sexta-feira, 20 de novembro de 2009

:: The Evil Powers Of Rock'n'Roll ::



OS PODERES MALÉVOLOS
DO ROCK AND ROLL


- Celebradores das drogas, do barulho e de Satã, os punks-caipiras alucinados do Supersuckers desembarcam no Brasil como headliners do Goiânia Noise 2009 -

por Eduardo Carli de Moraes


Há bandas pra quem o rótulo "sex, drugs and rock'n'roll" não presta: é muito suave e comportadinho... Seria preciso dizer wild sex, heavy drugs and kick-ass rock'n'fucking'roll (agora sim!). No caso dos malucos do Supersuckers, bandinha selvagem e sacrílega como o capeta, a música não precisa ser nada além de uma festa de arromba. Pra eles, os excessos e a luxúria são lei - e a moderação, uma bobagem. Na Bíblia eles botam fogo; só seguem o que disseram os profetas de Mate-me Por Favor!.

Ratos do deserto, como era o Kyuss, o Supersuckers começou a levantar poeira em Tucson (Arizona) com seu cruzamento de punk-rock com country e rockabilly ainda nos anos 80. Profetizando que algo quente estava para acontecer no Noroeste americano, mudaram-se para Seattle, onde lançaram via Sub Pop o debut The Smoke of Hell (1992), com capa desenhada pelo guru-das-HQs Daniel Clowes. Na sequência, lançaram seus grandes álbuns noventistas, La Mano Cornuda (1994) e The Sacrilicious Sounds (1995), injetando hedonismo e sacanagem em doses cavalares no choroso e lúgubre cenário do grunge.

A simplicidade furiosa do ataque rocker remete a Cramps, Ramones, Undertones, Butthole Surfers, Reverend Horton Heat ou Rocket From the Crypt. Já uma certa pitadinha de hard-rock os aproxima do som dum Hellacopters ou dum Sahara Hotnights. Além disso, uma certa paixão pela música de raiz americana os transforma nesta coisa bizarra: punks que são fãs de Willie Nelson! (E que já gravaram um álbum inteiro de "country" em Must've Been High). "O Supersuckers – cujos ecos hoje podem ser encontrados em algumas bandas brasileiras, como Matanza e Forgotten Boys – ensina com perfeição como assimilar influências interioranas (no caso, um pé no country e outro no billy) sem perder peso e viço", escreve o Abonico R. Smith.


Os Suckers meio que seguem o evangelho de Jagger e Richards : "I know it's only rock and roll - but I like it!" Têm nomes artísticos estúpidos e hilários, que parecem ter sido inventados por um adolescente chapado duns 11 ou 12 anos (que tal um vocalista que se chama Eddie Spaghetti?!?). Eles têm fama de serem uns machistas nojentos, que tratam as mulheres como bonecas infláveis ou vadias - tanto que fizeram por merecer o rótulo de "whitrash". Pra curar ressaca, continuam bebendo, e só param quando desmaiam. Eles falam grosso, arrotam alto, peidam em público e escarram no chão, à entrada do saloon. Já assistiram todos os filmes de John Wayne e adorariam que ele tivesse vivido para ser dirigido por Quentin Tarantino. Não tem a mínima misericórdia pela saúde de nossos pobres tímpanos e só querem saber de viver uma "kick-ass life".

Esses suckers, que se auto-celebram narcisicamente como a banda de rock and roll mais foda do planeta, querem mais é conduzir seus ouvintes a atos de devassidão e alcoolismo, enquanto garfam as groupies e fazem canções de apologia ao pó e à marijuana não-viciante - sempre tocando turbinados por all kinds of booze... Em suma: uns docinhos de meninos, orgulho da mamãe!

E o melhor: eles estão vindo nos visitar... Arrumemos a casa, brazilians! Ou melhor: nos preparemos para tê-la destruída!...

* * * * *

INFO: A banda é a grande atração internacional do 15º Goiânia Noise, que ocorre dos dias 25 a 29 de Novembro, contando ainda com a presença do Dirty Projectors, Hermeto Pascoal, Móveis Coloniais de Acaju, Mercenárias, Bang Bang Babies, Sapatos Bicolores, The Name, entre muitos outros. Depredando estará lá cobrindo! O Supersuckers toca no dia 27/11, no Centro Cultural Martin Cererê (Rua 94-A, Setor Sul), com abertura dos chilenos do Guiso, dos gaúchos do Walverdes e dos goianos do MQN. O ingresso antecipado sai por 20 pilas; já o passaporte para assistir o festival inteiro morre por 50 continhos. A banda ainda toca em Sampa, no Clash Club (Rua Barra Funda, 969), no dia 28/11, às 20h - R$70 na porta, R$ 50 antecipado.

Nóóóise!


1992 - Smoke Of Hell


1994 - La Mano Cornuda
1995 - The Sacrilicious Sounds...




