Mostrando postagens com marcador rancid. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rancid. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de novembro de 2011

Depredando a Mixtape - Vol. X - Novembro '11



Mixtape novinha saindo do forno! A danada reúne clássicos dos primórdios da roqueiráge (Little Richards, Carl Perkins, Eddie Cochran...), pepitas psicodélicas sessentistas da caixinha Nuggets (Standells, Knickerboxers, Chocolate Watchband...), garageiras e punkices mais mûdernas (Hives, Rancid, King Khan, Bellrays...), sem falar numa das grandes revelações de Goiânia Rock City nos últimos tempos: o power-trio brasa Ultravespa, uma das mais bandas mais legais aqui da cena. São 22 cancionetas que reúnem 1 horinha e pouco do bom e velho rock'n'roll - que, como diz o AC/DC, não tem nada de poluição sonora! É pura energia flamejante fazendo o sangue correr mais veloz dentro das veias. Grande parte desses sons foram "rolados" na minha discotecagem no Metrópolis Retrô, durante a festa rockabilly da Sexta-Feira 11/11/11, quando os Dinamites (DF) fizeram mais um showzaço na capital goiana.

Só pegar e disseminar!!!


MIXTAPE VOLUME X - ROCK'N'ROLL AIN'T NOISE POLLUTION

Downloadhttp://www.mediafire.com/?q12z5j1521p3bp4 

22 tracks in playlist, average track length: 2:48
Playlist length: 1 hour 1 minute 40 seconds

01 - Little Richard - Long Tall Sally (2:09)
02 - Carl Perkins - Blue Suede Shoes (2:17)
03 - Jerry Lee Lewis - Whole Lot Of Shakin' Going On (2:53)
04 - Eddie Cochran - Summertime Blues (1:59)
05 - The Remains - Don't Look Back (2:43)
06 - The Chocolate Watchband - Sweet Young Thing (2:59)
07 - Johnny Kid - Shakin' All Over (2:23)
08 - The Standells - Dirty Water (2:48)
09 - The Knickerbockers - Lies (2:44)
10 - Captain Beefheart & the Magic - Diddy Wah Diddy (2:29)
11 - Full Blown Cherry - Rockaway Beach (1:54)
12 - Fuzztones - 1-2-5 (2:37)
13 - Ultravespa - Motel Barato (4:23)
14 - Devin Davis - Moon Over Shark City (2:19)
15 - The Hives - Main Offender (2:35)
16 - The Sonics - Strychnine (2:12)
17 - Rancid - Lock, Step, & Gone (2:25)
18 - The Black Crowes - Thick N' Thin (2:44)
19 - The BellRays - Infection (3:50)
20 - T. Rex - Rock On (3:26)
21 - King Khan & His Shrines - Mr. Supernatural (4:10)
22 - The Brian Setzer Orchestra - Let's Live It Up (3:41)

domingo, 4 de setembro de 2011

<<< Depredando, a Mixtape... volume 8 >>>

Black Mountain

Povo! MIXTAPE novinha em folha saindo do forno! Tem um hippie'n'roll garageiro dilícia para alegrar os cabeludos ("The Hair Song", do Black Mountain) e muito material para agradar aos estradeiros e easy-riders: como "Travelin' Band", com o Creedence pisando fundo numa de suas músicas mais quinta-marcha. 



Siga viagem na poesia de Bob Dylan, circa-Highway 61 Revisited, sendo cantada em ritmo de garage-rock pela charmosa Karen O, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs... um primor! Esta vem da trilha sonora de I'm Not There, o filme de Todd Haynes que biografa surrealiza a vida de Mr. Robert Zimmermann. Depois aproveite pra correr dos hômi junto de Mick Jones, que aparece aqui reclamando punkmente contra a repressão policial no clássico do Clash "Police On My Back" (que aparece em versão ao vivo no Shea Stadium, aquele mesmo que acolheu tantos espetáculos-de-massa bombadaços durante a beatlemania). 

Na sequência tem dobradinha entre Mestres e Discípulos: quem leva adiante a "fitinha" (deixemos de "mixtape", que é muito americanismo!), no pós-Clash, é o Rancid. Neste som, Tim Armstrong, Lars Frederiksen e companhia moicanada fazem uma crônica social a respeito dos "Hooligans". Mais uma naquela veia ska-punk que, além de ter rendido "Time Bomb" e "Ruby Soho", ajuda a fazer do Life Won't Wait (1998) algo como o London Calling de outra geração (esta, que nasceu mais ou menos de 1980 pra frente...).


