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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Festival Vaca Amarela 2012, Goiânia, 07 e 08 de Setembro: alguns flashes, direto do front! "Não odeie a mídia; SEJA a mídia!"

It will soon shake your windows

And rattle your walls
Cause the times they are a-changing.
Come mothers and fathers,
Throughout the land!
And don't criticize
What you can't understand.
Your sons and your daughters
Are beyond your command.
Your old road is
Rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.

bob dylan 






 
















segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Festival Vaca Amarela, 11ª edição, vem aí: 7 e 8 de Setembro, em Goiânia, 30 bandas!


O Vaca Amarela, entrando em sua 2ª década de vida, vem aí!

Depois de 10 edições anuais consecutivas que o consolidaram como um dos grandes festivais independentes brasileiros, enriquecendo a cena de Goiânia ao somar-se a Bananada, Goiânia Noise e Tatoo Rock Fest, o Vaca chega em 2012 a seu 11º fervo. O evento é organizado pela Fósforo Cultural - ponto Fora-do-Eixo em Goiânia - e eis os 30 shows que integram a programação musical (além dela, vão rolar conferências, mostras-de-cinema e muitos outros agitos):

Sexta-Feira — 07/09

00:30 Móveis Coloniais de Acaju (DF)
23:30 Chimpanzés de Gaveta
22:30 MC Rashid (SP)
21:30 Cambriana
21:00 Sapabonde (DF)
20:30 Barfly
20:00 Ultravespa
19:30 Brown-Há (DF)
19:00 Calango Nego (Part. Lulu Monamour)
18:30 Mortão + VMG
18:00 New Old Folks
17:30 Pó de Ser
17:00 Caramuru
16:30 Hazzi
16:00 Macacos me mordam, eles vão se matar! (Ap. de Goiânia)

Sábado — 08/09

00:30 Ratos de Porão (SP)
23:30 Black Drawing Chalks
22:30 Motosierra (URU)
21:30 Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP)
21:00 Mugo
20:30 Johnny Suxxx n' the Fucking Boys
20:00 Overfuzz
19:30 Aurora Rules
19:00 Kamura
18:30 Dry
18:00 Chacina
17:30 Cherry Devil
17:00 Slow Bleeding (DF)
16:30 Revolted (Anápolis)
16:00 Old Place

Confira abaixo as DUAS MIXTAPES e ouça o som de muitas das bandas que sobem ao palco do Vaca!


Enquanto isso, os coletivos, os produtores, os artistas e o público vão agilizando um cenário inédito para a música brasileira com a Rede Brasil de Festivais Independentes, que promete englobar 107 festivais, 88 cidades, 6 mil artistas. Confira o teaser!


A arte do Vaca Amarela deste ano ficou a cargo do artista goiano Oscar Fortunato [http://www.oscarfortunato.com/], autor de "campanhas" que colorem as ruas da capital de Goiás como o "Carnes Exóticas" e o "Pessoas Soltas". Segue o textaço do cara sobre sua criação:
"Quando os indios cansados dos banquetes de carnes de macacos, cobras, jacarés e portugueses avistaram aqueles "montes de carne", mal conseguiram dormir direito naquela noite. Chegavam de Cabo Verde os primeiros ruminantes que, em pouco tempo, tomariam conta da paisagem. Mas a fila dos fast-food anda, literalmente cronometrada e dependente das descendentes daquelas caboverdianas que fascinaram nossos silvícolas na aurora dessa tosca República.
E as vacas foram se multiplicando, obedecendo com rigor o preceito biblíco, a ponto de existirem mais delas do que nós, nessa terra varonil; embora a maioria delas terminará em uma mesa perto de você.
Caluniadas e difamadas, essas senhoras cornudas cansadas de seus trágicos finais invadiram nosso mundo lúdico com suas caras simpáticas e orelhas imensas. Existem ainda aqueles que se divertem com seus sofrimentos, mas como diria meu amigo maestro "você pode tirar o homem de Mozarlândia, mas não pode tirar Mozarlândia do homem".
Como vegetariano, tenho as vacas da mesma maneira que um elefante, pois não vejo neles o pão que sacia a minha fome. E sempre tive carinho com elas. Sempre as achei simpáticas, sejam pretas, brancas, azuis ou até mesmo a saltadora pasoliniana que dá nome a este festival.
Em todo o meu trabalho, tenho o dito do maestro como guia. Não quero fugir da minha Mozarlândia, pode ser que meus buritis tenham poucos sabiás e que as aves nem gorjeiem como as de lá, mas lhe entendo seus cantos e suas lamúrias e elas fazem sentido ao coração, pois o que vai pela cabeça nem o faz. Nessa lógica, me apropriei das máscaras de chifres ornados que colorem as Cavalhadas, evento de origem pagã que incrivelmente resistiu ao tempo nesse lugar em que as ruínas são mais velozes.
Juntei um pouco de rock e arte de rua para chegar na imagem que, na minha concepção iconográfica, somasse todo o meu discurso. E acredito ter alcançado o meu intento. Repetindo mais uma vez meu amigo regente: "Fugir de Mozarlândia é besteira..."
OSCAR FORTUNATO

Relembre como foi o Vaca Amarela do ano passado neste documentário [http://youtu.be/RRqbBuxib6M] e se prepare: Setembro tem mais!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tatoo Rock Fest 2011: Ratos de Porão e Dead Fish



