TABLE OF CONTENTS [A MESA DOS CONTENTES]: 01) Legião Urbana (DF), "Sereníssima"; 02) Los Porongas (AC), "Espelho de Narciso"; 03) Chimpanzés de Gaveta (GO), "Canibais na Sala de Jantar"; 04) Filomedusa (AC), "Baixaria Blues"; 05) Prot(o) (DF), "O Amor em Gestos Calados"; 06) Curumin, "Selvagem"; 07) MC Rashid (SP), "Revoilusão (Dívida)"; 08) Macaco Bong (MT/MG), "Summer Seeds"; 09) Bazar Pamplona, "Ela Tem uma Ambulância"; 10) Getz & Gilberto, "Desafinado".
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O Júbilo de Ser Impuro! (Caldeirão Tupiniquim, 9ª Edição)
TABLE OF CONTENTS [A MESA DOS CONTENTES]: 01) Legião Urbana (DF), "Sereníssima"; 02) Los Porongas (AC), "Espelho de Narciso"; 03) Chimpanzés de Gaveta (GO), "Canibais na Sala de Jantar"; 04) Filomedusa (AC), "Baixaria Blues"; 05) Prot(o) (DF), "O Amor em Gestos Calados"; 06) Curumin, "Selvagem"; 07) MC Rashid (SP), "Revoilusão (Dívida)"; 08) Macaco Bong (MT/MG), "Summer Seeds"; 09) Bazar Pamplona, "Ela Tem uma Ambulância"; 10) Getz & Gilberto, "Desafinado".
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Mais um mosaico da nova música brasileira...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
:: Copa Pirata... Quartas, 3a Pelada! ::
[01] MARCELO CAMELO, "Copacabana"
[02] MUNDO LIVRE S/A, "Meu Esquema"
[03] LENINE, "É Fogo!"
[04] CURUMIN, "Guerreiro"
[05] MARCELO D2, "A Maldição do Samba"
[06] MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU, "Esquilo Não Samba"
[07] WADO E O REALISMO FANTÁSTICO, "Tormenta"
[08] PLÁSTICO LUNAR, "Boca Aberta"
[09] LOS PORONGAS, "Nada Além"
[10] VIVENDO DO ÓCIO, "Fora, Mônica"
[11] BLACK DRAWING CHALKS, "Girl, I've Come To Lay You Down"
técnico: Eduardo Carli
DWLD: http://www.mediafire.com/?tlmjmddzvdt
(*) valeu pela pérola, Ana!
I R L A N D A
02. U2, “Beautiful Day”: Bono tem a experiência de muitos álbuns (copas?) e transmite ao time da Irlanda confiança e liderança. Braçadeira de capitães e lateral direita para os manos do U2, então.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
:: Especial BANANADA - parte 1 ::
"Diz uma expressão popular que Caldo de Piaba é um caldo ralinho, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no Acre, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen. Outros informam que se trata de uma iguaria afrodisíaca.
Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo."
A surf-music, outro gênero tradicional para instrumentalidades cabulosas que dispensam vocalista, também esteve muitíssimo bem-representada pelos paraibanos do Sex On The Beach [myspace]. O trio mandou bala de um jeito a deixar Dick Dale e Link Wray orgulhosos e, no vídeo abaixo, são mostrados a "zoar" com ritmos regionais, como o baião, antes de cair naquela crááássica musiqueta do Pulp Fiction. E daí seguem surfando por outras loucas ondas...

Também do Nordeste, desta vez de Natal (RN), rolou o quinteto Camarones Orquestra Guitarrística [que tem um myspace pra lá de fita!]. A molecada é ambiciosa e "sofisticada", musical e visualmente, e junta elementos de hard-rock, surf, indie, electro e música de cartoon e vídeo-game. Apesar de alguns problemas técnicos que zicaram um pouco o show, exigindo a troca de guitarras, a banda, apesar duma certa insegurança, mostrou ser muito promissora. Tenho que confessar que achei a galerinha meio "estrelinha" e espetaculosa demais, mas isto talvez seja um fator que dê uma força pra banda estourar numa amplitude maior do que outros grupos instrumentais, que me soam mais "low-key" e humildes. Ah, e tenho que frisar!: a guitarrista-base, que é um pêssego, vestia uma roupinha do White Stripes que a faz merecedora de vestuário feminil mais firmeza do Bananada 2010...
E logo mais tem mais! Tweet
quarta-feira, 13 de maio de 2009
:: rolê de metrô - volume III ::
walverdes
ROLÊ DE METRÔ - VOL. III
Mais um rolê pelo rock independente brazuca em 12 sons firmeza. Curtam aê!
