sábado, 30 de abril de 2011

:: casamento real de cu é rôla! ::


"The Royal Wedding can suck my hairy balls."
um maluco no You Tube

A única coisa que este maldito Casório Real fez por mim foi me dar uma baita saudade dos Sex Pistols, que se ainda existissem estariam lá pra bagunçar o coreto,  cuspir na princesa, dar um cuecão no príncipe, pregar a anarquia e esfregar na cara da Inglaterra que a monarquia é a mais anacrônica e mofada das instituições políticas! Aliás, cadê o movimento punk britânico pra protestar contra essa ridícula cerimônia de ostentação de luxo e de desperdício massivo de recursos públicos? Enquanto  mais de 1 bilhão de seres humanos vivem com menos de 1 dólar por dia, umas poucas dúzias de privilegiados ficam tendo indigestão de caviar frente a otários babando na frente da TV e aspirando não à revolta, mas a poderem participar dessa festa escrota... Ô mundo do cão!



NEVER MIND THE BOLLOCKS (1977)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

:: Tom Zé ::





















 "Astronarta" libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça

Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia...

2001

Se fosse um personagem literário, Tom Zé seria algo entre Dom Quixote de la Mancha e o bobo-da-corte do Rei Lear. Cavaleiro andante que "fez seu berço na viração, só descansa na tempestade e só adormece no furacão", canta amores por Dulcinéias e camaradagens com Sanchos sempre com um charme lunático irresistível. Consciência crítica e vigilante do atual Reino do Capital, adverte com suas piadas e micagens o caduco e senil império dos tiranos da vez: o FMI e o Banco Mundial.

Nesta última terça-feira, 26/04, o compositor baiano esteve em Goiânia para um grande show no câmpus da UFG que re-comprovou a relevância e a vitalidade deste grande artista brasileiro, despontado na Tropicália mas hoje já sacramentado como música-do-mundo - ou "world music" (com aquela mãozinha amiga de David Byrne, dos Talking Heads, que "apadrinhou" e disseminou na gringa o tom-zézismo).

Tom Zé ao vivo é uma sensacional experiência de vida que nos faz lembrar do sentido profundo da palavra "irreverência": não cair de joelhos para reverenciar e venerar aqueles que estão acima nas hierarquias e outras grotescas pirâmides sociais. Combater a injustiça e a desigualdade a golpes de escárnio. Fazer com que o lúdico e o político se dêem as mãos.


Eu já tinha visto Tom Zé ao vivo uma vez, mais de 6 anos atrás, na Cervejaria dos Monjes, em Bauru/SP. Revê-lo foi um prazer grande. Altamente performático e teatral, felicíssimo em cima do palco, Tom Zé tratou de contagiar (com pleno sucesso) o público com seu tão saudável jeito-de-ser de quem despreza a ostentação de riqueza e status ("a gravata é uma forca portátil") e aposta nos poderes transformadores da música popular, especialmente quando é mais crítica que reverente, mais ácida que edulcorante.

Rolou uma bela versão para "2001", o épico espacial-caipira que Tom Zé compôs junto com Rita Lee e foi celebrizado pelos Mutantes. Rolou uma linda versão "mais calminha" para "Menina Amanhã de Manhã", recentemente gravada em versão "pianinha" pela Mônica Salmaso, e que profetiza que "a felicidade que vai desabar sobre os homens". Rolou ainda zoeira pra cima do Papa (que pensou em virar macumbeiro depois de ouvir o batuque do Olodum...), discurso contra a indústria bélica norte-americana, tão metida a poderosa que às vezes caga em cima da ONU, dentre outras provocações.

Testemunhar Tom Zé é algo (além de muito divertido) profundamente revitalizante. Este "velhinho" tem mais pilha que muito adolescente. E mais inteligência que muito pHD ou doutor diplomado, apesar de sua aparência de mendigo. Acho até que ele merecia muito mais estar lá no Ministério da Cultura do que essa ministra toupeira que têm causado tanta polêmica neste início da Era Dilma. O problema é que Tom Zé sempre tratou com sarcasmo toda politicagem. Lembram o que ele recomenda que se faça com "regras e regulamentos", "escritórios e gravatas", "sessões solenes" e "usuras"? "Pegue, junte tudo / Passe vaselina / Enfie, soque, meta / No tanque de gasolina." Acho que ele prefere ser uma pulga na cueca dos poderosos do que um "integrado" a este sistemão neoliberal - que ele repudia e critica alegremente com as armas da rima e da melodia.