Tem ainda um clássico velocípede de Hendrix ("Crosstown Traffic", petardo do Electric Ladyland), uma soulzera maria-gasolina com Wilson Pickett (quem lembra do The Commitments, o filme?), uma funkeira que é quase sincretismo religioso com o Funkadelic, e um groove branquelo à la Television com os Strokes da melhor fase, reptilianamente mandando ver. (qual a melhor fase? Pra mim, ali do Is This It até o meio do Room On Fire, época em que os crédulos ainda acreditavam que eles seriam, enfim, a tão propalada quimera de jornalistinha de música, a "Salvação do Rock"...).

O Brasil? Desta vez, representado com só uma banda: os mineiros do Fusile, uma das melhores bandas ao vivo hoje-em-dia, os caras que fizeram com o Coconut Revolution um dos EPs mais duravelmente empolgantes do rock brasileiro recente. Esta é uma mescla linguística de inglês e espanhol (tal como Black Francis, nos Pixies, os belorizontinos adoram a sonoridade do castelhano...) e versa sobre um grande dilema da condição humana: descobrir-se sem dinheiro para pagar a conta depois de ter enchido a cara num pub.

Curtam ae!

* * * * *


Grande parte dos sons abaixo eu rolei @Metrópolisretrô, pub de Goiânia, durante a Pré-Festa do 10º Festival Vaca Amarela. No próximo fim-de-semana, ouso dizer que não existe nada acontecendo no Brasil, culturalmente falando, de tão interessante quanto a 10ª edição anual consecutiva do Vaca: serão 48 bandas em 3 dias de festa, do hardcore ao brega, da MPB cabeça ao heavy metal, do rap ao pop e deste ao punk... Sem falar nas Artes Integradas e nas muitas Devassas geladas, que também prometem fazer a alegria de muita gente que comparecer. Sou testemunha ocular de que Fósforo Cultural e parceiros estão em intenso processo de maquinação para fazer deste o melhor Vaca Amarela de todos os tempos - e tomara que o décimo seja só um degrau que conduz ao vigésimo! Quem estiver pela capital goiana entre os dias 09 e 11 de Setembro, pois, não deixe de conferir o 10º Vaca Amarela - no Centro Cultural Martim Cererê, R$ 20 o dia na Sexta e no Sábado, R$10 o antecipado para o Domingão; a partir das 18h na Sexta e no Sábado e a partir das 15h no Domingo. Menores de 16 anos só entram acompanhados. Os ingressos são limitados: 2.000 entradas por dia. Garanta o seu na Hocus Pocus, Ambiente Skate Shop ou Fábrica Cultura Coletiva. Hey ho?! LET'S GO!

* * * * *

                                                       
DEPREDANDO, A MIXTAPE
[VOLUME NÚMERO 8, Setembro '11]
Capa: Léger remixado
DOWNLOAD GRATUITO (75 MB)


01. BLACK MOUNTAIN - The Hair Song (Wilderness Heart) (3:54)
02. KAREN O - Highway 61 Revisited (I'm Not There OST) (3:58)
03. ROLLING STONES - All Down The Line (Exile On Main Street) (3:47)
04. THE CLASH - Police On My Back (Live At Shea Stadium) (3:28)
05. STROKES - Reptilia (Room On Fire) (3:41)
06. RANCID - Hooligans (Life Won't Wait) (2:32)
07. CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - Travelin' Band (Cosmo's Factory) (2:07)
08. YEAH YEAH YEAHS - Gold Lion (Show Your Bones) (3:09)
09. FUSILE - No Puedo Pagar (A Step Behind to Lose) (2:06)
10. FUNKADELIC - Who Says A Funk Band Can't Play Rock?! (One Nation) (6:18)
11. WILSON PICKETT - Mustang Sally (soul classic) (3:05)
12. HENDRIX - Crosstown Traffic (Electric Ladyland) (2:24)

Dissemine e Semeie: http://www.mediafire.com/?ppbm7ixgc5gkt3r !

quarta-feira, 30 de março de 2011

:: Skazeiras ::

vou estrear como dj em goiânia nesta sexta, 01/04, no Metrópolis,
quando o pub recebe a visita alucinada dos mineiros do
Fusile (ska de b.h. que é puro tnt!)

como a festa está programada para celebrar o SKA, nos últimos tempos mergulhei fundo nos "arquivos do estilo" para selecionar as eleitas para a pista.

estou longe de ser ás neste gênero (aliás, seria o ska uma espécie de reggae anfetaminado? O jazz de big-band entrando na era da guitarra elétrica? O explosivo encontro da malemolente Jamaica com a frenética América? Desisto!), mas já tive crushs por um punhado de bandas de ska.

Save Ferris
(juro que bati o olho no verdinho ali atrás e pensei que era "apologia"...)