1999 - The Evil Powers Of Rock'n'Roll

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

:: café & tv em marrocos ::

Ferramentas – Efeitos – Blur. Foi mais ou menos assim que conheci a banda de Damon Albarn, brincando de destruir jotapegues no Photoshop. Incrível como a onipresente Adobe – que hoje em dia é como a Bosch, faz de carros a ímãs de geladeira – não o processou por uso indevido do nome da ferramenta. “Embaçado”, ouvi dizer na rua um jovem rico em léxico e temerário em traduções livres. Pois bem: empolgado com a canção número dois, comecei a me jogar contra a parede, com toda a força, como se estivesse praticando alguma espécie de le parkour indoor. Melhor, inroom. A cama atrapalhou um pouco, principalmente antes de eu ter a idéia de pregá-la na parede, para amortecer as pancadas. Quase nenhum tempo passado disso, abri a geladeira e abri uma caixa de suco de laranja. Não tomo leite. Estampada atrás na caixa, havia a foto de um grande amigo meu, desaparecido e ao mesmo tempo funcionário do mês em uma grande loja de departamentos. Parece mentira, mas depois disso, aconteceu a coisa mais surreal da minha vida. Fui até a tal grande loja de departamentos, e lá havia uma piscina de lona, vários discos jogados, aleatórios, sortidos e redundantes, por apenas uma nota de dinheiro, das vermelhas. E lá jogado havia um Think Tank. Grande amigo? Que grande amigo?

DOWNLOAD (52 mb)
http://www.4shared.com/file/113183417/573395e4/Blur_-_Think_Tank.html?s=1

domingo, 15 de novembro de 2009

:: sôdade matadera ::

:: Ó PEDAÇO DE MIM ::
Canções Sobre a Saudade
por Eduardo Carli de Moraes

"Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim..."
(Chico Buarque)


O sentimento talvez seja universal; mas a palavra para dizê-lo é um dos privilégios e orgulhos maiores do idioma lusitano. Tradutores gringos suam sangue tentando vertê-la para outras línguas e acabam classificando-a entre os vocábulos mais intraduzíveis que já encararam. Quem já não ouviu algum falante do purtuguês se vangloriando de que não se encontra equivalente de "saudade" nas outras línguas, mesmo as mais chiques? Os ingleses dizem "i miss you", mas não há nisso nem um grão de poesia ou lirismo... E os frances, coitados, só têm um verbinho manco, quase perneta: "manquer". Como é que se viram, os gringos, não tendo palavra pra dizer duma paixão d'alma tão fundamental? É, Riobaldo, pra "muita coisa importante falta nome"!

A saudade é um galho da árvore da solidão: segundo tio Aurélio, vem do latim solitate (soledade, solidão...). É a "lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia". Como aqui: “Saudade! és a ressonância / De uma cantiga sentida, / Que, embalando a nossa infância, / Nos segue por toda a vida!” (Da Costa e Silva, Pandora, p. 83).

É isto de estar no presente como se está no exílio, tendo o passado o sabor de pátria, de ninho, de mãe. Ou a poética alegria de quem espia, com o olho da mente, suas caixinhas de recordações e álbuns de fotografia, agradecido pelo vivido, fiel ao memorizado. Ou este desejo de retorno aos instantes tão doces e memoráveis que quer-se revivê-los num eterno replay. É possível até ter saudade de coisas que nunca se teve e de lugares que não existem (quanta Bandeira não tinha de Pasárgada!).

É este misterioso sentimento que faz com que se apague toda a imensidão cósmica que temos diante dos sentidos e faz com que a consciência e o desejo se lancem de cabeça, numa doida vontade de outro tempo e outro lugar, onde o coração tem seu sustento e seu alimento - far far away... O sábio jagunço Riobaldo já sabia: "tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras, de recente data." (Grande Sertão: Veredas, pg. 78, José Olympio, 6a ed).

Há saudades alegres, nostalgias que deleitam, passados perdidos que trazem aos olhos lágrimas de felicidade... Num gingado cheio de malandragem, Chico Buarque chega relatando suas memórias da mocidade, cheia de "prazeres moleques", numa das mais hilárias canções da Ópera do Malandro. "Ai, que saudades que eu tenho dos meus 12 anos, que saudade ingrata! / Dar banda por aí, fazendo grandes planos e chutando lata. / Trocando figurinha, matando passarinho, colecionando minhoca. / Jogando muito botão, rodopiando pião, fazendo troca-troca. // Ai, que saudades que eu tenho duma travessura, um futebol de rua. / Sair pulando muro, olhando fechadura e vendo mulher nua. / Comendo fruta no pé, chupando picolé, pé-de-moleque, paçoca. / E disputando troféu, guerra de pipa no céu, concurso de pipoca...". É Chico brincando de Amélie Poulain!