* * * * *

Conheça alguns discos do Tom Zé!
GRANDE LIQUIDAÇÃO (1968)
SE O CASO É CHORAR (1972)
TODOS OS OLHOS (1973)
ESTUDANDO O SAMBA (1976)
CORREIO DA ESTAÇÃO DO BRÁS (1978)
PARABELO (1997)

:: Doc bacana sobre Fanzineiros brasileiros... ::




Descobri aqui (valeu a dica, Diego Max!).

:: Celebre a Diversidade! ::


=)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

:: FDE-In-Extremis! (Mugo e Aurora) ::


"O Fora do Eixo ao Extremo é um sub-circuito criado com base na tecnologia do Circuito Fora do Eixo com o intuito de estruturar e dar vazão a bandas de estilos mais pesados como Hardcore, Punk, Metal e suas vertentes". Cada vez mais turbinado em Goiânia, o projeto FDE-ao-Extremo toma de assalto o Metrópolis neste sábado (30/04) para shows extremados com dois expoentes da música pesada goiana: Mugo e Aurora Rules.

Após a turnê Human Hate, que atravessou em 30 dias nada menos que 14 cidades (de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal), o Mugo [myspace] volta a quebrar tudo em sua terra natal, Goiânia Rock City (cidade e "cena" que a banda sempre faz questão de celebrar aonde quer que vá). A abertura fica a cargo do Aurora Rules, que recentemente fez uma das mais elogiadas e intensas apresentações no Grito Rock Goiânia, que a Fósforo Cultural organizou no fim-de-semana do Carnaval-2011. Prepare o pescoço pra muito headbangin' e não deixe de aparecer!



segunda-feira, 25 de abril de 2011

:: Rock'n'Roll Is Free (If You Want It) ::

:: um clássico latino-americano (leitura imprescindível!) ::



120 MILHÕES DE CRIANÇAS NO CENTRO DA TORMENTA

A divisão internacional do trabalho significa que alguns países se especializam em ganhar e outros em perder. Nossa comarca no mundo, que hoje chamamos América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se aventuraram pelos mares e lhe cravaram os dentes na garganta. Passaram-se os séculos e a América Latina aprimorou suas funções. Ela já não é o reino das maravilhas em que a realidade superava a fábula e a imaginação era humilhada pelos troféus da conquista, as jazidas de ouro e as montanhas de prata. Mas a região continua trabalhando como serviçal, continua existindo para satisfazer as necessidades alheias, como fonte e reserva de petróleo e ferro, de cobre e carne, frutas e café, matérias-primas e alimentos, destinados aos países ricos que, consumindo-os, ganham muito mais do que ganha a América Latina ao produzi-los. (...) Quanto mais liberdade se concede aos negócios, mais cárceres precisam ser construídos para aqueles que padecem com os negócios.

Do descobrimento aos nossos dias, tudo sempre se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal se acumulou e se acumula nos distantes centros do poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos. O modo de produção e a estrutura de classes de cada lugar foram sucessivamente determinados, do exterior, por sua incorporação à engrenagem universal do capitalismo. Para cada um se atribuiu uma função, sempre em benefício do desenvolvimento da metrópole estrangeira do momento, e se tornou infinita a cadeia de sucessivas dependências...

Para os que concebem a História como uma contenda, o atraso e a miséria da América Latina não são outra coisa senão o resultado de seu fracasso. Perdemos; outros ganharam. Mas aqueles que ganharam só puderam ganhar porque perdemos: a história do subdesenvolvimento da América Latina integra, como já foi dito, a história do desenvolvimento do capitalismo mundial. Nossa derrota esteve sempre implícita na vitória dos outros. Nossa riqueza sempre gerou nossa pobreza por nutrir a prosperidade alheia: os impérios e seus beleguins nativos. Na alquimia colonial e neocolonial o ouro se transfigura em sucata, os alimentos em veneno. Potosí, Zacatecas e Ouro Preto caíram de ponta-cabeça da grimpa de esplendores dos metais preciosos no fundo buraco dos socavões vazios, e a ruína foi o destino do pampa chileno do salitre e da floresta amazônica da borracha; o nordeste açucareiro do Brasil, as matas argentinas de quebrachos ou certos povoados petrolíferos do lago de Maracaibo têm dolorosas razões para acreditar na mortalidade das fortunas que a natureza dá e o imperialismo toma.

