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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

18º Goiânia Noise - 9 a 11 de Novembro - Centro Cultural Oscar Niemeyer (Programação Completa + Clipes)


Goiânia Noise: 18 anos de barulho e ainda chutando bundas. Um dos mais importantes festivais de música independente deste país vem aí: a Monstro Discos já está nos corres, preparando as 03 noites de música, em altas doses de diversidade, que tomam conta do Centro Cultural Oscar Niemeyer entre 09 e 11 de Novembro. Nos últimos anos, já passaram pelo festival shows memoráveis de artistas gringos como The Bellrays, The Mummies, Black Mountain, Dirty Projectors, Vaselines, dentre muitos outros. Confira o recado da Monstro e a programação completa:
"Já está definido o line-up do 18º Goiânia Noise Festival. Como sempre, a programação do festival prima pela diversidade de estilos, linguagens e sotaques e mistura tudo em três noitadas (alguns dias até tardes!) de rock! Na primeira noite artistas como o cantor pernambucano Lirinha, os californianos do Trash Talk, os argentinos do Boom Boom Kid e ainda nomes como Madrid, Mapuche, Worst e Chimpanzés de Gaveta se revezam nos dois palcos montados no Centro Cultural Oscar Niemeyer. Já no sábado, a loucura fica por conta das suecas do Crucified Barbara, Lord Bishop Rocks, Hellsakura, Autoramas, Girlie Hell, Atomic Mamboa All-Stars, TNY e Karina Buhr, entre outros. No domingão, o esquema é bruto! Uma maratona porrada com shows começando às 14 horas e 11 bandas tocando na área externa do CCON. Entre as atrações, os equatorianos do Indigno e nomes nacionais como Valdez, Motel Overdose, Galo Power, Violins, Os Skrotes, Cassino Supernova e os Mechanics tocando Kiss!"
PROGRAMAÇÃO COMPLETA - GOIÂNIA NOISE 2012
Sexta-feira, 9/11
18h – Coerência (GO)
18h30 – Dirty Harry (GO)
19h – Mortuário (GO)
19h30 – Space Truck (GO)
20h – Worst (SP)
20h30 – Mapuche (SC)
21h – Boom Boom Kid (ARG)
21h50 – Kamura (GO)
22h30 – PEZ (ARG)
23h10 – Madrid (SP)
23h50 – Trash Talk (EUA)
00h50 – Chimpanzés de Gaveta (GO)
01h40 – Lirinha (PE)

Sábado, 10/11
16h – Jam Fuzz (GO)
16h30 – Leave me Out (MG)
17h – SELETIVA PDR
17h30 – Versário (GO)
18h – Fabulous Bandits (PR)
18h30 – Judas (DF)
19h – Grindhouse Hotel (SP)
19h30 – Dry (GO)
20h – The OverAlls (AUS)
20h30 – TNY (GO)
21h – Lord Bishop Rocks (EUA)
21h50 – Atomic Mambo All-Stars (SC)
22h30 – Girlie Hell (GO)
23h10 – Hellsakura (SP)
23h50 – Autoramas (RJ)
00h30 – Karina Buhr (PE)
01h30 – Crucified Barbara (SWE)

Domingo, 11/11
14h – Damn Stoned Birds (GO)
14h30 – Corja (GO)
15h15 – Shakemakers (GO)
16h – Valdez (DF)
16h45 – The Galo Power (GO)
17h30 – Motel Overdose (SC)
18h15 – Cassino Supernova (DF)
19h – Violins (GO)
19h45 – Os Skrotes (SC)
20h30 – MechaniKISS (GO)
21h15 – Indigno (EQU)

Saiba mais:
http://www.goianianoisefestival.com.br/site/programacao.php
Ou...http://goianiarocknews.blogspot.com.br/

Página do evento (+de 2.500 confirmados) 
http://www.facebook.com/events/430914763612695/

Ingressos à venda na Tribo, Ambiente Skate Shop, Hocus Pocus, Harmonia Musical e Fnac - Flamboyant.

R$ 30,00 (meia) sexta ou sábado
R$ 10,00 (meia) domingo
R$ 50,00 (meia) passaporte para os três dias (limitados em 200 unidades)












Mais clipes? Tá na mão: The OverAlls, Indigno, Hellsakura, DB Band

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

<<< S.W.U. (parte II) >>>


WHERE IS MY MIND?
por Ana Alice Gallo

Foi mais por uma questão monetária que estratégica, mas foi bom não ter ido ao segundo dia do evento – e quem me acompanha aqui há tempos sabe como sou fascinada pela voz de Joss Stone e pelo pop fusion da Dave Matthews Band. Mas recompor o organismo foi fundamental pra que suportássemos o dia 3. A mochila, que no primeiro dia foi leve em termos de comida, ganhou reforço de lanches e bolachas pra evitarmos a praça de alimentação do local; e nem mesmo as duas revistas a que ela foi submetida foi capaz de retirar um pacote de Trakinas e dois sandubas de salame da bolsa dessa farofeira que vos fala.