Sobre "Chega de Saudade" nem é preciso falar muito: o marco-zero da bossa-nova, primeiro hit do jovem João Gilberto, já foi mil vezes regravada (inclusive pelos bã-bã-bãs Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e está entre as mais conhecidas pérolas do cancioneiro popular brazuca. Quem é que não sabe cantar? "Pra acabar com esse negócio de você viver longe de mim...". Este clássico é tão clássico que o trazemos aqui em duplinha: primeiro, a versão tropicalista-carnavalesta de Rogério Duprat; depois, a de João.

O trompete choroso, cálido e acarinhante de Chet Baker destila saudosas notas também no lindo cool-jazz "There Will Never Be Another You". Aqui, a mulher amada e perdida é vista como insubstituível e inesquecível (como naquela outra: "unforgetable, in every way..."): "There may be other lips that I may kiss / But they won't thrill me like yours used to do / I may dream a million dreams / But how can they come true / When there will never ever be another you?" Canção de apaixonado, que sente a falta de sua preciosidade maior, na falta e na ausência do que é, para si, o melhor. Comovente na sussidão como só Chet calha de conseguir...


Músicas em tributo aos mortos também saem, por vezes, saudosíssimas. É o caso da homenagem prestada por Chris Cornell ao finado Jeff Buckley em "Wave Goodbye", um dos destaques do excelente álbum solo de estréia do gogó fenomenal que berrava no Soundgarden e no Audioslave, Euphoria Morning. Feita como se fosse para descer, como uma borboleta no escafandro, Mississipi abaixo, para encontrar o cadáver de Jeff ali, no fundo do rio do blues. A poesia de Cornell poucas vezes esteve tão afiada, e poucas de suas canções soam mais comoventes e sinceras. Tanto que jamais ouvi de ninguém qualquer tipo de ironia sugerindo um "crush" homossexual entre estes dois. Rilke dizia: "Desça até bem fundo: a ironia não chega até lá...". É o que Chris fez nesta matadora canção-de-amor e adeus à Jeff Buckley:


Every hurtful thing you ever said
Is ringing in your ears
(When you miss somebody)

And every thing of beauty that you see
Only brings a tear
(When you miss somebody)

You tell yourself everything will be allright
Try to stand up strong and brave,
when all you wanna do
Is lay down and die.


Pra não dizer que não falamos em blues... Quer material mais propício para uma dolorenta blueseira do que estar "homesick" ou "missing someone"? É ela, a saudade, o combustível da sensacional "It Hurt So Bad", de Susan Tedeschi, que entrega-se a uma performance vocal tão apaixonada e catártica que é difícil não compará-la à ferocidade de Janis Joplin. Aqui o aspecto sexual se intensifica, já que Susan descreve em seguidos versos todas as sensações corporais deleitosas de que sente falta: "I miss the arms that used to hold me / The tender way we used to kiss / I miss the way that you touch me / I miss the sweet taste of your lips...". Tudo isto entregue com tamanha catarse, num jorro de emoção tão autêntica, que trará lágrimas de excitação aos que abrirem seus tímpanos. E, no finalzinho, putzgrila... que gemidos! Que urros! Que fenômeno não deve ser essa mulher na cama!...

A melancolia chega perto de transbordar o cálice, e afogar o pobre ouvinte, na melodramática e carregada "Lonesome Tears", canção da fase mais "down" de Beck. Pelos idos de 2002, o menino Hansen terminou um relacionamento amoroso de mais de 10 anos; na tentativa de curar suas feridas, exorcizar seus demônios, transformar em canto suas memórias, compôs um dos álbuns mais sublimes e tristes de sua carreira: Sea Change.

Aqui as "lágrimas solitárias" já secaram, já foram reconhecidas como inúteis e ruinosas, e agora sobrou o desejo de "apagar" certos dias - talvez por terem sido bons demais e, por isso, insuportáveis demais quando não se tem ao lado a pessoa com que foram vividos. "I'll try to leave behind some days / These tears just can't erase / I don't need them anymore". Ao mesmo tempo sofrida e estóica, aflita e resignada, a canção traz Beck falando sobre a mutabilidade eterna dos assuntos do coração: "How could this world, ever-turning, never turn its eye on me? // How could this love, ever-changing, never change the way I feel?"

Mas a melancolia beckiana ainda encontra uma certa redenção no crescendo musical que ergue tão tristes sensações a um nível sublime... Já a melancolia de "Pedaço de Mim", uma das mais dilacerantes baladas da música brasileira, é de um pesadume quase insustentável: Chico nos recusa qualquer consolo. Aqui, o clima é mais de luto, de perda irreparável, de coração mutilado, do que de uma falta remediável. A saudade, aqui, é o "pior tormento" - "é pior que o esquecimento...". É uma saudade que lateja tanto, que sangra tanto por dentro, que quer-se, de qualquer modo, desfazer-se dela: "não quero levar comigo a mortalha do amor...". O clima é mais de "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças": uma memória purulenta que, se se pudesse, ter-se-ia cirurgicamente removida...