Monique Powell,
ex-vocalista do Save Ferris
O Save Ferris já foi uma das bandas que eu mais adorava ouvir quando precisava de algo que unisse beleza, alegria e empolgação, ambas em doses cavalares. Numa época que os metaleiros do ABC ao meu redor "piravam" com o Nightwish, depois com o Evanescence, eu, contrariando os pendores neo-góticos dos cabeludos, preferia pagar-pau era pra Monique Powell.

O Rancid continua sendo uma das bandas na história do punk que mais curto, a ponto de já ter ouvido ...And Out Come The Wolves e Life Won't Wait mais vezes do que muito disco dos Beatles. "Time Bomb" é o tipo de hit que não se desgasta ou envelhece, ainda que 15 anos tenham se passado desde que explodiu.

Sem falar nas finas pepitas com pitadas de ska do The Clash, presentes em profusão no London Calling, que só se tornou um dos álbuns mais cruciais da história do rock com os riscos que a banda tomou longe das fronteiras do punk 77' ramônico que dominava os dois primeiros, acabando por flertar com o rockabilly, o reggae, o soul e, claro, com o ska ("Rudie Can't Fail", "The Right Profile" e "Wrong 'Em Boyo" o atestam!).


Rancid: nada representa melhor o skacore noventista do que ...And Ou Come The Wolves(1995)
e seus carros-chefe "Time Bomb" e "Ruby Soho"

Danny Elfman, compositor dos temas de
Os Simpsons e A Noiva Cadáver, dentre outros
Ultimamente, feito um cosmonauta do oceano de terabytes da Grande Rede, fui atrás de expandir meus conhecimentos sobre o ska e estilos semelhantes e andei ouvindo muito Toasters, Mad Caddies, Squirrel Nut Zippers, Big Bad Voodoo Daddy, Mighty Mighty Bosstones, Pietasters, Specials, Madness, Brian Setzer, Oingo Boingo e por aí vai... As trilhas sonoras do Danny Elfman também tem sido muito apreciadas (existirá algum compositor cinematográfico mais adorável para um fã de ska do que ele?)

A impressão que vai ficando é a de que ska é o equivalente do desenho-animado na história do rock: colorido, dinâmico, cheio de gags e micagens, chaplinesco e presleyano. É o estilo perfeito para quem cresceu adorando as trilhas de Tom & Jerry na TV e que, quando cresceu e deu aquela sadia apunkalhada da adolescência, conservou esta nostalgia infantil benigna.

O ska é Prozac distribuído gratuitamentes em eufóricas pílulas de som. Nos momentos de fossa, é aquilo que pode te içar para longe dos fundos-de-poço, do bico-do-corvo.

Tem certos saxofonistas que assopram o instrumento como se quisessem gerar uma ventania que nos arrancasse dos galhos todas as folhas de outono.

O ska é música de verão e de primavera, e ótima para que o inverno não seja tão gélido.

Só afunda-se mais aquele que houve, quando deprê, os desconsolos e labirintos do Joy Division. (ou alguma banda aflitiva e macumbúzia do mesmo naipe).. É música que prepara a corda lá na lavanderia e te solicita: "vem também, vêm pôr aqui o pescocinho..." Se fosse um amigo nosso, o Ian Curtis seria daquele tipo de amigo que te oferece as navalhas afiadas quando você diz que está cansado deste mundo e planejando deixá-lo. Duvidoso amigo!

Não será amigo melhor aquele que traz na gema e no peito o intento de nos deixar contentes? E é aí que entra o ska. Amigo mais confiável e jovial do que o pós-punk, por exemplo. Pois o ska é um amigo desses que nunca ouviu falar de "problemas existenciais". Não tem traumas de infância, complexos nem neuroses. Com ele não tem um pingo de "bipolaridade", de gangorra emocional, de choraminguice de emo ou de niilismo de grunge. O ska é um amigo que não tem dificuldade alguma para escancar um sorrisão na cara, sem medo de que lhe zoem de "garoto-propaganda da Colgate". Não à toa, os adjetivos dos gringos que mais me parecem fazer justiça ao ska são up-lifting e life-affirming.

Em breve pretendo soltar aqui umas mixtapes caprichadas com skazeiras finas que andei descobrindo e selecionando para o set no Metrópolis... Enquanto isso, deixo aí um punhado de bons discos que vale a pena conhecer.

Cheers!

SAVE FERRIS It Means Everything (1997)

STREETLIGHT MANIFESTO Everything Goes Numb

MAD CADDIES Just One More (2003)


TOASTERS Don't Let the Bastards Grind You Down



MIGHTY MIGHTY BOSSTONES Let's Face It (1997)


THE PIETASTERS Willis (1997)