Chegamos cedo a ponto de ouvir uma das primeiras bandas, o Gloria, tocar enquanto fazíamos a costumeira diáspora até o local. “Anemia” tinha acabado de ser anunciada quando nos deparamos com um aglomerado gigante de pessoas na entrada. Decidiram reforçar as revistas e, por isso, perdemos das 15h40 às 17h20 para ENTRAR no local. Nada andava, nada se movia, a não ser pacotes de bolacha e bandejas de comida que, barradas na revista, eram atiradas pra trás e pro alto – e retribuídas com comida que voava dos fundos da fila pra frente. Quem pegasse o pacote de bolacha no ar era saudado com palmas.


Conseguimos ver metade do divertido show dos Autoramas, com guitarra absolutamente no talo e uma platéia em delírio, com direito a dancinha do batera Bacalhau e o animado frontman Gabriel. Assisti calmamente sentada na minha digna canga de Porto Seguro ao Cavalera Conspiracy, que não foi capaz de me emocionar nem mesmo com “Attitude” ou “Roots Bloody Roots”. O som da bateria embolado não dava margem para a metralhadora que saía dos pés de Iggor, e Max não alcança mais os agudos. Surpreendi-me mesmo com o Avenged Sevenfold, com uma apresentação de responsa e o batera Mike Portnoy que não nos faz sentir saudade do Dream Theater.

Creio que essa apresentação tirou o A7X, como é carinhosamente chamado pelo gigantesco fã-clube que tem, do mundo dos iniciados para a grande massa metaleira do Brasil. A definição “metal melódico” usada por muitos jornais pode ter assustado a princípio alguns camisas pretas que, se forem espertos, depois desse show vão correr atrás da banda. Mais espertos, espero, que uma garota que se aproximou da gente perguntando quem era.

- Aven o quê?

-Avenged Sevenfold.

(cara de interrogação)

-Nossa, nunca ouvi falar.

Dessa vez, deu tempo até de ir ao banheiro – e, pasmem, ele estava limpo, e tinha papel higiênico.

O Incubus novamente serviu de estratégia para esperar pelo Queens. Espera gigante, amassada, de mais de uma hora. Mas bem recompensada. É, Josh Homme, fazia muito tempo mesmo, não? De cara, fomos presenteados com as faixas iniciais do antológico “Rated R”: “Feel Good Hit of the Summer” e “The Lost Art of Keeping a Secret”. E lá se foram petardos ladeira abaixo: “Sick Sick Sick”, “I think I Lost my Headache”, “Go With the Flow”, “No One Knows”, “A Song for the Dead”. Alguns enlouqueciam; outros gritavam “essa eu sei”. Guitarra impecável, banda escaldada, baixo e batera com caldo de sobra. Se não era uma platéia dominada, tornou-se uma platéia rendida.


E não sobrou tempo pra respirar. Sem perder um segundo, o Pixies iniciou o show em seguida com “Bone Machine”. Dessa vez, com o palco à esquerda (Água), foi possível se afastar e ver o show pela lateral. Tinha gente até em cima de árvore. O clima, no entanto, estava mais para “festa do Peão de Itu”, com muita gente circulando, sem saber direito o que fazer. “Wave of Mutilation” comia solta e a ala dos fundos do SWU parecia estranhar nós, que dançávamos e cantávamos ao som dos tiozinhos, e de uma Kim Deal morena e bem fofinha, com cara de parente distante. Não faltaram “Debaser”, “Monkey Gone to Heaven”, “Here Comes Your Man”, “Allison” e todos os outros biscoitos que o Pixies reservou para os fãs de meia-idade. Uma emocionada “Where is my Mind”, já no bis, foi cantada pelas bocas esfumaçadas pelo vento frio e os menos de 10 graus.

“O Linkin Park já cantou?”, perguntava o tio do estacionamento. Não, eles estavam apenas começando. “Vocês não gostam de Linkin Park, é?”, questionava o bom senhor.

Eu queria, com todo respeito, que Mike Shinoda e seus amigos fossem pra qualquer lugar do mundo àquela altura. Eu estava indo embora daquilo pra sempre, sem trânsito, e isso era a única coisa que importava naquele momento.




* Ana Alice Gallo é jornalista rata-de-palco, escreve no Credencial Tosca e é mó truta do Depredas (valeu ae por liberar a crônica para republicação por aqui, Ana!) Ela também toca bateria na banda paulistana Milhouse, que sobe ao palco do Hangar 110 nesta Sexta (15/10, 19h, R$10) no Festival Zona Punk Teenage Riot. Colem lá!