(...) São secretas as matanças da miséria na América Latina. A cada ano, silenciosamente, sem estrépito algum, explodem três bombas de Hiroshima sobre esses povos que têm o costume de sofrer de boca calada. Essa violência sistemática, não aparente, mas real, vem aumentando: seus crimes não são noticiados pelos diários populares, mas pelas estatísticas da FAO. George W. Ball escreve na Life que a impunidade ainda é possível porque os pobres não podem desencadear a guerra mundial, mas o império se preocupa: incapaz de multiplicar os pães, faz o possível para suprimir os comensais.

"Combata a pobreza, mate um mendigo", grafitou um mestre do humor negro num muro de La Paz. O que propõem os herdeiros de Malthus senão matar todos os futuros mendigos antes que nasçam? Robert McNamara, presidente do Banco Mundial que tinha sido presidente da Ford e Secretário da Defesa, afirma que a explosão demográfica constitui o maior obstáculo ao progresso da América Latina, e anuncia que o Banco Mundial, em seus empréstimos, dará preferência aos países que executarem planos de controle de natalidade. McNamara constata, com lástima, que o cérebro dos pobres pensa 25 por cento menos, e os tecnocratas do Banco Mundial (que já nasceram) fazem zumbir os computadores e geram intricados cálculos sobre as vantagens de não nascer. (...) Isto cumpre uma função bem definida: quer justificar a desigual destribuição de renda entre países e entre classes sociais, quer convencer os pobres de que a pobreza é a consequência dos filhos que não evitam e opor um dique ao avanço da fúria das massas em movimento e rebelião. (...) Na América Latina, é mais higiênico e eficaz matar guerrilheiros no útero do que nas montanhas ou nas ruas.

Diversas missões norte-americanas esterilizaram milhares de mulheres na Amazônia, embora seja esta a zona habitável mais deserta do planeta. Na maior parte dos países latino-americanos não sobra gente: falta. O Brasil tem 38 vezes menos habitantes por quilometro quadrado do que a Bélgica. O Paraguai, 49 vezes menos do que a Inglaterra; o Peru, 32 vezes menos do que o Japão. (...) O sistema se expressa numa linguagem surreal: propõe evitar os nascimentos nessas terras vazias, opina que faltam capitais em países onde os capitais estão sobrando e são desperdiçados, chama de "ajuda" a ortopedia deformante dos empréstimos e a drenagem de riquezas que os investimentos estrangeiros provocam, convoca os latifundiários para fazer a reforma agrária e a oligarquia para pôr em prática a justiça social.

(...) Neste livro, que quer oferecer uma história da rapinagem e, ao mesmo tempo, mostrar como funcionam os mecanismos atuais da espoliação, aparecem os conquistadores nas caravelas e, ali perto, os tecnocratas nos jatos; Hernán Cortez e os fuzileiros navais; os corregedores do reino e as missões do Fundo Monetário Internacional; os dividendos dos traficantes de escravos e os lucros da General Motors. Também os heróis derrotados e as revoluções de nossos dias, as infâmias e as esperanças mortas e ressurectas: os sacrifícios fecundos."

GALEANO. As Veias Abertas da América Latina. Ed. L&PM.
(Livro na íntegra em PDF.)

domingo, 24 de abril de 2011

:: RRRRáwk! :::


Hey povo! Aí vai uma coletinha rápida de barulheiras garageiras que andam me pirando, só pra testar esse tal de SoundCloud. As "nuvens sonoras" aparecem com cada vez mais frequência nos firmamentos da blogosfera e talvez comecem a figurar aqui no Depredas mais vezes, sempre que formos pôr na roda nossas bem-boladas "fitinhas" de prediletas da casa. Com o Soundcloud, ao invés de ser obrigado a baixar a mixtape inteira (que às vezes beira a "obesidade" dos 100 megabytes...), você pode ouvir cada uma das músicas em streaming e fazer download delas individualmente, se quiser. Confere aí e vê se funciona!


Garageiras Imundas Sortidas
by depredando

"...sentiu aquela marteladinha?"

:: El Sentipensante Galeano (crítico más celebrante!) ::



A razão quando vive solitária... gera monstros. Sou um senti-pensante, alguém que intenta atar a emoção e a razão. (...) Conto histórias críticas mas celebrantes. (...) O que mais me fascina na condição humana é sua diversidade. (...) Tudo o que escrevo é na tentativa de recuperação das cores do arco-íris terrestre. Eu creio que o arco-íris terrestre tem muito mais fulgores e cores que o arco-íris celeste. Mas estamos cegos e não o vemos."

