domingo, 30 de maio de 2010

:: especial BANANADA... parte 4 ::


:: PRA MACACO ALGUM BOTAR DEFEITO ::

"Ao contrário do que gosta de pensar a maioria dos nossos deslumbrados visitantes casuais, acostumada a desembarcar em Goiânia somente na época dos principais festivais, o rock da cidade não é exclusividade das bandas interessadas em distorção, cerveja e... “atitude”. É claro que a popularidade local do garage-rock legitima a fama de que gozamos em outras praças, mas um olhar atento revela muito mais abaixo dessa superfície caótica e barulhenta..." --- HÍGOR COUTINHO, Gyn Rock News

O visitante casual que despenca em Goiânia desavisado, munido só do preconceito babaca de que está "na Terra do Sertanojo", onde "todo mundo" só ouve Zezé di Camargo e Bruno & Marrone, é capaz de se chocar com esta "caótica" e "barulhenta" explosão de "garage-rock" de que fala Higor Coutinho. E garage-rock daquele tipo que é tocado pra tentar explodir a garagem de tanto fazer barulho, fodendo com os tímpanos dos vizinhos e da polícia junto. Daquele tipo que gera no público, em um "mísero" show, uma perda auditiva equivalente à de meter a orelha ao lado de uma britadeira por cerca de uma semana, no stop.

O Goiânia Noise não se chama noise à toa, podem crer: aquilo faz um barulho dos infernos! E até a Wikipedia anda dizendo: "hoje é o maior festival do rock independente do Brasil." E o Bananada, o irmão caçula do Noise, não é menos ruidoso que seu irmão três anos mais velho, e também já recebeu honrarias condignas, como ser eleito pela revista Bravo! o melhor festival de música do país.

Numa cidade que é séria candidata a uma das metrópoles brasileiras mais judiadas pela poluição sonora, o rock que vem se erguendo dos porões e garagens de Goiânia é também poluído, nervoso, catártico, enérgico, cheio de músicas sobre "ódio e vontade de morrer", como cantam os veteranos dos Mechanics (mais de 15 anos na estrada), ou sobre bebedeiras e baladas homéricas e temerárias, repletas de razões para o super-ego se envergonhar, como o hedonismo deslavado dos Black Drawing Chalks nos leva a imaginar.

Mechanics

Desde os anos 90, quando nasceram os seminais MQN, Hang The Supertars e os já citados Mechanics [entrevista], em paralelo com a Monstro Discos, o rock goiano já mostrava uma predileção especial pela distorção e pela sujeira. Levada a tamanho extremo que o muitas vezes parecia ficar a um pulo do metal, ainda que mantivesse um pé no punk e outro no grunge.

De Porto Alegre até surgiram tendências semelhantes, com o Walverdes tentando ser o Nirvana gaúcho, tchê, ou com o Cachorro Grande emulando o The Who e os Kinks. E Sampa também teve seu momento de glória imunda no auge do Thee Butchers Orchestra e Forgotten Boys, que faziam aqueles shows de lavar nossos ossos naqueles pubs fedorentos e horríveis que a gente frequentava na facul, nas quebradas do interior paulista...

E decerto que de aqui e acolá acabam sempre pipocando alguns bons exemplos deste rockão garageiro puído (ou bad ass rock'n'roll, como diria o Fabrício Nobre), tal como o Amp, lá de Recife, mas somente em Goiânia esta tendência, me parece, se organizou em "cena". Além dos grupos  já tão sólidos e consolidados liderados por Nobre e Márcio "Mechanics" Jr, que prosseguem firmes com bandas já em sua segunda década de vida, a cidade hoje pulsa ainda com Bang Bang Babies, Hellbenders, Rockefellers [myspace], Johnny Suxxx & The Fucking Boys, Motherfish, Vícios da Era, Mugo, Diego de Moraes & o Sindicato, Demosonic, Gloom, Black Queen, Space Monkeys, Ultra Vespa, dentre outros...