Chegando a sua sétima edição anual consecutiva, a Tatoo Rock Fest, que ocorreu em Goiânia no começo deste mês de Julho, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (espaço precioso, que enfim está sendo plenamente utilizado, fazendo jus aos mais de R$60 milhões nele investidos), trouxe uma porrada de artistas da tatuagem, nacionais e gringos, para mostrarem seu talento na arte da cicatriz voluntária. Paralelamente à intensa tatuação, as atrações musicais serviram como um cardápio riquíssimo para os batedores-de-cabeça, moicanados, cabeludos, motoqueiros e roqueiros sujos em geral - especialmente aqueles que apreciam as vertentes mais extremas e violentas do rock nacional, como o punkão old-school com laivos de death metal dos veteraníssimos Ratos de Porão, que estão há quase 30 anos espalhando a pestilência e a balbúrdia infernal, e o hardcore melódico dos capixabas do Dead Fish, que apesar de desdenhados como "proto-emos" por alguns mostraram-se capazes de convocar uma festa punque da melhor qualidade. 


Guidable A Verdadeira História Do Ratos De Porão (Documental)

Dentre as atrações locais, destaque mais uma vez para o stoner chapado repleto de fritações dos Black Drawing Chalks, bandaça que vem acumulando experiência nos palcos do Brasil e do exterior (acabaram de voltar de uma turnê pela Inglaterra...), e os sempre entusiasmantes Space Monkeys, que estão a cada show mais afiados e precisos, indo bem além da sina de "Foo Fighters do cerrado" e fazendo-nos suspeitar que o disco de estréia de Edimar, Fredox e companhia, previsto para Setembro de 2011, será o mais fino petardo do rock goiano neste ano.

O destaque supremo vai, no entanto, não para uma banda específica, mas para o público que esteve no Niemeyer na sexta e no domingo (os dois dias em que pude marcar presença, já que no sábado o headliner Mombojó, muito malemolente pro meu gosto, não animou-me a sair de casa). Como já ocorreu em outras ocasiões, na Tatoo Rock Fest cheguei à conclusão de que a platéia, em Goiânia Rock City, é o verdadeiro espetáculo: nos shows de Ratos e Dead Fish, ambos com o som lindamente no talo, a ponto de estourar tímpanos de freiras, contaram com intensa participação de muitos malucos que subiram no palco e fizeram toda sorte de piruetas e mortais ao se lançar de volta para a galera, sem falar nas lindas rodas de pogo e nas extasiantes transgressões de regras policialescas impostas pelos guardas... É sempre tão massa ver a juventude agindo com a maior alegria enquanto põe em prática o mais descarado desacato à autoridade! Nada adiantou que os seguranças chatonildos tentassem acabar com a festa do stage diving: a repressão só incendiou ainda mais os ímpetos rebeldes, e no fim das contas a anarquia camaradística estava instaurada.

E pensem bem: só mesmo quem muito confia em seus camaradas, muitos deles desconhecidos e anômimos, lança seu corpo nos ares, com risco de espatifar a cuca no chão; ninguém se arrisca a fratura e fodição à toa, mas só por acreditar "piamente" na brodagem punk: "ninguém há de me deixar quebrar meus ossos contra o asfalto", pensa cada um daqueles que mergulha do palco para a pista, "sei que estou entre camaradas que hão de sustentar minha queda!" É a camaradagem mais genuína, e não a misantropia, o que dá o tom num ritual emocionante desses!

Kropotkin (1842 - 1921), anarquista russo e profeta-punk de longas barbas

O Hobbes (1588-1679), filósofo político que justifica o absolutismo, me parece um misantrópico que acredita que a selvageria e a violência grassariam caso o Leviatã do Estado não colocasse seus poderes de coerção e repressão no sentido da domesticação da besta-fera chamada homem; nisto, possui uma visão sobre a natureza humana muitíssimo pessimista quando comparada com aquela de meu querido Kropotkin, russo anarquista que, apostando que o coração humano não é assim tão podre quanto querem nos sugerir os defensores da tirania, sustenta que, na ausência de autoridades autoritárias e poderes estatais, saberemos cuidar uns dos outros tendo como guia a camaradagem.  O que tem a ver? Tudo, para minha cabecinha de filósofo entusiasta do Movimento Punk: pois há vezes que um show punk nos traz boas notícias sobre a humanidade e nos fez crer que Kropotkin tinham mais razão que Hobbes. A anarquia é mais doce que o autoritarismo.

Tem vezes que o punk é pura poesia.










quinta-feira, 2 de junho de 2011

:: Tatoo Rock Fest (01, 02 e 03 de Julho) ::

mais uma ilustra do Bicicleta sem Freio

Ratos de Porão
(SP), Dead Fish (ES), Mombojó (PE), Black Drawing Chalks (GO), Hangar (RS), Crazy Legs (SP) e mais uma cambada de baderneiros tocam no VII Tatto Rock Fest, que rola no Centro Oscar Niemeyer nos três primeiros dias de Julho. Além das atrações musicais, a Convenção Internacional de Tatuagem e Piercing de Goiás contará com a presença de mais de 100 artistas nacionais e internacionais, workshops, palestras, pistas de skate e intervenções artísticas variadas. Este é um evento da Hiccup, produtora do Pedro (batera de uma das bandas mais foda de Goiânia: o Space Monkeys). Este recheado Julho goianiense ainda tem uma noite de Festival Fora do Eixo, no Martim Cererê, e uma noite mais de Bananada, no CCON. Hey ho?