* * * * *

"O poeta Antônio Machado, em um verso inolvidável, disse: 'agora qualquer néscio confunde valor e preço'. E este é um sistema em que todos nós temos um preço, e a partir dele se define nosso valor. Ou seja: é um sistema que mente, pois o valor não se mede pelo preço. As coisas mais valiosas podem ser gratuitas."

* * * * *

"A fome não é só fome de pão. Há também muita fome de abraço. Este é um mundo esfomeado de pão e abraço. E não seremos humanos, nem deveras democráticos, se não formos capazes de criar um mundo em que não haja fome nem de pão, nem de abraço."

 EDUARDO GALEANO

:: T Rex ::

T. REX (Biography)
by Stephen Thomas Erlewine
(AMG ALL Music Guide)


Initially a British folk-rock combo called Tyrannosaurus Rex, T. Rex was the primary force in glam rock, thanks to the creative direction of guitarist/vocalist Marc Bolan (born Marc Feld). Bolan created a deliberately trashy form of rock & roll that was proud of its own disposability. T. Rex's music borrowed the underlying sexuality of early rock & roll, adding dirty, simple grooves and fat distorted guitars, as well as an overarching folky/hippie spirituality that always came through the clearest on ballads. While most of his peers concentrated on making cohesive albums, Bolan kept the idea of a three-minute pop single alive in the early '70s. In Britain, he became a superstar, sparking a period of "T. Rextacy" among the pop audience with a series of Top Ten hits, including four number one singles. Over in America, the group only had one major hit -- the Top Ten "Bang a Gong (Get It On)" -- before disappearing from the charts in 1973. T. Rex's popularity in the U.K. didn't begin to waver until 1975, yet they retained a devoted following until Marc Bolan's death in 1977. Over the next two decades, Bolan emerged as a cult figure and the music of T. Rex has proven quite influential on hard rock, punk, new wave, and alternative rock.


Following a career as a teenage model, Marc Bolan began performing music professionally in 1965, releasing his first single, "The Wizard," on Decca Records. Bolan joined the psychedelic folk-rock combo John's Children in 1967, appearing on three unsuccessful singles before the group disbanded later that year. Following the breakup, he formed the folk duo Tyrannosaurus Rex with percussionist Steve Peregrine Took. The duo landed a record deal with a subsidiary of EMI in February 1968, recording their debut album with producer Tony Visconti. "Debora," the group's first single, peaked at number 34 in May of that year, and their debut album, My People Were Fair and Had Sky in Their Hair...But Now They're Content to Wear Stars on Their Brow, reached number 15 shortly afterward. The duo released their second album, Prophets, Seers & Sages, the Angels of the Ages, in November of 1968.

By this time, Tyrannosaurus Rex was building a sizable underground following, which helped Bolan's book of poetry, The Warlock of Love, enter the British best-seller charts. In the summer of 1969, the duo released their third album, Unicorn, as well as the single "King of the Rumbling Spires," the first Tyrannosaurus Rex song to feature an electric guitar. Following an unsuccessful American tour that fall, Took left the band and was replaced by Mickey Finn. The new duo's first single did not chart, yet their first album, 1970's A Beard of Stars, reached number 21.

The turning point in Bolan's career came in October of 1970, when he shortened the group's name to T. Rex and released "Ride a White Swan," a fuzz-drenched single driven by a rolling backbeat. "Ride a White Swan" became a major hit in the U.K., climbing all the way to number two. The band's next album, T. Rex, peaked at number 13 and stayed on the charts for six months. Encouraged by the results, Bolan expanded T. Rex to a full band, adding bassist Steve Currie and drummer Bill Legend (born Bill Fifield). The new lineup recorded "Hot Love," which spent six weeks at number one in early 1971. That summer, T. Rex released "Get It On" (retitled "Bang a Gong (Get It On)" in the U.S.), which became their second straight U.K. number one; the single would go on to be their biggest international hit, reaching number ten in the U.S. in 1972. Electric Warrior, the first album recorded by the full band, was released in the fall of 1971; it was number one for six weeks in Britain and cracked America's Top 40.

By now, "T. Rextacy" was in full swing in England, as the band had captured the imaginations of both teenagers and the media with its sequined, heavily made-up appearance; the image of Marc Bolan in a top hat, feather boa, and platform shoes, performing "Get It On" on the BBC became as famous as his music. At the beginning of 1972, T. Rex signed with EMI, setting up a distribution deal for Bolan's own T.Rex Wax Co. record label. "Telegram Sam," the group's first EMI single, became their third number one single.