Neste cenário é inegável que são os Black Drawing Chalks [G1, Rolling Stone, Nagulha, Recife Rock, ...] uma das bandas locais que mais estão "bombando", a ponto de já soar estúpido aos meus ouvidos alguém que define os Chalks como uma "banda local". Eles já estão bem maiores que Goiânia, ainda que pareçam muito fiéis à cidade-mãe. Foram eles os grandes headliners do Bananada deste ano, fechando a noite de Sábado (o fecho da véspera tinha ficado à cargo do Violins [2], já veterana e cultuada banda indie nacional, o mais próximo que temos dum Joy Division, eu diria).

E os Chalks não fizeram feio em mais um showzaço, com uma performance previsivelmente regada a riffões de hard-rock, cabelos ao vento molhados de cerveja e headbanging por todo lado. Mais pra Hellacopters que pra Guns'n'Roses (cujo show abriram na última passagem de Axl Rose e sua trupe pelo Brasil, agora em 2010), o som dos caras é inegavelmente poderoso, intenso e tocado com uma empolgação contagiante, infecciosa. São músicos do caralho, com uma química coletiva incomum de ver em qualquer banda por aí, nacional ou gringa.


Agindo ao modo galopante, just-for-fun, dum AC/DC, dum Kiss, do velho Aerosmith, ou mesmo dum Spinal Tap, a banda ao mesmo tempo traz elementos proto-punk, bem Radio Birdman e Stooges [2] circa-Funhouse, e demonstra ainda um certo tropismo pelo stoner (que se escancara também no design visual classudo de todo o material da banda, que parece homenagem à estética do Queens Of The Stone Age circa-Songs For The Deaf). Que as letras recheadas dum hedonismo beberrão batido não tragam nada de novo não impede em nada --- talvez só apimente --- a diversão geral.

Sem o mínimo grão de regionalismo, sotaque do sertão ou flerte com ritmos ou melodias abrasileiradas, o Black Drawing Chalks soa um pouco como uma banda feita para exportação, "de Goiânia para o mundo". A produção classuda do disco, o inglês perfeito e  a estética americanizada certamente deixam a banda com um "potencial comercial" que não se iguala por nenhuma outra banda da cidade, e por poucas (ou nenhuma) no Brasil de hoje, --- ainda que isto possa ser visto pelos  mais radicais mais como um perigo ou um vício (o "estrelismo") do que como uma virtude confiável. O fato é que não é nada temerário apostar que os Chalks tem plenas condições de terem seus dois primeiros álbuns lançadas na gringa (estão prestes a partir, aliás, numa turnê pela Argentina). ou mesmo conseguir, para os futuros discos, uma distribuição internacional que os coloque na trilha da ruidosa repercussão de Krisiun, Angra ou Sepultura, lá fora, mas desta vez mais no gênero do garage-rock que no do metal. 

Os detratores podem até ralhar que os Chalks são uns "americanizados", que seu rock é "prosaico" ou que eles levam mais a sério a famigerada "atitude" do que aquela exigência-de-crítico-de-música-mala conhecida como "expressão artística". Mas nada disso impede que Life Is a Big Holiday For Us seja um disco fodaço de hard-rock brasileiro, pulsante e apaixonado, talvez um dos melhores da história deste subgênero neste país tão fraco nesse quesito (pois cadê nosso AC/DC?!?!). Já "My Favorite Way" virou um "hitzão underground" inegável, até mesmo com suas incursões no mainstream (tendo sido indicado a clipe do ano num V.M.B. da M.T.V. recente). E tudo indica que o Black Drawing Chalks é um foguete em ascensão, que sobe soltando fogo pelas ventas e fazendo um barulho bom pra diabo, daqueles cujo terremoto parece ter a força para arrancar da letargia uma cidade inteira.



:: DOWLOAD
DOS ÁLBUNS COMPLETOS ::

"Life Is a Big Holiday For Us" (2009)
http://www.mediafire.com/?gnnznwcnmyh


"Big Deal" (2007)
http://www.mediafire.com/?tuvzo4zt3o4



sexta-feira, 28 de maio de 2010

:: Especial BANANADA - parte 3 ::

Mais dois destaques bananosos dignos de menção:


O Comma, apesar deste nome viril que me deixou imaginando que eu seria violentado por um thrash-metal ou um hardcore, é na verdade um duo de garotas paulistanas que faz um indie-folk minimalista que não pretende levar ninguém a um estado de coma (o nome de batismo se refere, na verdade, à palavra "vírgula" em inglês).

