:: Copa Pirata... Quartas, 3a Pelada! ::


B R A S I L

Ééé: após o fiasco brazuca nos gramados sul-africanos frente aos emaconhados holandeses (e eis aí o verdadeiro segredo da força laranja... eles estão do Lado Verde da Força!), ainda resta esperança. A briga pelo hexa ficou pra 2014, mas em 2010 a esquadra da Terra do Pau-Brasil ainda tem chance de levantar um glorioso caneco... o da Copa Pirata! 

O experiente goleirão Camelo traz sua barba de profeta e as good vibes da Mallu ali na torcida para defender o gol da canarinho, prometendo que não vai tratar irlandês algum como hermano. Outros veteranos aparecem na composição da zaga: o Mundo Livre S/A em momento bossa-novóide e charmoso, com Zero Quatro derretendo-se em loas à sua musa, e Lenine, numa recente canção de protesto de letra artilheira. 

Na lateral esquerda, carregando seu tamborzinho, vem o guerreiro Curumin, que é corinthiano como todo sujeito gente-boa. Pela direita, emaconhado e prometendo que a caravana não pára ainda que os cães ladrem, o D2 é promessa de golaços com o microfone. Já o meio campo conta com a ginga sacana dos Móveis, a psicodelia pós-mutante do Plástico Lunar e a ampla visão de jogo do Wado (aquele que não é o Wando). 

No ataque, apostamos no ímpeto juvenil da molecadinha rocker. Destaque nos últimos Campeonatos Baianos Sub-19 de Rock de Várzea, o Vivendo No Ócio, de Salvador, aparece com uma pepita mó "Arctic Monkeys em português". Os Porongas, lá do Acre, aparecem pra mostrar o grãnje habilidoso e classudo que vem fazendo no Norte brasileiro. E, pra quebrar tudo, o Black Drawing Chalks, melhor centro-avante cabeludo e garrento do Brasil, promete assustar a zaga da Irlândia na base do grito. 

Nos gramados, a Copa brasileira se resumiu a "1 dunga, 11 sonecas e 190 milhões de zangados" (*), mas na Copa Pirata ainda há chance de um Brasil feliz!

[01] MARCELO CAMELO, "Copacabana"
[02] MUNDO LIVRE S/A, "Meu Esquema"
[03] LENINE, "É Fogo!"
[04] CURUMIN, "Guerreiro"
[05] MARCELO D2, "A Maldição do Samba"
[06] MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU, "Esquilo Não Samba"
[07] WADO E O REALISMO FANTÁSTICO, "Tormenta"
[08] PLÁSTICO LUNAR, "Boca Aberta"
[09] LOS PORONGAS, "Nada Além"
[10] VIVENDO DO ÓCIO, "Fora, Mônica"
[11] BLACK DRAWING CHALKS, "Girl, I've Come To Lay You Down"

técnico: Eduardo Carli
DWLD: http://www.mediafire.com/?tlmjmddzvdt

(*) valeu pela pérola, Ana!

--- v e r s u s ---


I R L A N D A

01. Theraphy?“Die Laughing”: Os arqueiros do Therapy? dispensam concentrações, reuniões motivacionais e aconselhamentos bestas. Não se abalam com a iminência da derrota, e que todos morram dando risadas.

02. 
U2
“Beautiful Day”: Bono tem a experiência de muitos álbuns (copas?) e transmite ao time da Irlanda confiança e liderança. Braçadeira de capitães e lateral direita para os manos do U2, então.

03. Ash, “Burn Baby Burn”: Os norte-irlandeses vão botar de lado as diferenças religiosas e políticas para com seus irmãos do sul e transformar em cinzas os atacantes adversários. Ou seja, zaga para eles.

04. My Bloody Valentine“Sometimes”: “Shoegazers” podem dar ótimos “ballgazers”, por que não? Enfim esgotadas as cotas de piadas horríveis e infames desta seleção, o pessoal do My Bloody Valentine aceita de bom grado ficar imóvel na zaga.

05. Damien Rice“The Blower’s Daughter”: Damien e suas jogadas individuais pela esquerda acabaram inspirando até mesmo um brasileiro, que fez cover de uma das mais famosas.

06. Future Kings of Spain“Syndicate”: O que esses caras mais querem é jogar uma final de Copa contra a Fúria, marcando vários gols e roubar a coroa del Rey Juan Carlos. Estão no ataque da seleção Irlandesa justamente para tal.

07. Van Morrison“Brown Eyed Girl”: Jabulani, a garota dos olhos castanhos, sente-se lisonjeada pelo apelido dado a ela pela lenda Van Morrison e sente-se um pouco mais compelida a colaborar com o batedor de faltas oficial da seleção irlandesa.

08. The Pogues“Streams of Whiskey": Volantes bêbados e anárquicos é tudo o que essa seleção precisa! Os pistols da ilha mágica não decepcionam e conferem uma curvatura extra à trajetória da Jabulani.

09. The Cranberries, “Time is Ticking Out”: Dolores O’Riordan empresta a suavidade de sua voz ao peso do resto de sua banda, e temos um meio campo robusto e habilidoso.

10. Thin Lizzy, “Whiskey in the Jar”: Reforçando o elenco no meio campo e garantindo a criatividade latente dos anos 70, o também-de-sangue-brasileiro Phil Lynott lidera o Thin Lizzy na busca pela taça cheia de uísque.

11. Terra Celta“Drunken Sailor”: Brasileiros de Londrina-PR, naturalizados Irlandeses, os celtas parecem saídos diretamente da terceira classe do Titanic. Danças alegres dentro da pequena área, por que não?