"Metal Guru" also hit number one, spending four weeks at the top of the chart. The Slider, released in the summer of 1972, shot to number one upon its release, allegedly selling 100,000 copies in four days; the album was also T. Rex's most successful American release, reaching number 17. Appearing in the spring of 1973, Tanx was another Top Five hit for T. Rex; the singles "20th Century Boy" and "The Groover" soon followed it to the upper ranks of the charts. However, those singles would prove to be the band's last two Top Ten hits. In the summer of 1973, rhythm guitarist Jack Green joined the band, as did three backup vocalists, including the American soul singer Gloria Jones; Jones would soon become Bolan's girlfriend. At the beginning of 1974, drummer Bill Legend left the group and was replaced by Davy Lutton, as Jones became the group's keyboardist.

In early 1974, the single "Teenage Dream" was the first record to be released under the name Marc Bolan and T. Rex. The following album, Zinc Alloy and the Hidden Riders of Tomorrow, was the last Bolan recorded with Tony Visconti. Throughout the year, T. Rex's popularity rapidly declined -- by the time "Zip Gun Boogie" was released in November, it could only reach number 41. Finn and Green left the group at the end of the year, while keyboardist Dino Dins joined. The decline of T. Rex's popularity was confirmed when 1975's Bolan's Zip Gun failed to chart. Bolan took the rest of the year off, returning in the spring of 1976 with Futuristic Dragon, which peaked at number 50. Released in the summer of 1976, "I Love to Boogie," a disco-flavored three-chord thumper, became Bolan's last Top 20 hit.

Bolan released "Dandy in the Underworld" in the spring of 1977; it was a modest hit, peaking at number 26. While "The Soul of My Suit" reached number 42 on the charts, T. Rex's next two singles failed to chart. Sensing it was time for a change of direction, Bolan began expanding his horizons in August. In addition to contributing a weekly column for Record Mirror, he hosted his own variety television show, Marc. Featuring guest appearances by artists like David Bowie and Generation X, Marc helped restore Bolan's hip image. Signing with RCA Records, the guitarist formed a new band with bassist Herbie Flowers and drummer Tony Newman, yet he never was able to record with the group. While driving home from a London club with Bolan, Gloria Jones lost control of her car, smashing into a tree. Marc Bolan, riding in the passenger's seat of the car, was killed instantly.

While T. Rex's music was intended to be disposable, it has proven surprisingly influential over the years. Hard rock and heavy metal bands borrowed the group's image, as well as the pounding insistence of their guitars. Punk bands may have discarded the high heels, feather boas, and top hats, yet they adhered to the simple three-chord structures and pop aesthetics that made the band popular.



UNICORN (1969)
A BEARD OF STARS (1970)

terça-feira, 19 de abril de 2011

:: Fantásticas HQs Que Nunca Existiram ::

Bátima metalêro une-se a Lemmy e seus asseclas.

(Da série "pérolas do Facebook").

segunda-feira, 18 de abril de 2011

:: Guitarreiras Noventistas (mais Pirataria Gratuita) ::



hey macacada! largamos aí um punhado de ruidosos e empolgantes petardos noventistas, especialmente violências e barulheiras grunge, punk, noise, garage, riot grrrl... maomeno por aí. são discaços que recomendamos demais e lançamos aos mares turbulentos da baía pirata dentro de garrafas vazias de ypióca.

usufruam e disseminem à vontade!

(um viva à era do mp3! que tornou acessível a custos reduzidíssimos a riquíssima produção musical alternativa gringa, que outrora só era adquirível pelos cheios-da-bufunfa, clientes-de-ouro de importadoras..

provocação: o que os reaças chamam de "pirataria" e tentam destruir a golpes de conservadorismo é um sistemático ataque ao elitismo e aos privilégios daqueles que detêm o "capital cultural" de que fala o bordieu; "piratear" é copiar para compartilhar, clonar para que a cultura possa circular e para que todos possam se informar e se cultivar! é ou num é?)