Só na base do violão e da batera, as moças fizeram um dos shows mais sussa do festival, o que não impediu de agradarem bastante ao público --- principalmente o masculino, diga-se de passagem. Não faltaram lamentos dos homens babantes ali presentes quanto à opção sexual da Mimi Lamers, a bela vocalista da banda, que (era pelo menos o que comentava-se, não sei se com base em fatos ou fofocas...) não dá muita bola pra quem tem cromossomos XY.

Bem: talvez elas se sintam ofendidas com a comparação, não sei, mas o Comma me soou como algo que vai meio que na "ondinha Mallu Magalhães" (que, quem diria, antes dos 18 anos já tá "fazendo escola"!). Tal como a Srta. Camelo, as moças do Comma andam estrelando vinhetas da MTV --- e inclusive já tiveram uma Brasília 76 turbinada no Pump My Ride e que transformou-se no "Commamóvel", como relata a matéria do Dykerama. Recentemente soltaram o CD de estréia, Monkey, que vale uma conferida.


* * * *
Direto de Santiago, no Chile, o La Hell Gang foi a única atração gringa do Bananada 2010. Apesar da recepção morna do público, que parecia aguardar com ansiedade impaciente os headliners do Sabadão, o Black Drawing Chalks, os moleques chilenos, todos abaixo dos 20 anos de idade, mandaram muito bem no que eu chamaria de "garage-rock introspectivo".


O talentoso guitarrista-e-vocalista Cábala praticamente não abriu os olhos durante o show inteiro --- e não parecia ser exatamente por timidez, mas sim por uma intensa concentração íntima nos solos cheios de feeling com que presenteou os amantes de guitarrismos.

Fiquei com uma ótima impressão da música da banda, ainda que tenha se escancarado o quanto eles deixam a desejar em matéria de "presença de palco" e "espetaculosidade" em comparação com bandas de Goiânia como os Chalks ou o Johnny Suxx & The Fucking Boys, que levam muito a sério o conceito de hard rock'n'roll de arena, cheio de pirotecnias e grandiosidades.

Cito abaixo uma descrição da La Hell Gang que achei supimpa, feita aliás num espanhol muito charmoso, que achei numa matéria da revista Super-45:
"Movilizados por la acidez sicodélica y el rock garajero, La Hell Gang se asoma como una de las nuevas bandas que de a poco comienzan a remecer la escena rockera santiaguina. Con un formato de power trío - todos menores de veinte años- que funciona desde la constancia hipnótica provocada por el bajo y la batería, dejan el justo espacio para que la profundidad de la guitarra alcance su temple de psicodelia impresionista. Con esta fórmula, ya se han hecho notar en sesiones guiadas por pasajes que equilibran la espacialidad lisérgica de Spacemen 3, el blues explosivo de Jimi Hendrix y la informalidad de canciones que provocan un refrescante desboque de electricidad en todas sus formas."



:: Especial BANANADA - parte 2 ::



:: A LÍNGUA MATERNA AINDA AMAMENTA ::

Na psicodelia, no brit-rock ou no power-pop, as letras em português ainda sobrevivem

Se não faltam bandas desencanando dos vocais e embarcando na onda montante do róque instrumental, uma tendência paralela também se mostra forte: a tentativa de fazer rock'n'roll nos moldes americano ou britânico com letras em português, muitas vezes ambiciosas e poéticas. São bandas que recusam a tese da obsolescência da voz (e da palavra) para a comunicação na música ao mesmo tempo que procuram não se submeter ao imperialismo cultural reinante, negando-se a fazer algo que é mero xerox do que bandas gringas já fizeram.

Se não faltam bandas desencanando dos vocais e embarcando na onda montante do róque instrumental, uma tendência paralela também se mostra forte: a tentativa de fazer rock'n'roll nos moldes americano ou britânico com letras em português, muitas vezes ambiciosas e poéticas. São bandas que recusam a tese da obsolescência da voz (e da palavra) para a comunicação na música ao mesmo tempo que procuram não se submeter ao imperialismo cultural reinante, fazendo algo que é xerox do que bandas gringas já fizeram.

