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terça-feira, 14 de maio de 2013

Chegou o 15º Festival Bananada!!! (Em Goiânia, de 13 a 19 de Maio...)


É, macacada: nos próximos dias, em Goiânia, não vai faltar banana! A 15ª edição anual consecutiva do festival Bananada, patrocinado pela Petrobrás e produzido pela Construtora, traz uma semana de intensa efervescência cultural à capital goiana. Vão rolar cerca de 50 shows, incluindo duas atrações internacionais: Brendan Bendon (comparsa de Jack White no The Racounteurs e um dos mais talentosos cantores-compositores de power-pop e indie-rock melódico da atualidade) e o stoner-rock apunkalhado do Mondo Generator (banda do carequinha porralouca Nick Oliveri, ex-Queens of The Stone Age, famoso por ter ido em cana ao tocar peladão em uma de suas passagens pelo Brasil).

Dentre as atrações nacionais, muitos destaques, dentre os quais: o grunge gaúcho dos Walverdes, a estrondosa guitarrice garageira do Amp, a florida MPB da Tulipa, a festança ska esfuziante do Fusile (que já encantou o público de Goiânia em uma edição do Vaca Amarela), a orquestra guitarrística dos Camarones, a espetacular revelação do rock de Natal Far From Alaska - banda que mereceu uma matéria só dela lá no site dos trutas, A Gambiarra. Além disso, o cenário de Goiânia Rock City vai poder mostrar toda sua diversidade e força com shows de algumas das principais bandas da cidade: Black Drawing Chalks, Cambriana, Hellbenders, MQN, Johnny Suxxx, Cherry Devil, Gloom, Rollin' Chamas, Aurora Rules, Dry... e por aí vai!

Além disso, vai rolar festival de gastronomia, exposição de arte, debates e palestras (UnConvention). "Tudo isso no já consagrado formato “Quanto Vale o Show?”, no qual o público paga o valor que acha justo para ver os shows, entre 5 e 100 reais." Acesse o site oficial e confira a programação completa.

Brendan Benson, atração internacional do Bananada 2013

The Raconteurs, banda que Brendan Benson integrou junto com Jack White: 
confira um show completo.


PRINCIPAIS ATRAÇÕES - BANANADA 2013


14 DE MAIO (TERÇA-FEIRA)

Centro Cultura UFG (Praça Universitária)
19h30 – BRUNA MENDEZ
20h15 – GLOOM
21h00 – TULIPA RUIZ

16 DE MAIO (QUINTA-FEIRA)
Diablo Pub
00h – OVERFUZZ
01h – AMP
Toda a noite: MARCELLE VAZ (dj set)

17 DE MAIO (SEXTA-FEIRA)

Centro Cultural Oscar Niemeyer
18h – NUVENS INVISÍVEIS (Palco Esplanada)
18h30 – DRY (Palácio da Música)
19h – CHERRY DEVIL (Palco Esplanada)
19h30 – DI BIGODE (Palácio da Música)
20h10 – UH LA LÁ! (Palco Esplanada)
20h50 – FAR FROM LASKA (Palácio da Música)
21h30 – MQN (Palco Esplanada)
22h10 – WALVERDES (Palácio da Música)
23h15 – BLACK DRAWING CHALKS (Palácio da Música)
00h30 – MONDO GENERATOR (Palácio da Música)
Pista Ambiente: PABLO KOSSA (dj set) / FRANÇOIS CALIL (dj set)

18 DE MAIO (SÁBADO)

Centro Cultural Oscar Niemeyer
18h – BOOGARINS (palco esplanada)
18h30 – VALENTINA (palácio da música)
19h – JOHNNY SUXXX AND THE FUCKIN' BOYS (palco esplanada)
19h30 – MEDIALUNAS (palácio da música)
20h10 – SINGLE PARENTS (palco esplanada)
20h50 – CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (palácio da música)
21h30 – ROLLIN' CHAMAS (palco esplanada)
22h10 – FUSILE (palácio da música)
23h15 – CAMBRIANA (palácio da música)
00h30 – BRENDAN BENSON (palácio da música)
Pista Ambiente: LUCAS MANGA (dj set) / FREDY Xistecê (dj set)

19 DE MAIO (DOMINGO)

Centro Cultural Oscar Niemeyer
17h – AURORA RULES
17h50 – GIRLIE HELL
18h40 – KAMURA
19h30 – ELMA
20h20 – MUGO
21h10 – HELLBENDERS
Pista Ambiente: RENATÃO (dj set) / ROBSÃO (dj set)


Programação completa: http://festivalbananada.com/









quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


01) móveis coloniais de acaju; 02) garotas suecas; 03) karnak; 04) sérgio sampaio; 05) pata de elefante; 06) fusile; 07) orquestra imperial & rodrigo amarante; 08) skuba; 09) maglore; 10) pó de ser.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mais um mosaico da nova música brasileira...


