Mostrando postagens com marcador acústico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acústico. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

:: Leonard Cohen ::

ALELUIA

Escrever sobre Leonard Cohen é ingrato. Qualquer coisa que se possa colocar aqui é menos que uma grande besteira perto do que ELE produziu ou pode produzir, seja em livro, música ou poesia. Mas vale o sacrifício se for pra que alguém conheça o cara, então vamos lá…

Apesar de sua obra ser mais conhecida por causa de versões de suas canções (
Hallelujah, pelo Jeff Buckley; Suzanne, por um sem fim de artistas; Hey, That’s No Way To Say Goodbye, pelo Renato Russo… haha!), Cohen é um dos artistas mais respeitados na música pop. É o típico “ídolo do meu ídolo”. E é sempre infalível ir atrás dos ídolos dos ídolos porque, invariavelmente, eles fazem você ficar feliz em esquecer seu anteriormente-considerado-como-artista-favorito.

Leo Cohen cantou/canta sobre sexo e amor e religião e suicídio e relacionamentos de uma maneira tão própria, lírica e desconcertantemente adulta que chega a doer. Sua mão direita no violão não é nem de perto virtuosa, mas, uma vez que se ouça, é impossível de confundir. Claro, estamos falando do Cohen dos seus primeiros trabalhos. Depois, a música caminhou por outros rumos – uns felizes, outros, não –, mas estes primeiros anos do “Cohen músico” (ele também é poeta e romancista respeitado) são essenciais para entrar em seu universo.

As músicas de
Songs of Leonard Cohen (1967), Songs From a Room (1969) e Songs of Love and Hate (1971) são em sua maioria minimalistas e mais próximas do folk europeu do que de qualquer outra coisa (apesar de Cohen canadense). Apesar das comparações com Bob Dylan, o outro judeu-poeta-gênio de sua geração, sua obra é bem mais datada. E, de um jeito curioso, isso só dá mais força a ela. São polaróides de uma época que já acabou, se é que já existiu. Um mundo mais lento, velho, escuro, salgado, inteligente, melancólico, sóbrio e difícil pra caralho de se descrever em uma resenha de 2000 toques.

Enfim, Leonard Cohen não merecia ser apresentado por este texto. Mas pode ter certeza que a sua vida merece o prazer e o descanso que é ouvir qualquer um destas três obras-primas. Boa pirataria.


sábado, 21 de junho de 2008

:: Days Of The New ::


:: Days Of The New - Days Of The New [1997] ::

A DIALÉTICA DA CÓPIA

Sendo um estilo definido exatamente por não ter estilo nenhum, é fácil de se aceitar que “grunge”, na verdade, nunca foi um termo pra definir música. Soundgarden, Nirvana, Pearl Jam e Alice In Chains (os originais e/ou grandes da turma) tinham em comum, em seus tempos áureos, muito mais a estética e a proximidade geográfica do que qualquer outra coisa… Assim como o punk rock, o grunge acabou sendo definido musicalmente mais por suas milhares de cópias dos originais do que pelos próprios.

É um processo até lógico: a cópia pega tudo o que mais “dá certo” (e grandes aspas extras aqui…) em todos os originais, apara toda e qualquer inconveniente aresta de transgressão e pronto – um bonito retrato desalmado da alma de um movimento. Triste, mas verdadeiro.

Agora, filosofias de boteco fora, não é raro um desses copiões aparecerem vez por outra com um disco – e às vezes até com carreiras inteiras, vide o Rancid – genial. É o caso deste primeiro trabalho do Days of the New

Aqui, a banda, antes de se tornar os Engenheiros do Hawaii do vocalista Travis Meeks, mostra o lúgubre, denso, tenso – e outros adjetivos terríveis – cerne do que foi o grunge. Munido só de dedilhados e riffs (?!) de violões, baixo e bateria, o Days of the News compôs uma polaróide quase perfeita da época das camisas xadrez. Ah, e uma pancada de músicas quase perfeitas também. Shelf in the Room; Touch, Peel and Stand; The Down Town; Now; What’s Left For Me?… Se não tiver tempo de ouvir o disco inteiro, essas já bastam pra entender do que se trata o lance: toda as agruras e angústias adolescentes de um pobre menino norte-americano, branco e galã transformadas em vários surpreendentes minutos de boa música.

Fede um pouco a espírito adolescente, mas não é sobre isso mesmo que deveria ser?!

DOWNLOAD (mp3 - 74 MB - 12 músicas - 72 min.)

http://www.mediafire.com/?lb3llu52txj

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Teenage Fanclub


A melhor banda de power pop do universo realizou uma sessão acústica nos estúdios de uma rádio na França. No ano de lançamento da grande obra-prima do grupo, Grand Prix, o repertório incluiu cinco faixas do disco de 1995. No formato sem guitarras, as canções não perderam em nada sua qualidade, mantendo todos os instantes mágicos de cada acorde de suas versões originais.

"Starsign" foi a única música não presente em Grand Prix a entrar no set list - canção do clásssico disco Bandwagonesque, eleito pela revista Spin o melhor lançamento do ano de 1991. (1991! Ano em que discos históricos como Nevermind, Ten, Out Of Time, Achtung Baby, Loveless e tantos outros também foram lançados).

Eles ainda tocam uma cover do sensacional Creedence Clearwater Revival. Com apenas sete canções, eles fazem um show pra se ouvir várias vezes ao dia.

"(Don't look back) on an empty feeling"

White Session (session acoustique),
France Inter Radio, France
11th April 1995

1. Don't Look Back
2. Say No
3. Starsign
4. I'll Make It Clear
5. Sparky's Dream
6. Have You Ever Seen The Rain (Creedence Clearwater Revival)
7. Mellow Doubt

DOWNLOAD: Mediafire
mp3 de 192 kps - 29 MB