Três bandas novas-em-folha que conheci através do Bananada 2010 me causaram uma boa impressão, cada uma à sua maneira, dentre esta turma do "róque em português" que nada tem de "regionalista", mas que já nasce com cara de "globalizado".

O Nublado, lá de João Pessoa (PB), tem uma sensibilidade melódica brit-pop que remete ao primeiro Radiohead ou ao Muse, unida a sonoridade guitarrenta que não fica longe dum Ride ou My Bloody Valentine. O vocal de Fábio Vianna, pelo menos ao vivo, me pareceu uma tentativa de atingir algo à la Rodrigo Amarante, como se o Nublado fosse um projeto paralelo do hermano que tentasse recriar The Bends numa roupagem mais brazuca.


Vale frisar o heroísmo fudido das duas bandas da Paraíba que foram à Goiânia para o Bananada, o Nublado e o Sex on The Beach, que pegaram estrada juntas numa van, saindo na segunda-feira e chegando na quinta-feira de madrugada! É preciso muita paixão pela música e muito respeito pela cena independente pra encarar uma epopéia dessas, o que, por si só, já merece muitos parabéns. E é também um grande tributo prestado à relevância do festival que bandas de locais tão distantes aceitem passar por todo um road movie para tocarem por meia-hora frente ao público desconhecido. E isto não é tão raro quanto se pensa: poucas semanas atrás, quando os gaúchos do Superguidis passaram por Goiânia pela 3a ou 4a vez, lembraram de como tinham sofrido na primeira viagem de busão para a cidade, em que gastaram cerca de 36 horas (!!!) de estrada. Um bagulho nada menos que HERÓICO!


Quem também veio de muito longe foi o Plástico Lunar [entrevista]. Esta bandaça de Aracaju (SE) consegue manter vivo no róque brazuca o espírito psicodélico e lúdico dos Mutantes sem soar retrô ou reaça em nenhum acorde. Pelo contrário: me parecem uma banda altamente "futurista", exploradora dos limites sônicos como um astronauta chapado de ácido. Apesar de idolatrarem só a aquela Geração de Ouro das antigas --- Beatles, Stones, Cream, Kinks, Dylan, Hendrix, Floyd, Barrett, Arnaldo... --- o Plástico Lunar parece ter seus olhos voltados para o futuro, numa tentativa de renovar e recriar estas sublimes influências numa sonzeira que alguns chamam de "prog-psicodelia" brasileira. O Cidadão Instigado que se cuide... porque tem gente muito boa querendo arrancar da banda de Catatau o cetro de "pivô" da atual cena psicodélica-guitarrenta nacional!


Lá do Paraná veio o também sensacional Nevilton [site oficial], que fez o show que eu particularmente achei o mais fóda do Bananada 2010. Esbanjando carisma, simpatia e energia, o paranaense "com nome de remédio" nos presenteou com 30 minutos de música dos mais memoráveis de que me lembro. Fiquei um pouco com a impressão de que o cara é uma espécie de herdeiro de Marcelo Camelo ou de Wado, dois dos maiores talentos da música brasileira atual, mas que possui no palco um entusiasmo rocker cabuloso que contrasta com a "sussidão" dos supracitados. A carreira solo do ex-Glaforréia Xilarmônica Frank Jorge também é uma referência que veio à mente. Mas seu som, uma espécie de power-pop classudo, com letrinhas bonitas e "de bom coração", sem falar nuns riffs de guitarra muito marcantes, também me trouxe à mente ótimas bandas gringas dos últimos tempos, como o The Shins e o New Pornographers.


O show foi tão empolgante, e os PULOS de Nevilton e do baixista foram tão sensacionais, que deu ao público ganas de gritar, ao modo de Paulo Bonfá narrando os feitos de "Clééééston!", um similar esgoelamento retardado... "Nevííííílton!!!!"