Fusile - "Combat Samba" (Minas Gerais)
Los Porongas - "Ao Cruzeiro" (Acre)
Maglore - "Tão Além" (Bahia)
Apanhador Só - "O Rei e o Zé" (Rio Grande do Sul)
Orquestra Imperial - "Sem Compromisso" (Rio de Janeiro)
Wado e o Realismo Fantástico - "Tormenta" (Alagoas)
Graveola e o Lixo Polifônico - "Blues Via Satélite" (Minas Gerais)
Tulipa Ruiz - "Efêmera" (Minas Gerais/São Paulo)
Umbando - "Capiau do Cosmos" (Goiás)
Plano Próximo - "Eu Só Queria Conhecer Teu Cachorro" (São Paulo)
Space Monkeys - "Under Arrest" (Goiás)
INI - "Cru" (São Paulo)
Zander - "Auto-falantes" (Rio de Janeiro)

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

<<< mixed bizness mixtape - #003 >>>

Capa do belo debut do Gloom (Goiânia-GO)

Na coleta de hoje, fiz uma seleta só de sons brazucas que ando curtindo, das épocas e gêneros mais variados (mais vale o ecletismo que a monotonia!): do blues com sabor de whisky dos Bêbados Habilidosos ao skacore coconut do Fusile; da versão tropicalista big-band de "Chega de Saudade" que o maestro Duprat orquestrou à uma ode buarquista ao malandro, "o barão da ralé"; do Móveis Coloniais em modo-Jorge Ben às Garotas Suecas emulando um bom e velho Tim Maia... Fiz questão de "relembrar" também algumas bandas e artistas hoje no ostracismo, mas que já fizeram muita coisa fina: caso do Karnak, que cobre de escárnio o "Universo Umbigo", e do Skuba, uma das mais simpáticas bandas de ska do Brasil. Tem ainda amostras de talentos ascendentes: o Gloom (que acaba de lançar seu belo debut via Monstro), o Maglore (banda baiana lançada pelo Compacto REC) e o Pó de Ser (projeto paralelo do Diego de Moraes). Além disso, Rodrigo Amarante canta belamente, com acompanhamento da Orquestra Imperial, a bacana balada "Obsessão" (que fica muito bem numa dobradinha com "Ereção") e o falecido maluco-beleza e poeta-de-primeira Sérgio Sampaio lança suas diatribes contra "polícia, bandido, cachorro e dentista" numa obra-prima lúdica. Espero que gostem!

PLAYLIST:

01. Pata De Elefante - Um olho no fósforo, outro na fagulha (4:13)
02. Móveis Coloniais de Acaju - Menina Moça (3:21)
03. Garotas Suecas - Tudo Bem (3:14)
04. Karnak - Universo Umbigo (4:01)
05. Skuba - Borracho (2:47)
06. Fusile - No Puedo Pagar (A Step Behind to Lose) (2:06)
07. Gloom - Tic Tac (2:46)
08. Orquestra Imperial - Obsessão (1:55)
09. Sérgio Sampaio - Polícia Bandido Cachorro Dentista (2:05)
10. Pó de Ser - De Repente (4:37)
11. Chico Buarque - O Malandro Nº2 (2:35)
12. Rogério Duprat - Chega De Saudade (2:28)
13. Maglore - Tão Além (2:51)
14. Bêbados Habilidosos - Whisky & Blues (6:51)

DOWNLOAD: http://www.mediafire.com/?dasvhba8k8f40tz

(Confira as mixtapes anteriores do Depredas: MB #001 - MB #002 - Grito Rock Goiânia - Bananada 2010 - Sôdade Matadera).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Fuzilando o tédio com a Revolução Coconut

Poliglotas do timbre!

por Ana Alice Gallo

Sérgio Scliar (baixo) era o técnico de um estúdio de sonoplastia de uma escola de design. Convidou o aluno Shairon Lacerda (voz e guitarra) pra testar um microfone novo que a escola tinha comprado. Começaram a pirar na batatinha e, dessa viagem, anos depois, nasceu a Fusile [site oficial].