Aqui estão em foco as saudades impossíveis: a falta de alguém que já morreu, ou daquilo que já se perdeu e sabe-se que não se reencontrará. "A saudade é o revés de um parto... / A saudade é arrumar o quarto / Do filho que já morreu". Triste sentimento da espera inútil, do desejo vão, daqueles que ficam no porto, de olhos molhados, a fitar o horizonte, sempre em vão: "A saudade dói como um barco / Que aos poucos descreve um arco / E evita atracar no cais...".

Marcelo Camelo, um dos mais ilustres discípulos buarquistas, também arriscou-se num território onde Chico foi mestre. Disfarçadamente, o ex-Los Hermano começa "Veja Bem, Meu Bem" fingindo que se trata de uma música de traição e de abandono: diz pra moça que sente muito por informar, mas que arranjou outro alguém pra lhe confortar, uma ajuda pra passar pelos dias ruins... "Pois a solidão deixa o coração neste leva-e-traz...". Na brilhância dessa narrativa, cabe espaço para uma "reviravolta", uma espécie de "final surpresa", bem ao modo de filmes fodásticos como Os Suspeitos ou Seven. "Se eu te troquei, não foi por maldade / Amor veja bem, arranjei alguém / Chamado saudade..." O efeito é maior quando se ouve pela primeira vez, decerto, mas continua presente nas outras ouvidas.

Ecoando as metáforas de Chico em "Pedaço de Mim", Camelo novamente evoca situações náuticas para descrever seu desalento na espera: "Enquanto isso, navegando eu vou sem paz / Sem ter um porto, quase morto, sem um cais...". Não é surpresa que tantos barcos e navegações apareçam como fantasmagorias poéticas nas canções nacionais sobre a saudade: suspeita-se que o vocábulo "pegou" mesmo quando os portugas pós-Cabral começaram a cruzar os oceanos, aportando inclusive na terra do pau-brasil, e começaram a sentir aquele "sôdade matadera" de que fala Caymmi. A saudade é um estar-a-navegar longe de casa, sem terra à vista, numa canoa embalada pelas tristonhas ondas da esperança...

E pra não acusarem a saudade de ser um sentimento pequeno burguês, de gente que só sabe levar em conta a esfera privada, ouçamos um das mais lindas baladas do Grandaddy, a banda mais saudosa do mundo hi-tech. Jason Lytle e seus comparsas do Vôvozinho, em toda sua obra, manifestaram a falta que faz o idílico mundo anterior à Era da Informática - antes dos ares-condicionados nas matas e dos aviões comandados por robôs. "Crystal Lake", talvez a mais bela música da banda, é nostalgia bruta, embalada por um desejo místico de retornar ao "lago de cristal", para longe desta frenética zona criada pelo homem moderno e sua sinfonia de celulares, PCs e ciborgues: "Should never have left the crystal lake / For areas where trees are fake / And dogs are dead with broken hearts / Collapsing by the coffee carts...".



Pra que não falem que francês não manja nada desta doença do coração manco (un coeur que manque...) ouçam a primeira-dama da terra de Napoleão, a esposa de Sarkozy, a musa Carla Bruni. Em "Tout le Monde", de seu disco de estréia, ela alça vôo para uma generalização sobre a humanidade: "todo mundo tem uma infância que ressoa no fundo de um bolso esquecido", canta ela, além de "restos de sonhos e cantos de vida devastados". E ela pede que reclamemos junto às autoridades uma lei que impeça que pessoa alguma possa ser esquecida: "...que personne ne soit oublié!"

E já que a saudade não é somente musical, mas altamente cinematográfica, ouçam "As Time Goes By", pra lembrar de Casablanca e do dueto mágico de Bogart e Bergman: o modo com uma memória que é ferida e mágoa, ao passar por uma cirurgia a dois, torna-se gratidão e doçura. "We'll always have Paris..."

Haveriam dúzias de outras que poderiam figurar aqui, nesta humilde coletinha. Mas ela não pretende ser nada mais que uma seleção subjetiva, eclética e viajante, centrada nas que mais tocam aqui nos meus tímpanos, que mais me tocam o coração, sem outra razão para serem gostadas fora o serem ótimas descrições da vida, em tantos de seus momentos... Pra terminar, passo a palavra a um que muito bem soube sofrer e cantar as amargas doçuras da sôdade matadera:


Meus caros, volta-se porque se tem saudade
Porque se foi feliz intimamente
Volta-se porque se tocou num inocente
E porque se encontrou tranquilidade

A despeito da vida que acorrente
Volta-se, volta-se para a sinceridade
Volta-se sempre, tarde ou de repente
Na alegria ou na infelicidade.