(Tem mais logo mais.)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

:: Especial BANANADA - parte 1 ::



:: A OBSOLESCÊNCIA DA VOZ ::
- Bandas instrumentais fazem bonito no Bananada 2010 -

O róque instrumental vive um momento régio no cenário brazuca, como provam a profusão de bandas sem-vocais ducaralho já consolidadas ou que tem despontado: Macaco Bong (MT), Pata de Elefante (RS), Hurtmold (SP), The Dead Rocks (SP), Banalizando (SP), Burro Morto (PB), Fantasmagore (RJ), dentre outros.

O Bananada 2010 trouxe plena confirmação desta tendência com apresentações fuderosas de algumas bandas que vêm se somar a esta já respeitabilíssima companhia. É o caso do Caldo de Piaba, que vem lá do Acre --- um estado que, destroçando os preconceitos babacas de nós aqui do centro-sul, vem nos ofertando belas pepitas sônicas: é daquelas longínquas plagas que vêm também os Los Porongas, que nós aqui do Depredas adoramos.

"Diz uma expressão popular que Caldo de Piaba é um caldo ralinho, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no Acre, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen. Outros informam que se trata de uma iguaria afrodisíaca.

Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo."
O power-trio apresentou seus grooves e batuques em Goiânia deixando excelente impressão, inclusive sendo "eleitos" pelo pessoal do Gyn Rock News, um dos blog mais responsa da cena goiana, como "a visita mais agradável". Abaixo, segue um vídeo dos caras tocando "I Want You" dos Beatles, com direito a "coralzinho" do público; o que começa como uma fidelíssima reprodução da original logo vira uma hetedoroxa desconstrução e reinvenção. Foda!



A surf-music, outro gênero tradicional para instrumentalidades cabulosas que dispensam vocalista, também esteve muitíssimo bem-representada pelos paraibanos do Sex On The Beach [myspace]. O trio mandou bala de um jeito a deixar Dick Dale e Link Wray orgulhosos e, no vídeo abaixo, são mostrados a "zoar" com ritmos regionais, como o baião, antes de cair naquela crááássica musiqueta do Pulp Fiction. E daí seguem surfando por outras loucas ondas...





Também do Nordeste, desta vez de Natal (RN), rolou o quinteto Camarones Orquestra Guitarrística [que tem um myspace pra lá de fita!]. A molecada é ambiciosa e "sofisticada", musical e visualmente, e junta elementos de hard-rock, surf, indie, electro e música de cartoon e vídeo-game. Apesar de alguns problemas técnicos que zicaram um pouco o show, exigindo a troca de guitarras, a banda, apesar duma certa insegurança, mostrou ser muito promissora. Tenho que confessar que achei a galerinha meio "estrelinha" e espetaculosa demais, mas isto talvez seja um fator que dê uma força pra banda estourar numa amplitude maior do que outros grupos instrumentais, que me soam mais "low-key" e humildes. Ah, e tenho que frisar!: a guitarrista-base, que é um pêssego, vestia uma roupinha do White Stripes que a faz merecedora de vestuário feminil mais firmeza do Bananada 2010...



E logo mais tem mais!

terça-feira, 25 de maio de 2010

:: BANANADA 2010... aperitivo! ::


Ééé: no último findi a macacada encheu a pança de banana sônica em Goiânia. Enquanto vou preparando um matérião relatando como foi minha Experiência no Bananada 2010, deixo ae um suculento aperitivo: um vídeo da galera do Vendo 147, rock'n'roll instrumental e com-duas-bateras lá de Salvador, banda que levou o público a um dos pogos mais esporrentos do festival com um medleyzão que juntou uns Black Sabbath, uns AC/DC e adivinhem mais o quê... Em breve, vêm ae mais uma dúzia de vídeos, fotos e textos sobre o Bananal!