Um ska nervoso? Um punk temperado de metais e timbres nervosos? Um ovo e uma galinha. O EP de estréia dessa turma, The Coconut Revolution, tem recheio pra todos os gostos, do cru de garagem ao quentinho bem-arranjado. E isso tudo em uma única música, como “Blue Blood” ou “Combat Samba”. Tem vocais berrados em harmonia (?) e teclados que pontuam um naipe de metais, como os que marcam “No Puedo Pagar”.

Metais esses que, inclusive dão um tempero parecido com o que ouvimos em bandas carnavalescas como Los Hermanos - caso de “Le Fou”. Culpa do Rio de Janeiro, onde foram gravados? A semelhança, no entanto, é uma coincidência que se dissipa antes do fim da música, exatamente pela orquestra de referências que é possível absorver da audição do EP. Sem contar, é claro, a estrondosa qualidade do material, gravado e masterizado em milhões de etapas e com a ajuda de amigos bacanas, como preza a boa cartilha das boas bandas que se aventuram no do-it-yourself.

O resto você fica sabendo nessa alegre entrevista que fizemos com a trupe.


Vocês tão na estrada há quanto tempo? Vcs são de Minas ou a banda se formou em Minas?
As experimentações com a banda, algumas músicas e conceitos existem desde 2007, mas o projeto ficou todo engavetado durante a maior parte desse tempo. Foi só em 2009 que fechamos a formação atual e começamos a concretizar as coisas. O processo de achar um grupo conciso pode ser demorado e complicado, mas acabou que rolou pro Fusile da melhor forma possível. A banda se formou em Belo Horizonte, e tudo começou com algumas gravações clandestinas no estúdio de sonoplastia de uma escola de design. Foi quando Sérgio Scliar (baixo), que era o técnico do estúdio em questão convidou o aluno Shairon Lacerda (voz e guitarra) pra testar um microfone novo que a escola tinha comprado. Aí, deu no que deu.

Quem faz o que na banda?
Ao vivo o Fusile funciona assim: Shairon Lacerda faz os vocais e a guitarra, Sérgio Scliar faz os baixos, Rafael Cocão o baterista, Henrique Lemmox no saxofone, Ygor Rajão no trompete, teclados e “unas cositas más”. Todo mundo faz backing vocals e todo mundo dá “pitaco” no de todo mundo.


É o EP de estreia?
Sim. É o Coconut Revolution nosso primeiro registro oficial dessa primeira etapa do Fusile.

A maior parte do EP foi gravado na casa do Cocão (batera) pelo Grilo (Rodrigo Aires), esvaziamos alguns quartos e montamos uma estação de trabalho provisória.

O Grilo fez um investimento no equipamento dele pra gravar o disco, comprou uns pré-amplificadores e microfones legais, isso foi muito bom, porque possibilitou uma série de experimentações até acharmos a sonoridade ideal pro disco. Montado o QG, a parte divertida foi incomodar alguns vizinhos com gritos e guitarras no talo. A ocupação da residência durou quase uns dois meses, e foi durante essa estadia na casa do Cocão que batizamos o disco com o mesmo nome de um documentário sugerido pelo Cocão como inspiração pra banda, "The Coconut Revolution" ou "A Revolução dos Côcos".

A gravação do disco sofreu alguns hiatos devido à saída de dois integrantes da banda, ficamos com receio disso esfriar a parada, mas as gravações foram retomadas com a entrada do Ygor Rajão (trumpete) e Henrique Lemmox (Saxofone) com todo calor que o Fusile demanda.A bateria foi o primeiro instrumento a ser gravado "valendo", a gravação foi no studio Solo e foi a base pra todos os instrumentos. Na gravação dos metais, resolvemos fazer uma mistura de trabalho e férias e passamos uma semana no Rio de Janeiro, ensaiando e inspirando o clima de carnaval pro disco, as gravações foram feitas no studio Lontra.

Terminadas as gravações, o material foi mixado pelo Stanley Soares, um amigo de infância do Sérgio (baixo) que atualmente produz o Sepultura, o que é um orgulho pra gente, pois somos fãs da banda e porque é todo mundo de BH: o Sepultura, o Stanely, o Jean Dolabella que acabou de dar um gás novo no Sepultura... pô, o Shairon faz aula com o pai do Jean, o Max Dolabella. É muito legal sentir essa proximidade, é muito legal ter um material foda feito com a contribuição dos vizinhos. O Stanley faz um trabalho impecável e ficamos muitos satisfeitos com a parceria.