01 - walverdes - refrões ao lado, classe média baixa records
02 - prot(o) - o amor em gestos calados
03 - banzé - um homem sem qualidades
04 - flicts - amigos
05 - luxúria - frankenstein do subúrbio
06 - rock rocket - por um r'n'r mais alcóolatra e inconsequente
07 - amp - ataque dos aliens
08 - macaco bong - shift
09 - los porongas - lego de palavras
10 - violins - grupo de exterminio de aberrações
11 - valentina - tribuna dos ladrões
12 - monno - o silêncio
DOWNLOAD (46 MB): http://www.mediafire.com/?qw4um54zrn1
sábado, 4 de abril de 2009
:: Los Porongas ::
por Eduardo Carli de Moraes
É, amiguinhos, hoje (pasmem!) falaremos sobre o Acre. Sem zueira. E olha que dele tenho até trauma: no ginásio, sempre rodava na prova de Geografia se me pedissem para nomear a capital desses "estados bizonhos". Tropeçava na decoreba e era obrigado a protestar: "vô lá saber, 'fessora?" Peguei até raiva. Agora tô superando os preconceitos. Porque visto daqui "de baixo", com este olhar preso à maior megalópole do Sudeste, o Acre sempre me pareceu como algo alien. Um lugar que eu imagino mais parecido com algum exótico país estrangeiro do que similar às paisagens poluentas e repletas de arranha-céus de Sumpaulo. E quem diria, caros leitores, que eu um dia sentiria ímpetos de pesquisar mais sobre aquelas lonjuras do Brasil por causa de uma recém-adquirida paixão por uma banda acriana! Com passaporte sônico nos tímpanos, bóra então fazer um rápido turismo cultural, subindo "por escadarias amazônicas até Marte"!..
Pedi uma mãozinha pra Wikipédia e descobri curiosidades interessantes sobre este canto do Brasil repleto de vazios populacionais, reservas indígenas e matas intocáveis: o Acre um dia já foi território pertencente à Bolívia e só foi englobado ao Brasil no começo do século 20; a produção de borracha por ali era tão exorbitante que, durante a II Guerra Mundial, os aliados foram muito auxiliados pelas nossas exportações, tanto que depois mandaram muito capital para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional; e existem sim, pasmem, alguns "acrianos ilustres": Enéias Carneiro (ele mesmo, do "meu nome é Enéias!" e do "vote no PRONA!"), Armando Nogueira e Glória Perez. Depredando também é cultura!
Pois é de lá, das profundezas da Amazônia selvagem, erguendo-se do meio das seringueiras que produziram tanta borracha exportável, que jorra o som do Los Porongas - uma das mais incríveis, originais e idiossincráticas das bandas nacionais recém-nascidas. Gravado e produzido pelo Philippe Seabra, da Plebe Rude, o álbum de estréia dos caras é fodástico. Soa como um pós-grunge nacionalíssimo feito e tocado com muita garra, ambição e frescor de idéias. A banda, por não inserir no caldo muito tempero regional, tem potencial para ser curtida em todo território nacional, agradando a indies, grunges, hippies, MPBistas e mangue-beatniks.
O vocalista e principal compositor Diogo Soares (não confundir com seu xará, o colunista do Depredando), mostra-se um letrista prendado, cheio de versos misteriosos, associações-de-palavras pouco usuais e uma performance vocal que beira o teatral mas que jamais soa afetada. Já os riffs e dedilhados do guitarrista João Eduardo são espetáculo à parte: ele soa como um adolescente grungy, com manifesto gosto pelas sombras, daqueles que provavelmente cresceu com os ouvidos antenados em Seattle e predileção pelos pedaizinhos repletos de fuzz e bigmuff. Os Porongas parecem estar tentando estabelecer uma ponte entre o grunge e a sonoridade do britpop noventista ("Enquanto uns Dormem" começa soando como a irmã latino-americana de "High and Dry" do Radiohead) e do pós-punk deprê do começo dos 80 ("Subvertigem" é quase um abrasileiramento de "She's Lost Control", do Joy Division, inclusive contando com uma personagem feminina atormentada).
O tormento é sempre a solução
Me atormenta a calma e a mansidão
João Eduardo encarna ora um Jerry Cantrell ("Tudo ao Contrário" é Alice in Chains puro), por ora um Kim Thayil ("Suspeito de Si" lembra muito Soundgarden da última fase), indo de tranquilos e climáticos dedilhados à explosivos clímaxes saturados de efeitos. E tem até a manha de arriscar quase um stoner-metal brutal no riff de "Subvertigem" (quase um Kyuss sujão). Costumo reclamar que o rock brasileiro sofre de raquitismo guitarrístico: falta guitarra foda em quase toda banda nacional que ouço por aí (com raras exceções: o Cachorro Grande, que possui um mini Keith Richards de boina em seu line-up, sendo a principal delas). Com o Los Porongas dá gosto de ver uma guitarra ser usada de modo tão eficaz e inventivo, ainda que nada soe extremamente original - soa massa, e é o que conta.