E nada como esse apelo da lembrança
Pra se transfigurar numa esperança
Essa desolação que uma alma teve

Assim é que, partindo, eu vou levando
Toda a desolação de um até quando
Num ardente desejo de até breve.

(Vinícius de Moraes)




TRACKLIST:

01. ROGÉRIO DUPRAT, Chega de Saudade
02. JOÃO GILBERTO, Chega de Saudade
03. CHICO BUARQUE, Doze Anos
04. CHET BAKER, There Will Never Be Another You
05. SUSAN TEDESCHI, It Hurt So Bad
06. CHRIS CORNELL, Wave Goodbye
07. LOS HERMANOS, Veja Bem Meu Bem
08. BECK, Lonesome Tears
09. GRANDADDY, The Crystal Lake
10. CARLA BRUNI, Tout Le Monde
11. CASABLANCA SOUNDTRACK, As Time Goes By
12. CHICO BUARQUE, Pedaço de Mim

terça-feira, 10 de novembro de 2009

:: Yael Naïm ::


:: UNE VOIX TRÈS JOLIE! ::

A talentosa francesa Yael Naim desembarca
em Sampa para 3 imperdíveis shows



"I'm a new soul, I came to this strange world
Hoping I could learn a bit bout how to give and take
But since I came here, felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake..."



Nascida em Paris uns 30 anos atrás, de pais tunisianos, ela foi criada em Israel, numa cidadezinha perto de Tel Aviv, onde fez 10 anos de aula de piano clássico, cantou em bandas militares e furou seus LPs dos Beatles, da Aretha Franklin e da Joni Mitchell de tanto ouvi-los. Em 2000, visitando sua Paris natal, chamou a atenção de produtores e, instantes depois, tinha um contrato assinado com a EMI para o lançamento de seu álbum de estréia, In a Man's Womb (de 2001). Ela mesma considera seu debut um começo de carreira desapontador e que gerou anos de silêncio - até que ela tomasse coragem para sua nova aventura musical. Retornando em 2007, neste disco gravado com a ajuda do multi-instrumentista David Donatien, Yael Naim finalmente encontrou sua voz e um grande sucesso: na França, por exemplo, chegou no topo da paradas de discos vendidos, façanha enorme para um álbum cheio de canções em hebraico! O grande hit do álbum, a irresistível e linda baladinha feliz "New Soul", foi usada num comercial da Apple; e a publicidade, nesse caso, serviu para bombar uma artista que bem merecia ser mais conhecida. Outro destaque do álbum é a corajosa cover de "Toxic", de Britney Spears, que, sem brincadeira, ficou um primor! Neste adorável álbum, essa guria franco-israelita cometeu uma pequena obra-prima, uma bolachinha que leva a sussidade e a suavidade a graus de beleza que não víamos desde In Between Dreams, do Jack Johnson. Certas semelhanças podem ser apontadas com o som da Feist, da Tori Amos ou da Joni Mitchell, mas Yael Naïm tem um sabor todo próprio e viaja num universo bem pessoal; isso é world music de crásse!

"It was when I was really young that I sincerely believed to be an old soul reincarnated and I could even say it gave me a sense of superiority over others. But then as I subsequently did everything the wrong way round I concluded that it was actually my first time on earth and that I should learn to be a more humble..." - YAEL NAÏM

DOWNLOAD (192 kps, 70MB):


A moça faz shows em São Paulo nesta semana, no Bourbon Street (Terça, 10/11, R$ 55) e no SESC Pinheiros (Quinta, 12/11, e Sexta, 13/11, sempre às 21h, R$20) como parte dos eventos do Ano da França no Brasil. Corram que os ingressos estão se esgotando! Depredando recomenda também, a quem for vê-la no SESC, que cole um pouco mais cedo e confira a exposição de fotos de Henri Cartier-Bresson, um dos mais geniais fotógrafos franceses.


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

::THE 13TH FLOOR ELEVATORS::


The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators (1966)

Do livro “1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer”


Aclamados em Austin, no Texas, os Elevators já tinham feito shows em São Francisco antes de o movimento psicodélico ganhar importância. Depois, foi preciso ameaça-los com a suspensão do contrato para que voltassem a Austin e gravassem o que seria o primeiro disco de acid rock. O álbum vendeu surpreendentemente bem, graças, em parte, ao sucesso do single lançado um pouco antes, o sarcástico clássico do garage “You´re Gonna Miss Me”, que chegou ao 55º lugar na parada da Billdoard.