A fase final da produção do disco se encerrou há poucas semanas, quando o disco foi finalmente masterizado pelo produtor Mad Zoo, que teve a manha de dar uma super pressão no disco e deixá-lo pegando fogo.

Já tem mais músicas na manga prum próximo álbum?
Sim, várias. O show atual tem 11 músicas e ainda tem um monte “na fila de espera”, já estamos fazendo as pré-produções de algumas dessas músicas que devem sair no segundo semestre na forma de EP ou talvez um disco completo. Ainda não sabemos, vai depender do nosso capital disponível para as gravações e produções.


Como é o show da banda? Rolam só próprias ou tem covers também?
Nós nos concentramos nas nossas músicas e isso tem sido suficiente pra ganhar a atenção da galera. Em alguns shows nós já tocamos a “Tango do Covil” do Chico Buarque em uma versão adaptada pro Fusile. Mas até estamos à procura de uma música pra fazer uma versão, mas a gente sempre acaba se enrolando na hora de decidir o que vai ser e acaba deixando pra depois.


Quem vcs citariam como principais influências da banda? Eu ter ouvido Los Hermanos num ska cantando em francês foi puro truque da minha imaginação ou a banda reverencia Camelo, Amarante & Cia?
O som do Fusile, por ser bem híbrido, não facilita o trabalho de rotular, mas as pessoas sentem uma estranha necessidade de nomenclaturas. Nessas tentativas de definição somos comparados às mais diversas bandas e estilos musicais, do stoner rock do Queens Of The Stone Age ao Tropicalismo dos Mutantes, passando por Arctic Monkeys, Brian Setzer, Dead Kennedys, Specials, Clash e até Jorge Mautner. Enfim, encaramos as comparações como elogios, geralmente as pessoas comparam com coisas que elas gostam, é aí que elas buscam a “aprovação” ou a legitimação do som que fazemos.

Sobre a comparação com os queridos “Hermanos”, acho que em alguns momentos o Fusile compartilha das mesmas influências, o samba, o carnaval, o circo, o cabaret, mas em momento algum pretendemos compartilhar o mesmo rótulo ou até mesmo soar como eles. Algumas influências podem ser as mesmas, mas a abordagem e a interpretação é completamente diferente. O Fusile não tá aqui pra falar de amor, tá aqui pra azucrinar! Haha!


No final das contas, nós nos deixamos influenciar por tudo que escutamos, assistimos, vivemos. Se eu quiser ouvir a Fusile fora da internet, onde eu posso ir?
Nos últimos meses tocamos em vários eventos legais em Belo Horizonte, a maioria produzido pela 53HC Produções. Com isso tivemos oportunidade de dividir o palco com grandes bandas como Cachorro Grande, Black Drawing Chalks, Copacabana Club, B-Negão, Móveis Coloniais de Acaju, o que tem sido uma experiência bem legal. Também já tocamos no Circo Voador no Rio de Janeiro, onde também fomos muito bem recebidos.

O que é mais difícil: cantar em francês, compor em inglês ou fazer sucesso no Brasil?
Compor rock em inglês é fácil, é o caminho natural da coisa, o inglês é a língua “nativa” do rock, assim como o português é a língua do samba e da bossa nova. Mas nada impede de fazer um samba em inglês e um rock em português se o compositor sentir que essa é a melhor decisão pra música em questão, na real, o que importa é o feeling, a pegada. Se a coisa tá conceitualmente e esteticamente soando melhor em espanhol a gente canta em espanhol, se for francês, inglês ou português... e por aí vai, não é uma dificuldade, pelo contrário, é diversão, experimentação, interpretação. Até então temos nos dado bem com os idiomas e com o público que tem feito de nossos shows um legítimo sucesso! A cena independente do Brasil tem melhorado muito e nos recebido de braços abertos.
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Nota: "The Coconut Revolution", o documentário, relata a luta do povo de Bougainville (ilha do pacífico anteriormente pertencente a Papua Nova Guiné) contra a mineradora inglesa multinacional Rio Tinto Zinc, e depois por sua independência. Os moradores da ilha expulsaram, pelo uso da sabotagem, a mineradora, depois expulsaram o exército de Papua, e depois o exército da Austrália, depois mercenários contratados. Sofreram um cerco de 7 anos (a população é de aproximadamente 150 mil) e inventaram meios alternativos para sobreviverem (energia elétrica, combustível, comida, remédios...), tudo a partir de cocos.






quinta-feira, 23 de setembro de 2010

<<< O Vaca e o Porão: aperitivos! >>>

É uma assembléia? Um levante? Um arrastão? Não!
É o Terra Celta invadindo o Sertão...

