
Tempin' atrás,
rabisquei uns comentários sobre o ilustre Tom Zé, maluco beleza de primeira grandeza, quando de sua mais recente incursão pelas roças asfaltadas de Goiânia, quando ele nos brindou com um showzaço de encher os olhos e alegrar o zouvido lá no câmpus da UFG. Eu tinha compartilhado naquela ocasião um punhado de álbuns do hómi, especialmente os de começo de carreira, e tinha prometido pôr na roda o restante do que possuo da discografia caso a galera pedisse.
Voilà pois, atendendo a pedidos e xingos, tudo o que tenho do tropicalista doidão em minha musicoteca pessoal... esbaldem-se!!! >>>
TOM ZÉ, Discografia Seleta:
Grande Liquidação (1968);
Tom Zé (1970);
Se o Caso É Chorar (1972);
Todos os Olhos (1973);
Estudando o Samba (1976);
Correio da Estação do Brás (1978);
Nave Maria (1984);
Parabelo (1997; com José Miguel Wisnick);
Com Defeito de Fabricação (1998);
Imprensa Cantada (2003).
E aí embaixo, ó só que divertido (dica do
Dieguito): Tom Zé fala sobre Rita Lee e suas canções "sexo-pedagógicas"... antológico!
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(DIGRESSÃO: Relendo esses dias uns contículos de Guimarães Rosa, pipocou-me na mente a figura de Tom Zé quando li "Sorôco, Sua Mãe, Sua Filha" (lá no Primeiras Histórias); me pareceu que "cantigas de desatino" é um ótimo batizado para a arte tom-zezista... "Num rompido - ele começou a cantar, alteado, forte, mas sozinho para si - e era a cantiga, mesma, de desatino, que as duas tanto tinham cantado. (...) E foi sem combinação, nem ninguém entedia o que se fizesse: todos, de uma vez, de dó do Sôroco, principiaram também a acompanhar aquele canto sem razão... Foi o de não sair mais da memória. Foi um caso sem comparação." Sei lá se foi produto de cuca ajeitada ou desatinada, mas fato que foi dos meus miolos a surgida conexão: Tom Zé, feito um Sorôco do tropicalismo ou um Quixote d'além-mar, fazendo a cantiga docemente desatinar... pois é confundindo que ele vai nos esclarecer, e é enloucrescendo que há de nos a-libertar!...)