Ao promover abertamente os benefícios dos alucinógenos na capa do disco, a banda nunca se tornaria querida pelas autoridades; a polícia do Texas chegou a desmantelar o equipamento do grupo à procura de drogas. “A busca da sanidade em seu estado puro... forma a base das músicas deste álbum”, diz a contracapa, mas a mistura de rock de garagem com R&B nele contida é tudo, menos saudável. “Reverberation (Doubt)” e “Tried to Hide” são de um rock intenso, enquanto “Roller Coaster” e “Fire Engine” têm um tom sombrio e lúgubre. O líder Roky Erickson uiva como se estivesse possuído e os sons alienígenas do jug elétrico de Tommy Hall se somam à distorção geral característica da banda.


Os Elevators não duraram e Erickson tentou uma carreira solo (brilhante, mas irregular). Mas a lenda da banda continua viva, através de versões de grupos como o Spacemen 3 e, mais especificamente, o Primal Scream, que fez uma memorável releitura de “Slip Inside This House” (do segundo disco do Elevators, “Easter Everywhere”) em Screamadelica.

DOWNLOAD:

http://www.mediafire.com/?yyylyjddn30

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

:: warm tiny breads ::

THE SWELL SEASON - Strict Joy
[novo álbum do casal do filme 'Once - Apenas Uma Vez']


DEVENDRA BANHART - What Will Be Will Be



WOLFMOTHER - Cosmic Egg



JULIAN CASABLANCAS - Phrazes For The Young
[1o solo do vocal do Strokes]


TOM RUSSELL - Blood and Candle Smoke



BAD LIEUTENANT - Never Cry Another Tear
[novo projeto de Bernard Summer, do New Order/Joy Division]


WEEZER - Raditude

[ pra baixar, abre a caixinha de comentários abaixo ]

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

:: Procura-se ::


Por onde andará Stephen Fry?
Zeca Baleiro
por Francine Micheli

Sem sombra de dúvidas, "Por onde andará Stephen Fry" (1997) é figura ilustre na categoria de cds-perdidos-no-fundo-da-gaveta-há-miliano-atrás. E num surto de retrocesso, coloquei o bichinho pra tocar sem segundas intenções e tive um pensamento: é possível sim que nos apaixonemos pela segunda vez pela mesmoa pessoa - ou pelo mesmo disco.

Depois de 12 anos, o primeiro cd de Zeca Baleiro rodou repetidamente na minha vitrola e a cada vez era possível descobrir detalhes que eu, no auge da imbecilidade da minha adolescência, nunca tinha tido maturidade suficiente para absorver. É um trabalho conciso, redondo, engraçadíssimo, irônico e muito, muito competente. Disco de ouro na época, considerado pela Rolling Stone um dos melhores discos da década passada.

Ok, deixando os louros de lado, é bom lembrar que esse é o disco que tem o primeiro rock celestial do planeta: "Heavy Metal do Senhor" é uma pachorra talentosa, enquanto abre a porteira pra boiada que vem em seguida. É ponto de umbanda musicado, xaxado, boi-bumbá, róquenrol e uma particularidade: tudo junto sem parecer bairrista.

"Salão de beleza" critica a mania das mulheres de querer ser belas demais - sem soar lugar-comum, e "Parque da Juracy" homenageia Steven Spielberg e Genival Lacerda num techno-forró de lascar a sola do sapato e rachar o bico. Tem também a menos conhecida "Skap", uma declaração de amor simplesmente deliciosa e "Kid Vinil", um converta aos prazeres da tecnologia.

Às vezes, falar da criatividade de Zeca Baleiro pode ser algo meio chover no molhado. Mas quando se ouve o estreante Por Onde Andará Stephen Fry é fácil cair nas garras da sabedoria nordestina que tira sarro do resto do mundo.

E viva a buchada de bode!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

:: Sleater-Kinney For Dummies ::


:: SLEATER-KINNEY FOR DUMMIES ::
por Eduardo Carli

Deve haver algum rótulo psicanalítico horroroso para descrever meu estado - compulsão obsessiva ou fixação no objeto libidinal, quem sabe? - mas eu prefiro descomplicar e dizer: com o Sleater-Kinney, tenho faz anos um tórrido love affair, plenamente correspondido e altamente recompensador, e que pra mim nada tem de patológico. Sleater-Kinney é vida!

Como não amar um punk rock tão empolgante e inflamado, cantado e tocado com uma emoção tão autêntica, turbinado com militância política e comentário social, e que ainda por cima é fruto de três garotas tão irresistivelmente cool? Desde o dia em que pela primeira vez ouvi "You're No Rock and Roll Fun" (um dos meus pet-sounds eternos para um air guitar e um karaokê-esganiçado no chuveiro...), desde a noite em que a melodia de "Little Babies" me deu uma insônia dos diabos por ser tão malditamente inesquecível, desde os momentos em que o crescendo e a catarse absurdos de "Step Aside" me lembraram de que o rock'n'roll é capaz de nos arrancar lágrimas, desde... bem, desde muito tempo atrás que eu guardo esta bandaça como uma das mais queridas de todas as que já conheci.