1. THERAPY? – “Die Laughing”
2. U2 – “Beatiful Day”
3. ASH – “Burn Baby Burn”
4. MY BLOODY VALENTINE – “Sometimes”
5. THE CRANBERRIES – “Time is Ticking Out”
6. DAMIEN RICE – “The Blower’s Daughter”
7. THE POGUES – “Streams of Whiskey”
8. THIN LIZZY – “Whiskey in the Jar”
9. FUTURE KINGS OF SPAIN – “Syndicate”
10. VAN MORRISON – “Brown Eyed Girl”
11. TERRA CELTA – “Drunken Sailor”

técnico: Flávio Alfonso Jr., vulgo Mininão

E aí, quem segue para as semis? Votem no menu à direita e deixem seus pitacos sobre a pelada nos comments abaixo!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

:: rolê de metrô - volume III ::


walverdes

ROLÊ DE METRÔ - VOL. III
Mais um rolê pelo rock independente brazuca em 12 sons firmeza. Curtam aê!

01 - walverdes - refrões ao lado, classe média baixa records
02 - prot(o) - o amor em gestos calados
03 - banzé - um homem sem qualidades
04 - flicts - amigos
05 - luxúria - frankenstein do subúrbio
06 - rock rocket - por um r'n'r mais alcóolatra e inconsequente
07 - amp - ataque dos aliens
08 - macaco bong - shift
09 - los porongas - lego de palavras
10 - violins - grupo de exterminio de aberrações
11 - valentina - tribuna dos ladrões
12 - monno - o silêncio

DOWNLOAD
(46 MB): http://www.mediafire.com/?qw4um54zrn1

quinta-feira, 27 de maio de 2010

:: Especial BANANADA - parte 1 ::



:: A OBSOLESCÊNCIA DA VOZ ::
- Bandas instrumentais fazem bonito no Bananada 2010 -

O róque instrumental vive um momento régio no cenário brazuca, como provam a profusão de bandas sem-vocais ducaralho já consolidadas ou que tem despontado: Macaco Bong (MT), Pata de Elefante (RS), Hurtmold (SP), The Dead Rocks (SP), Banalizando (SP), Burro Morto (PB), Fantasmagore (RJ), dentre outros.

O Bananada 2010 trouxe plena confirmação desta tendência com apresentações fuderosas de algumas bandas que vêm se somar a esta já respeitabilíssima companhia. É o caso do Caldo de Piaba, que vem lá do Acre --- um estado que, destroçando os preconceitos babacas de nós aqui do centro-sul, vem nos ofertando belas pepitas sônicas: é daquelas longínquas plagas que vêm também os Los Porongas, que nós aqui do Depredas adoramos.

"Diz uma expressão popular que Caldo de Piaba é um caldo ralinho, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no Acre, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen. Outros informam que se trata de uma iguaria afrodisíaca.

Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo."
O power-trio apresentou seus grooves e batuques em Goiânia deixando excelente impressão, inclusive sendo "eleitos" pelo pessoal do Gyn Rock News, um dos blog mais responsa da cena goiana, como "a visita mais agradável". Abaixo, segue um vídeo dos caras tocando "I Want You" dos Beatles, com direito a "coralzinho" do público; o que começa como uma fidelíssima reprodução da original logo vira uma hetedoroxa desconstrução e reinvenção. Foda!



A surf-music, outro gênero tradicional para instrumentalidades cabulosas que dispensam vocalista, também esteve muitíssimo bem-representada pelos paraibanos do Sex On The Beach [myspace]. O trio mandou bala de um jeito a deixar Dick Dale e Link Wray orgulhosos e, no vídeo abaixo, são mostrados a "zoar" com ritmos regionais, como o baião, antes de cair naquela crááássica musiqueta do Pulp Fiction. E daí seguem surfando por outras loucas ondas...





Também do Nordeste, desta vez de Natal (RN), rolou o quinteto Camarones Orquestra Guitarrística [que tem um myspace pra lá de fita!]. A molecada é ambiciosa e "sofisticada", musical e visualmente, e junta elementos de hard-rock, surf, indie, electro e música de cartoon e vídeo-game. Apesar de alguns problemas técnicos que zicaram um pouco o show, exigindo a troca de guitarras, a banda, apesar duma certa insegurança, mostrou ser muito promissora. Tenho que confessar que achei a galerinha meio "estrelinha" e espetaculosa demais, mas isto talvez seja um fator que dê uma força pra banda estourar numa amplitude maior do que outros grupos instrumentais, que me soam mais "low-key" e humildes. Ah, e tenho que frisar!: a guitarrista-base, que é um pêssego, vestia uma roupinha do White Stripes que a faz merecedora de vestuário feminil mais firmeza do Bananada 2010...



E logo mais tem mais!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mais um mosaico da nova música brasileira...


Fusile - "Combat Samba" (Minas Gerais)
Los Porongas - "Ao Cruzeiro" (Acre)
Maglore - "Tão Além" (Bahia)
Apanhador Só - "O Rei e o Zé" (Rio Grande do Sul)
Orquestra Imperial - "Sem Compromisso" (Rio de Janeiro)
Wado e o Realismo Fantástico - "Tormenta" (Alagoas)
Graveola e o Lixo Polifônico - "Blues Via Satélite" (Minas Gerais)
Tulipa Ruiz - "Efêmera" (Minas Gerais/São Paulo)
Umbando - "Capiau do Cosmos" (Goiás)
Plano Próximo - "Eu Só Queria Conhecer Teu Cachorro" (São Paulo)
Space Monkeys - "Under Arrest" (Goiás)
INI - "Cru" (São Paulo)
Zander - "Auto-falantes" (Rio de Janeiro)

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