JESUS LIZARD Goat (1991)

THE GITS Frenching the Bully (1992)

MAKERS Psychopatia Sexualis [1998]

MY BLOODY VALENTINE Loveless (1991)


BUILT TO SPILL Perfect From Now On [1997]


TEAM DRESCH Personal Best

FLAMING LIPS Transmissions From The Satellite Heart

FUGAZI Red Medicine (1995)

:: grafitti-vitral do banksy ::


sábado, 16 de abril de 2011

:: Noize #42 ::


Saiu a Noize #42! Destaques: entrevista com Marcelo Camelo, polêmica sobre o ECAD e o MinC, fotos do Lollapalooza no Chile, resenhas dos novos de Foo Fighters/Strokes/Fleet Foxes, dentre otras cositas más. Não deixem de conferir também as 41 edições passadas da revista, que tem distribuição gratuita e pode ser assinada pelo site oficial (você só paga as despesas postais: R$ 45 por 12 edições).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

<<< mixed bizness mixtape - #003 >>>

Capa do belo debut do Gloom (Goiânia-GO)

Na coleta de hoje, fiz uma seleta só de sons brazucas que ando curtindo, das épocas e gêneros mais variados (mais vale o ecletismo que a monotonia!): do blues com sabor de whisky dos Bêbados Habilidosos ao skacore coconut do Fusile; da versão tropicalista big-band de "Chega de Saudade" que o maestro Duprat orquestrou à uma ode buarquista ao malandro, "o barão da ralé"; do Móveis Coloniais em modo-Jorge Ben às Garotas Suecas emulando um bom e velho Tim Maia... Fiz questão de "relembrar" também algumas bandas e artistas hoje no ostracismo, mas que já fizeram muita coisa fina: caso do Karnak, que cobre de escárnio o "Universo Umbigo", e do Skuba, uma das mais simpáticas bandas de ska do Brasil. Tem ainda amostras de talentos ascendentes: o Gloom (que acaba de lançar seu belo debut via Monstro), o Maglore (banda baiana lançada pelo Compacto REC) e o Pó de Ser (projeto paralelo do Diego de Moraes). Além disso, Rodrigo Amarante canta belamente, com acompanhamento da Orquestra Imperial, a bacana balada "Obsessão" (que fica muito bem numa dobradinha com "Ereção") e o falecido maluco-beleza e poeta-de-primeira Sérgio Sampaio lança suas diatribes contra "polícia, bandido, cachorro e dentista" numa obra-prima lúdica. Espero que gostem!

PLAYLIST:

01. Pata De Elefante - Um olho no fósforo, outro na fagulha (4:13)
02. Móveis Coloniais de Acaju - Menina Moça (3:21)
03. Garotas Suecas - Tudo Bem (3:14)
04. Karnak - Universo Umbigo (4:01)
05. Skuba - Borracho (2:47)
06. Fusile - No Puedo Pagar (A Step Behind to Lose) (2:06)
07. Gloom - Tic Tac (2:46)
08. Orquestra Imperial - Obsessão (1:55)
09. Sérgio Sampaio - Polícia Bandido Cachorro Dentista (2:05)
10. Pó de Ser - De Repente (4:37)
11. Chico Buarque - O Malandro Nº2 (2:35)
12. Rogério Duprat - Chega De Saudade (2:28)
13. Maglore - Tão Além (2:51)
14. Bêbados Habilidosos - Whisky & Blues (6:51)

DOWNLOAD: http://www.mediafire.com/?dasvhba8k8f40tz

(Confira as mixtapes anteriores do Depredas: MB #001 - MB #002 - Grito Rock Goiânia - Bananada 2010 - Sôdade Matadera).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

<<< Graveyard (Suécia, 2011) >>>


- Socorro! Agora o Depredando entrou na onda do heavy metal nórdico?!?

Calma, leitor, que não é nada disso. O Graveyard tem nome metaleiro clichezento (que mania de Cemitério, Tumba e Podridão tem esse povo!) e vem lá da Suécia, antro onde o culto ao tinhoso corre solto a cargo de bandas-anticristo como Candlemass, Entombed, In Flames, Marduk, Hammerfall, Meshuggah e Arch Enemy (a mina de vocal mais truculento de toda a Escandinávia!). Lembro bem que minhas Rock Brigades e Roadie Crews, hoje pegando mofo no fundo da gaveta, não paravam de louvar as barulheiras do capeta que os cabeludos suecos exportavam. A pátria de Bergman, também neste quesito, mostra ser uma terra de contrastes, pois também de lá, em radical oposição aos blacks e death metaleiros, provêm muito popzinho inofensivo, bubblegum e feminil: Cardigans, Abba, Roxxete...