Nasceram em Olympia, Washington, na Costa do Pacífico, Noroeste dos EUA - cidade já celebrada pelo Rancid numa grande canção de ...And Out Come The Wolves. A princípio, foram uma banda restrita à cena riot grlll, rotulada com a reducionista etiqueta de "punk feminista", na onda do Bikini Kill e seus clones. Mas, a partir de Dig Me Out (1997), o primeiro dos clássicos, provaram ser algo bem mais colossal do que o feminismo e o punk - simplesmente, uma das grandes bandas de rock da América. A revista SPIN, por exemplo, não teve pudores de elegê-lo um dos 40 álbuns da década de 90 (merecidamente). Flertando com a new wave, com o grunge, com a Motown, lançaram mais um punhado de álbuns sensacionais: The Hot Rock e All Hands All The Bad One, clássicos modestos, e One Beat e The Woods, clássicos estrondosos. Em 2005, depois de conquistada uma fama considerável (estavam abrindo shows do Pearl Jam e aparecendo na TV nos David Lettermans da vida), declararam um hiato por tempo indefinido. Enquanto aguardamos, torcendo, o retorno de uma das mais apaixonantes bandas destas duas últimas décadas, é tempo de passear pelos 7 álbuns que as meninas nos deixaram (presentaços)...

Choque-se [shock yourself!] ao notar que um mero power trio (e de "menininhas"!) fabrica uma sonzeira de tão alta voltagem que ganha adjetivos como "colossal" e "monumental" na boca de críticos e fãs. Surpreenda-se notando que nem sente a falta de um contra-baixo na receita, tão certeiros, espertos e criativos são os riffs, licks e pirações da genial Carrie Browstein (recentemente eleita uma das 12 melhores guitarristas-de-calcinha da história do rock). Sinta calafrios na espinha com os gritos primais e as melodias doces e os blues anfetaminados que Corin Tucker, uma das mais comovedoras vozes femininas já a dar o ar de sua graça em disco, tira de seu abençoado gogó. Admire em êxtase enquanto a voz principal vai "transando" com a mais frágil e tímida cantoria de Carrie (The Hot Rock é quase um filme erótico-cult...), tudo ritmado pela batera-ciborgue e infalívelJanet Weiss.

Trago aqui uma coletinha - Sleater-Kinney For Dummies - com 15 sons que considero essenciais para quem ainda não conhece esta preciosidade de banda: privilegiando as musiquetas mais grudentas e fáceis de amar-à-primeira-ouvida, de várias fases e tendências, desde o riot grll primário de "I Wanna Be Your Joey Ramone", do começo de carreira, até as tendências mais épicas/Led-Zeppelianas de One Beat e The Woods. E pra não dizer que tamos miguelando disco, vai aí, além do ...For Dummies, o resto da discografia das moças.

Voilà:

GREATEST HITS [Seleção Depredando] - Sleater-Kinney For Dummies: 01) you're no rock and roll fun; 02) step aside; 03) little babies; 04) i wanna be your joey ramone; 05) oh!; 06) rollercoaster; 07) all hands on the bad one; 08) ballad of a ladyman; 09) get up; 10) wilderness; 11) end of you; 12) jumpers; 13) hollywood ending; 14) leave you behind; 15) sympathy.

DOWNLOAD
: http://www.mediafire.com/?xn2qfyt133y



1995 - Sleater-Kinney

terça-feira, 27 de outubro de 2009

:: pãos ou pães, é questão de opiniães... ::

!!!LINKS NOS COMMENTS!!!

A FINE FRENZY - Bomb In a Birdcage

TIM HECKER - An Imaginary Country

THRICE - Beggars


KINGS OF CONVENIENCE - Declaration of Dependence


TAKEN BY TREES - East Of Eden


FUCK BUTTONS - Tarot Sport

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

:: Kyuss ::

Antes da idade da pedra
- Bernardo Santana -


Lançado em 1992, Blues For The Red Sun foi o segundo — e melhor — disco da curtíssima e ensurdecedora carreira do Kyuss (pronucia-se "cáius", a propósito). Talvez você tenha ouvido falar dos caras como sendo “a primeira banda do cara do Queens of the Stone Age” ou “aqueles doidões que tocavam no deserto”, ou quem sabe como “os precursores do Stoner Rock”, ou algo que o valha… mas o Kyuss merece, com certeza, muito mais que isso na história do tiozão barrigudo que é o rock and roll.

Na época com dezenove aninhos, Josh Homme já mostrava em Blues todo o peso malemolente de sua guitarra. Aliás, na minha humilde opinião subjetiva, nunca mais (e eu disse NUNCA MAIS) desde então o cara soou tão certeiro em seus riffs. O peso bíblico de Writhe, Apothecaries' Weight e Molten Universe que o digam. Mas o grande mérito do Kyuss daquela época — e do disco aqui pirateado, por conseguinte — sobre o Queens, por exemplo, foi contar com muito mais do que a habilidade do molecote Homme para fazer seu barulho.