A gente teve lá, nos dois últimos ruidosos findis, arruinando com prazer tímpanos e fígado para checar de perto um pouco do que a música independente brasileira está gerando de melhor. O Porão do Rock, em Brasília, e o Vaca Amarela, em Goiânia, dois dos mais significativos festivais que rolam anualmente no país, fazem por merecer longas matérias gonzo à la Tony Parsons que já estão em incubação. Mas a cobertura completa, contando tim-tim por tim-tim e pogo-por-pogo o que rolou no Planalto Central nestes últimos tempos, vai ficar pra mais tarde: é uma das atrações que vai rechear o lançamento iminente do nosso novo lar: o http://depredando.com. Por enquanto, fica aí um tiragosto de como foram estes dois grandes festórios da cultura independente brazuca em momentos de plena efesvescência.

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entrevistamos a galera do Fusile um tempo atrás, empolgados com um dos EPs de estréia mais apetitosos do rock nacional nos últimos tempos. Agora tivemos a chance de ver ao vivo o ska-core maníaco dos mineiros e compravamos: é coisa fina. Apesar das comparações com o Móveis ou o primeiro Los Hermanos, estes fusiladores me soam mais como estas big-bands modernas tri-legais como o Squirrel Nut Zippers e o Big Bad Voodoo Daddy. Boom boom boom!



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Rivalidade futebolística às favas, frisemos que nuestros hermanos argentinos do Los Primitivos fizeram um dos shows mais dilícia do Porão deste ano --- e depois repetiram a dose tocando no Vá Tomar no Kuka de Goiânia. Foi talvez a mais grata atração internacional do festival brasiliense, que contou ainda com Supersuckers e The-Right-Ons. O power-trio doidão de Buenos Aires toca um psychobilly retrô com a safadeza e a naturalidade com que Maradona fazia gols com a mão. E o título do primeiro álbum mostra bem as intenções malévolas dos sacanas: querem rockear "hasta que caigas muerto"!



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Fazendo jus à sua posição vanguardista na ascendente cena instrumental brasileira, que conta ainda com o Macaco Bong e o Hurtmoldt (dentr'outros), os gaúchos do Pata de Elefante fizeram um dos shows musicalmente mais ricos do Vaca. Belíssimos solos de guitarra deitam-e-rolam sobre um cabuloso groove cozinhado pelo resto da manada. Este mamute, apesar de seu peso, mostra uma grande facilidade em alçar vôo. Chuuupa, Dumbo!



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O Sick Sick Sinners, que toca psychobilly tão pesado e tão urrado que mais parece o Motörhead do Paraná, fez um dos mais marcantes ataques psicóticos em formato de som do Porão. Foi tão insano que uma hora a roda de pogo virou pancadaria e deve ter tido neguinho mandado pro hospital. Com vocês, Curitiba psychos on the loose!



(Não, não é uma cover de "Ace Of Spades"!)

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Não dá pra não pagar pau mais uma vez pra catártica e insana festa pagã do Terra Celta. Ouso até dizer que o Móveis Coloniais de Acaju tá ameaçado de ficar comendo poeira frente a estes malucos no quesito "show mais empolgante do Brasil". Chega a ser inacreditável a recepção extremamente positiva do público que se entrega massivamente à mistureba de música celta, baião e atitude punk-rock que transformou o Estação Goiânia numa orgia hedonista de abrir sorrisos em Baco e Dionísio. Como tiragosto, traguem este lullaby bebum:



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Pra terminar este breve antepasto, degustem aí o Pato Fu num de seus momentos mais lúdicos no show de Brasília. É o momento em que o John assume o comando e a banda descamba pruma garageira de prima, mezzo Nuggets, mezzo Mutantes.Vale ressaltar que, num festival em que o pessoalzinho começou a ter os primeiros comas alcóolicos enquanto o Sol ainda estava caindo, com umas 12h de som ainda pela frente, quem demonstrou personalidade foi a Fernandinha Takai em sua escolha de goró. Porque beber Toddynho frente a 32 mil pessoas exige é muito culhão!




Logo mais tem mais!

(Fotos: Goiânia Rock City)