DOWNLOAD DO EP DE ESTRÉIA:
http://www.mediafire.com/?bmtrmndzrl1

domingo, 23 de maio de 2010

:: STONE TEMPLE PILOTS ::


"STONE TEMPLE PILOTS (2010)"

:: O mito do eterno retorno ::

Marcado pela confluência de todas as décadas marcantes ever, os anos 00 tem aquela coisa meio de um pouco de tudo, um pouco de nada. Há bandas que soam como as dos anos 60, 70, 80, 90 e até como as dos anos 00. Há diferença entre os riffs vintage de nosso amigo Jack White e os genuínos blueseiros dos anos 30 e 40 que ele tanto tenta reverenciar? Essa depredadora aqui acredita muito nisso. Daí a diferença entre a volta atual de grupos que trazem elementos dos anos 90 e uma banda que ressurge dessa mesma época e traz algo realmente decente, não um arremedo de um revival. Sim, estamos falando dos Stone Temple Pilots e seu mais novo álbum, que merecidamente leva o nome da própria banda.

Entre o rock cru de “Core” – do qual saiu a multiplatinada “ Plush”, essa sim considerada um arremedo do grunge das paradas da época - e “Purple” e a liberação musical-sexual de “Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop”, o STP se firmou como uma das grandes bandas dos anos 90. “Creep”, “Wicked Garden”, “Sex Type Thing” e outras pérolas marcaram toda uma geração MTV de camisas de flanela. Apesar de não terminar a década nada bem, com o lançamento dos pouco expressivos “N.o 4” e “Shangri-Laa Dee Daa” , há no grupo elementos essenciais para considerar ouvir esse álbum do grande retorno: riffs de um bom hard rock, a urgência simplista do grunge e, ao mesmo tempo, melodias cantaroláveis que aproximam a sonoridade de um pop bem do decente.

Dê ao Stone, portanto, o benefício da dúvida e o depredador-ouvinte poderá comprovar que o retorno caiu muito bem. Há belos solos e riffs muito bem colocados, como no caso de “Hikory Dichotomy” e “Hazy Daze”; baladas roqueiras redentoras como “Dare If You Dare” e “Maver”; bom expoentes do mais puro grunge (se é que isso existe, rá) e sua escalda de acordes dissonantes, como “Take A Load Off” e “Between the Lines” – essa, com um declarado flerte à sonoridade de “Tiny Music...”

Parece, já nas primeiras ouvidas, uma das grandes surpresas do ano. Pra mim, especialmente, há um elemento “prova dos nove” essencial nesse “Stone Temple Pilots”: desde que coloquei os fones nele a primeira vez, não consegui mais parar de ouvir.

E olha que o álbum nem saiu: http://migre.me/HEFg

quinta-feira, 20 de maio de 2010

domingo, 16 de maio de 2010

:: Depredando a Virada ::


:: DEPREDADOS PELA VIRADA ::
- Eduardo Carli -


Ééé: depredamos a Virada! Ou melhor: considerando que padecemos com uma isoporzada na cabeça, um semi-esmagamento contra um poste de luz, uns 30 e poucos pisões no pé e cotoveladas, uns busão lata-de-sardinha e umas ruas fedendo a mijo, foi a Virada quem nos depredou. E agora este pobre jornalista, de ossos moídos e ressaqueado, que mal consegue ficar de pé tamanho o cansaço de suas batatas-da-perna (aliás judiadas por altas "paulistinhas"... que poético!), vem aqui relatar o que pôde conferir do mega-evento paulistano antes de pedir arrego.

É opinião que compartilho com muitos amigos com quem troquei idéia sobre o assunto que a Virada vem se tornando a cada ano mais insuportável. E isso por causa da muvuca extrema que causa alguns dos desconfortos de que me queixei no parágrafo acima, que deixa algumas ruas completamente intransitáveis e faz certos shows só serem visíveis de tão longe que mais vale levar pro Centrão um binóculo ou telescópio. (O que não é boa idéia, pois seriam na certa roubados.)


Relógio da Júlio Prestes + sereia voadora

É claro que o evento é, idealmente, uma  digníssima "celebração da diversidade cultural" na maior metrópole da América Latina, em que ocorrem numa louca simultaneidade borbotões de atrações de música, teatro, cinema, dança, circo e o escambau. "Idealmente...". Porque, na real, a Virada, e me perdoem por me tornar agora um chatonildo reaça, tá virando uma coisa irritante, beirando o intolerável.