Diferente das rainhas chapadas de hoje em dia, a banda que gravou Blues contava com um vocalista de verdade, um batera até hoje apontado como influência em som pesado (e baita compositor também) e um baixista que sabia inserir groove verdadeiro no meio da pancadaria. Todas as músicas do disco têm um esmero instrumental impressionante, mas sem a frescura tão peculiar e contraditória do metal atual. Muito mais que seguir o esquema intro-verso-refrão, o Kyuss subvertia as estruturas da música popular, cagando montes pra necessidade de achar refrões ganchudos e congêneres. Aliás, as cinco músicas instrumentais espalhadas por seu segundo disco conseguem a façanha de serem alguns dos pontos altos da bolacha. Ouça Catterpillar March e tire a prova. Todo o trabalho perfeito dos instrumentos, no entanto, não tira o mérito de John Garcia, vocalista esganiçado-agressivo que, nas ocasiões em que aparece cuspindo seus impropérios, faz você entender por que o Kyuss não decidiu ser “só” uma banda instrumental.

É só pra encerrar a seção de comparações covardes; durante toda a audição do disco percebe-se que aqueles barulhinhos gravados lá no fundo nas músicas do QOTSA também não são tão novidade assim. Aliás, aqui eles ajudam a fornecer o forte tom psicodélico-do-deserto, que ficou bem mais acentuado nos álbuns seguintes do Kyuss, e são essenciais para completar o clima de Black Sabbath em jam psicodélica do disco.

Não que mude alguma coisa, mas o fato de que a banda alcançou tudo isso quando seus principais compositores ainda nem tinham chegado na casa dos vinte é de fazer muito músico por aí entrar em desespero. E nem pense em contar pra eles que Blues For The Red Sun foi considerado um dos 50 álbuns mais pesados da história pela revista inglesa Q. Se você é músico, foi mal. Se não é, baixe a bolachinha agora, ignore o que é “afinação baixa” e divirta-se enquanto tenta descobrir como bater cabeça e rebolar ao mesmo tempo…

[Nota pós-cagada: avisado por nosso excelso administrador, o sr. Lux Lúcio, tomei conhecimento de que este disco já havia sido postado no Depredando. Duas vezes. Sendo assim, vai também o resto da discografia dos minino pra não ficar muito feio.]

Wretch [1991]
DOWNLOAD: 87 Mb - 11 faixas


Blues For The Red Sun [1992]
DOWNLOAD: 89 Mb - 14 faixas


Welcome To The Sky Valley [1994]
DOWNLOAD: 90 Mb - 11 faixas


...And The Circus Leaves Town [1995]
DOWNLOAD: 90 Mb - 13 faixas

terça-feira, 13 de outubro de 2009

:: The Eames Era ::


THE EAMES ERA
Lounge Act, Woxy.com - 03/03/2006

Hoje, o Depredando é o blogue mais careta do mundo. Porque hoje não vamos depredar nenhum patrimônio público de uso coletivo. Não, nem mesmo escrever no banco do ônibus. Não vamos fazer nenhum pobre (pobre?) artista perder milhões de dinheiros por causa de um mais-ou-menos-bem-intencionado link. Ok, sem pânico: o download de hoje é LEGAL.

Pode parecer até que entramos na era dos “bom moços bem-intencionados” e só iremos, a partir de agora, espalhar a Palavra da Salvação em links aprovados pelo InMetro. A partir de agora, só domínio público, e aguardamos ansiosamente o dia em que o Katinguelê vai entrar nessa condição. Besteira! Adotamos todos os desdobramentos que a palavra nos permite pra falar sobre uma banda LEGAL, que tocou em uma rádio LEGAL, que disponibilizou um download LEGAL e também MUITO BACANA.

The Eames Era, banda natural do estado de Louisiana, EUA, começou em 2002 e lançou seu álbum de estreia em 2005, chamado “Double Dutch”. No ínterim, trabalharam com Eps e singles e ficaram famosos em rádios escolares por todo o país, tendo até mesmo uma faixa tocada em séries populares de TV, como Grey’s Anatomy. O som indie-pop que parece cuti-cuti / nheco-nheco, mostra-se “hard” no seu “core” e até mesmo sarcástico, diferente de pelo menos outras setenta e quatro bandas jovens e fofas que ostentam tais rótulos. Tudo isso e mais algumas mensagens trocadas via MySpace resultaram em um “Lounge Act” em 2006 pela rádio online Woxy.com, onde falaram sobre o início da carreira, turnês, uma van nova – perderam a antiga em um acidente durante os eventos do furacão Katrina – e, fizeram um barulho ao vivo.

Track listing:
Go To Sleep
Year Of The Waitress
- Interview -
Boy Came In
Could Be Anything
Dear Gabby