O Graveyard, banda da Nova Onda do rock sueco, foi uma grata surpresa para mim, que dei o primeiro play já com o sarcasmo preparado para disparar contra mais um bando de metidos a diabólicos urrando como ogros. Tive a boca calada --- e o entusiasmo despertado --- por um stoner rock primoroso que honra a escola Cream-Led Zeppelin-Deep Purple-AC/DC-Black Sabbath, pra falar dos clássicos, mas também os mais obscuros Blue Cheer e Mountain. Os vocais, bem mais interessantes que a média no mundo gutural ou falsetístico do rock pesado, chegam a lembrar Captain Beefheart, Robert Plant, Ian Gillian, John Garcia (Kyuss), até mesmo uma pitadinha de Janis...

Já o esperado virtuosismo técnico marca presença, mas sem punhetagens maçantes: com muita pegada e feeling, a banda fez neste Hisingon Blues um discaço de heavy-blues-rock-retrô, que põe os caras junto de outras bandaças dos últimos anos que enveredaram bonito por estas densas e barulhentas sendas: caso dos canadenses do Black Mountain e dos nossos Black Drawing Chalks.

Graveyard é peso e psicodelia, retrô e futurista, torpor e anfetamina... um discaço do novo rock sueco e uma das melhores bolachas de 2011. Depredem seus orelhões com este barulho fino!


[ 192kps - 90 mb - link na nossa comuna do facebook ]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

<<< Ninguém segura esse rojão (Coleção Chico da Abril, #03) >>>


Lançado em meio a uma tensa transição dos chamados "anos de chumbo" da ditadura militar para uma atmosfera política um pouco mais respirável, Meus Caros Amigos foi o último dos discos de Chico Buarque a enfrentar problemas com a censura. Tanto a crítica quanto o público consideram-no um dos trabalhos mais fecundos da carreira do compositor. Com ele, Chico tornou-se uma unanimidade nacional.

Entre suas faixas figuram algumas das composições mais marcantes da carreira do autor: "Olhos nos Olhos", uma de suas mais tocantes incursões pelo universo feminino, e a faixa-título "Meu Caro Amigo", que consolidou sua parceria com Francis Hime. A canção mais emblemática do disco, porém, é "O Que Será". No cenário político volátil de 1976, ela se transformou numa espécie de senha para que muitos brasileiros se engajassem na luta pela volta das liberdades democráticas.

Quando seu 13º LP, Meus Caros Amigos, chegou às lojas em dezembro de 1976, Chico Buarquue fechou um ciclo criativo em sua vida. Tanto pessoal quanto criativa. No ano anterior, Chico decidira abandonar os shows. Exceto raríssimas aparições ou canjas ocasionais, ele só pisaria novamente num palco, como cantor, 12 anos mais tarde. (...) Manteve-se, ao longo de 1976, numa espécie de recolhimento voluntário. Além de sua notória aversão Às apresentações em público, ele temia ser transformado num símbolo da luta contra a ditadura ou ser tragado pela voracidade da indústria fonográfica. Paradoxalmente, com o lançamento de Meus Caros Amigos, esse Chico que se afastara do público tornou-se mais popular e querido do que nunca. O disco fez um sucesso tremendo.

Seu tom despojado, finamente irônico e de uma confiança contagiante no futuro retratava muito bem o Brasil - um país que, apesar de ainda sufocado pela ditadura, começava a flertar com o estado de direito. Meus Caros Amigos foi um fenômeno de vendas nesse cenário. Algumas de suas canções, como "Olhos nos Olhos" e "Vai Trabalhar, Vagabundo" tocavam incessantemente nas rádios. Foi outra obra de Chico, porém, de rara beleza poética, que se propagou feito um hino. A empolgante "O Que Será (Flor da Terra)" catalisou, de maneira quase profética, o descontentamento e o desejo difuso por mudanças que começava a conquistar o coração dos brasileiros.

Apesar das ainda tímidas promessas de redemocratização feitas pelo general-presidente Ernesto Geisel, o Brasil vivia então aos solavancos. Tais acenos, aliás, tiveram um duplo efeito. Injetaram, decerto, uma dose de ânimo no espírito dos que se opunham ao regime. Por outro lado, no entanto, elas semearam descontentamento e reações da chamada linha-dura das Forças Armadas, uma facção truculenta liderada pelo próprio Ministro do Exército de Geisel, general Sylvio Frota. A queda de braço entre os dois persisttiu até 12 de outubro do ano seguinte, quando Geisel enfim exonerou o auxiliar. Esse fato delimita a passagem dos chamados "anos de chumbo" para um período um tanto mais brando. A palavra distensão tornou-se um mantra desses dias carregados de ambiguidade.