Primeiro pelos milhares que vão lá só pra encher a cara até desmaiar, enquanto berram pelas ruas como ogros. Isto torna o Centro, durante a Madrugada, uma espécie de cenário de guerra em que a gente anda desviando dos que capotaram de coma alcóolico, dos que estão vomitando na sarjeta e dos bebuns que vêm em nossa direção trançando os pés e parecendo trens desgovernados. Longe de mim ser um moralistinha que fica criticando o alcoolismo dos outros (também curto uns drinks e um "barato etílico", sem dúvida!), mas os abusos extremos que a galerinha atinge em dia de Virada deixa de ser algo divertido de assistir e passa a ser triste...

Com um pouco de sorte, caminhando pela Virada, não somos atropelados pelas ambulâncias frenéticas ou pelos carros de polícia --- profissionais que tem seu trabalho deduplicado durante este findi. Volto a dizer: eu não tenho nada contra a alegria e o "curtir a vida", longe disso, mas tenho que confessar que a Virada me faz achar que milhares de jovens de São Paulo só sabem se divertir na base dum hedonismo retardado, imbecilóide, alienado, que pouco ou nada tem a ver com sugestões de modificação comportamental e cultural conscientes como aquelas que nos deram a geração Woodstock, punk, Madchester e por aí vai...

E mais: a Virada é também "estragada", pra mim, pelos contrastes sociais gritantes da megalópole, e que se tornam bem mais óbvios numa ocasião destas, quando as multidões caminham semi-tranquilas pela "boca-do-lixo", pela Crackolândia, pelas "quebradas" mais trash do velho Centro. Só não vê quem não quer que o centro de São Paulo testemunha que há um abismo entre classes tão grotesco, uma desigualdade social tão extrema, que faz desta cidade, imagino, uma das mais desiguais e injustas do planeta Terra. E o mais chocante é que estamos todo tão familiarizados com isso que tudo passou a ser "normal": tropeça-se no colchãozinho do mendigo estendido no meio do passeio público e segue-se o caminho como se se tivesse trombado com um vira-lata pulguento que não merece nem um pedido de desculpas.

E me fica um sabor amargo na boca quando me lembro de vários artistas gringos, inebriados pelas salvas de palmas que recebem duma multidão de 50.000 pessoas pra cima, que ficam massageando nosso ego ao gritarem "We Love You, São Paulo!" E que a prefeitura do município, junto com a Secretaria de Cultura, intenta mesmo oferecer aos paulistanos algo que os torne "felizes e contentes" por viverem nesta cidade.É uma espécie de Política do Pão & Circo, só que com muito mais circo do que pão. Porque esta cidade é explicitamente um tenebroso pesadelo para milhares de homens, mulheres e crianças maltrapilhos e esfomeados, muitas vezes com crack na cuca ou uma garrafa de 51 entre os trapos que lhe servem de cobertor, únicas coisas que possuem pra se agarrar numa vida que chega a ser indigna de ser vivida. Sinceramente: não acho que um paulistano tenha muito do que se orgulhar.



Mas, apesar de tudo isso, até que deu pra conferir uma ou outra coisa bacana na Virada deste ano. Centrei o foco principalmente nas duas atrações internacionais que, pra mim, pareciam as mais suculentas e de uma importância história considerável: a vinda do Mothers of Invention, a banda que acompanhava Frank Zappa, agora rebatizada de Grand Mothers Reinvented (na mosca: os caras já são mesmo uns vovózinhos...); e o Big Brother & The Holding Co, quarteto bluseiro que tocou com a Janis Joplin nos anos 60.

Nos dois casos, são bandas jurássicas que tentaram seguir carreira na ausência de um membro-chave. No caso do Mothers, a falta do visionário e piradaço Zappa é mais sentida: fica uma espécie de vazio ali onde deveria estar o "loucão genial", cabelões ao vento e guitarra ensandecida, esmerilhando nas seis cordas de modo bem mais anárquico que os Steve Vais da vida. Mas foi um imenso prazer ver reproduzidas ao vivo algumas das composições clássicas de Zappa, em especial aquelas do "Hot Rats", meu álbum predileto dos que conheço do cara. E a banda certamente é de muita competência e tenta manter vivo o espírito iconoclástico, satírico e eclético que caracterizava seu mentor. O outro porém, além da insanável ausência de Frankie em pessoa (e que Belzebu o tenha e guarde!), é que as Mães da Invenção me soaram um tantinho "artificiais", como se a "piração" fosse um tanto "forçada" --- feita como um dever, e não na espontaneidade de um viajar... Mas eu devaneio.