Serei cortante como a lâmina da língua
Eu vivo à míngua do meu próprio ser
E vá crescer! Que eu sempre serei criança
"Sou metade com inteira dor", canta Diogo, e ficamos nos perguntando se ele se refere a Platão e sua mítica sugestão de que somos todos partes de organismos mutilados, que um dia foram plenos, mas que agora estão condenados a ser metades em incansável e cansativa busca de suas "almas-gêmeas". "Eu não sou daqui, eu sou de Plutão / Sou um praça em combate vão", canta desconsolado, como se fosse mesmo uma metade reconhecendo-se incapaz de completar-se.
A razão espaço-tempo
é sempre tão desencontrada
Todo início quase um fim
Tanto sempre sempre acaba...
Conhecida por cabeça
Quem sabe talvez mereça
Rosa, lírio ou azaléia.
Vai-se pela vida com o peito repleto de "anseios temperados com receios, paranóias e outras dúvidas". Cada um com seu escudo e seu esconderijo. Cada um pedindo aos outros emprestadas as escadas, que vem sempre sem degraus, e que devolvemos sempre depois do Carnaval. O que importa é jogar fora "tudo o que não interessa agora" e ir, de barco à vela ou à nado, que "guarda o horizonte o nome de amanhã". Complicou? É que os Porongas estão aí nos confundindo para nos esclarecer - e essa arte é mais feita para desnortear que para apontar caminhos. É som que espalha sombras para ver se as luzes se acendem. Poesia que causa uma vertigem do bem.
A vontade é citar mais uma meia-dúzia de versos e estrofes, mas deixo aí somente o convite: caiam de cabeça no som e no "lego de palavras" poronguiano - vale a pena! É um discaço, original e lírico, catártico e sombrio, sentimental e elevado, de uma banda que conseguiu cometer logo em sua estréia um clássico instantâneo do rock independente nacional. Los Porongas é um álbum que vai revelando um valor cada vez maior com repetidas audições e possui tão numerosos quebra-cabeças poéticos que consegue manter nossas mentes intrigadas por muito tempo. Borracha o escambau: é isso aqui é o melhor produto de exportação do Acre!
http://www.mediafire.com/?zmywt13dkjj
“Contradição primeira. Urbanidade amazônica. Seiva que escorre nas veias. Ceia do cosmopolitismo. Correr nos rios assim como se corre nas ruas. Inundado a cada verão do sul. O destino. Se é que há. E se houver. Feito pelas mãos próprias. Impropriedade do termo. Porque coletivo. Despropriedade imaterial. Cultura pop?ular. Para cada verso uma nota e em cada nota um valor. Seringais perdidos em nossa memória genética. Eletrizados no passado do amanhã. Hoje. Batalha. Poética da chama. Irmandade. Los. Acreanidade configurada para a transcendência. Porongas.” - do ENCARTE do 1o ÁLBUM PORONGUIANO
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
:: rolê de metrô - volume I ::

:: da série COLETAS DEPREDANDO ::
Pra começar, compartilho com vocês algumas das cancionetas brazucas de bandas desta década que mais curto e admiro. Em uma hora de música, aí vão alguns dos melhores momentos dos novos arquitetos da música brasileira (e cantada em português!): do mastodôntico som instrumental do Pata de Elefante à feijoada búlgara do Móveis Coloniais de Acaju, do groove malemolente do Curumin aos sagazes protestos sociais funkeados de B Negão e Dona Zica, do balanço suave do Fino Coletivo ao bailão sacana da Orquestra Imperial, passando pelo esplêndido novo-folk do Transmissor e do Momo, pela doçura do trip-hop feminil do Bluebell e pelo indefinível magnetismo do fodaço Los Porongas, certamente a melhor banda da história do ACRE (!!!). Finalizamos com este verdadeiro Jazz From Hell para a Era da Eletrônica que é o Guizado, autor de um dos álbuns nacionais mais espetaculares de 2008: Punx. Bom rolê!
08. los porongas (AC), "nada além"
09. transmissor (MG), "vem a chuva"
10. bluebell (SP), "bolas de sabão"
11. momo (RJ), "irmãos"
12. lestics (SP), "alguma coisa me diz"
13. guizado (SP), "sagitariu's dream"
DOWNLOAD: http://www.mediafire.com/?5gjthyqmtww
(Quem quiser dar sugestões de outras bandas nacionais bacanas, que vocês acham que deveriam entrar nos próximos volumes, podem dar os pitacos e largar myspaces nos comments abaixo. E, para o pessoal que tem banda: quem quiser enviar MATERIAL para a Equipe Depredando, para ver se conseguem entrar nas próximas coletas, manda bala.)