Até que o projeto de abertura enfim se impusesse, o clima ainda esquentaria muito no Brasil. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades civis foram alvos de atentados a bomba. Levas de deputados oposicionistas, como Marcelo Gato, Lysâneas Maciel e Jorge Miranda, tiveram seus mandatos e direitos políticos cassados. Por fim, duas mortes repulsivas expuseram as entranhas do regime: o jornalista Vladimir Herzog, diretor da TV Cultura (encontrado enforcado numa cela do DOI-CODI em São Paulo), e do operário metalúrgico Manuel Fiel Filho (morto nas mesmas instalações do DOI-CODI). O episódio causou a primeira séria fissura na até então monolítica ditadura.

O governo militar mal conseguia disfarçar seus primeiros sinais de fadiga. Abatido pelas sucessivas crises mundiais do petróleo, apegara-se a um nacionalismo infantil. Seu modelo de desenvolvimento isolava cada vez mas o Brasil, com medidas como as reservas de mercado, a política de substituição de importações... Agravando o cenário, a inflação ameaçava fugir do controle, e inúmeros escândalos na administração pública passaram a ser denunciados pela imprensa, cujos principais veículos, como a Veja e O Estado de São Paulo, haviam sido recém-liberados da censura prévia.

O Brasil descobriu então uma nova palavra: mordomia. Abusos e irregularidades eram frequentes na administração. Todos esses fatores, somados, foram responsáveis pela corrosão crescente da confiança popular na ditadura e por uma esperança crescente nas reformas democráticas. Foi esse misto de desencanto e confiança no futuro que o LP Meus Caros Amigos captou com extrema sensibilidade. Nele estão as duas faces do brasil da época. A da ditadura ainda desenvolta, tão bem expressa no verso "mas o que eu quero lhe dizer é que a coisa aqui tá preta", e a desconcertante certeza de que os dias de desmando estavam contados, uma visão expressa ao longo de toda a letra de "O Que Será": "O que será que será / Que andam suspirando pelas alvocas / Que andam sussurrando em versos e trovas/ Que andam combinando no breu das tocas". Chico, em sua profunda intuição poética, fizera, em forma de canção, uma "Polaroid" da história brasileira.


Boa parte de suas 10 canções foi produzida sob encomenda. A melancólica "Basta Um Dia" integra a trilha da peça Gota D'Água. "Mulheres de Atenas" que situa em sua terra natal as recorrentes Penélopes criadas por Chico, foi tema de uma peça homônima escrita pelo dramaturgo Augusto Boal. O próprio Boal, aliás, que vivia então em Lisboa, é o real destinatário da letra do irressitível chorinho "Meu Caro Amigo". Tanto esta quanto a pré-ecológica "Passaredo" e a singela "Noiva da Cidade" (tema de um filme homônimo de Alex Viany) foram compostas em dobradinha com Francis Hime, seu mais assíduo parceiro à época. A divertida "Vai Trabalhar Vagabundo" também se destinava ao cinema: foi composta como tema para o filme homônimo de Hugo Carvana, grande amigo de Chico.

Foram duas, no entanto, as canções de Meus Caros Amigos que tomaram de assalto as rádios e os corações dos brasileiros. A primeira foi "Olho nos Olhos", que Chico compôes após ter passado uma tarde no hospital com Paulo Pontes. O posto mais alto no pódio do disco, porém, coube de cara à magnífica "O Que Será", composta para o filme Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto. Hoje, passados tantos anos, ela pode até ter perdido uma parcela de seu impacto. Sua eloquência e requinte poético, porém, mantêm-se inalterados. Foi com seus versos espiralados que Chico convenceu muita gente de que já era mais do que hora de se começar a mudar o Brasil.


(A Coleção Chico da Abril está despejando nas bancas de jornal, a 15 pilas reais, 20 álbuns cruciais, com encarte luxuoso, contendo ótimas fotos e reportagens, que esmiuçam a vasta e rica obra de Chico Buarque de Hollanda. O Depredando, que quer compartilhar com a galera que por aqui aporta o que de melhor se escreve e pensa sobre música por aí, além de tornar acessível as próprias obras, tomou a liberdade de reproduzir acima uma parte do texto do volume #03 da coleção, com reportagem de Ruth Barros e edição de José Ruy Gandra. Aproveitem e disseminem!)


CHICO BUARQUE Meus Caros Amigos [1976]