Já o Big Brother & The Holding Co., que possui uma das capas-de-álbum mais magníficas dos anos 60 (desenhada por Robert Crumb), fez um showzaço muito enérgico de blues-rock sessentista à la Cream e Faces. Por incrível que pareça, a falta de Janis é menos sentida aqui do que a falta de Zappa é no Mothers of Invention. Isto porque a banda conta com o vozeirão de uma negona hispânica, Sophia Ramos, que presta um tributo fenomenal à voz e à atitude de Janis, nos dando a plena convicção de que "sacou qualé" e que consegue mandar um blues de modo quase tão dilacerante e irrapiante quanto a menina Joplin em seus melhores dias. Não faltaram clássicas como "Me and Bobby McGee" e "Piece Of My Heart" (esta última, clímax da minha Virada). Vejam abaixo um vídeo-excrusivo que este câmera-tosqueira registrou:


Depois disso, migrando com muita dificuldade da São João para a Praça Júlio Prestes, fui conferir o show da incensada Céu, uma das cantoras mais elogiadas dentre os "novos talentos da MPB". Um maluco ao meu lado, trajado ao modo "hard rock", que me revelou que toca guitarra numa banda que "manda uns Poison, uns Motley e uns Cinderella", me perguntou se o treco era "meio Marisa Monte", aquela coisa "chata pra caralho". Vi logo que meu novo amigo  estava no palco errado: deveria estar lá pirando com os Black Drawing Chalks! Mas disse que haviam sonoridades interessantes no som da Céu: uma certa influência de dub e de afrobeat (ela até fez uma homenagem à Fela Kuti), um certo saborzinho de manguebeat, uma malemolência meio ragga...



O problema é que o show da moça funcionaria bem melhor num SESC da vida,  num ambiente mais intimista, num teatro com uma acústica firmeza, ou mesmo num pub de maconheiros. Ali, na imensidão da Júlio Prestes, frente a umas (chuto) 30 mil pessoas, o som dela emagreceu e não conseguiu despertar no público mais que mornas reações. Fazendo jus ao título de seu segundo álbum, Vagarosa, a mocinha de nome paradisíaco faz tudo com estudada lentidão --- slow like honey, como diria Fiona Apple. Sabe-se que ela volta e meia, em entrevistas, já disse preferir o ócio ao negócio e a leseira ao frenêsi. Céu é destes seres meio hippies, tranquilões, que desejariam sugerir para as grandes metrópoles do mundo (e ela já morou em New York...), junto com Thom Yorke: "slow down... slow down...". Dotada de uma voz linda e suave, e acompanhada por um groovezinho sonolento, Céu tem um show que seria uma deliciosa viagem dub-psicodélica se estivesse num ambiente mais adequado.

Eu ia ficar até o Living Colour, às 3 da manhã, mas arreguei: minhas pernocas, judiadas pelas horas em pé e pelos supracitados ataques dos meus concidadãos, mal se aguentavam em pé. Fica aí, pois, este relato breve do meu rolê pela Virada 2010. E o seu, como foi? Conte sua história nos comments!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O dia em que fui enganado por Mike Flowers

Existem instituições da vida moderna das quais não podemos sequer imaginar seu ocaso. Listando de forma bem pouco ortodoxa: a internet, sem comentários; na mesma seara, a música digitalmente acessível, também sem comentários; métodos de pagamento rápidos e inconsequentes, como sistemas de débito e crédito, desisti de tecer quaisquer comentários; coca-cola e sua carga providencial de cafeína; batata feita de qualquer jeito; e Wonderwall.

De prima, coisa que nem era de se imaginar, já que a musiquinha de amorzinho do Oasis figurou como hit dentro do seriado ad eternum Malhação – em tempo, palco de algumas aberrações sonoras nem um pouco dignas de nota. E mesmo assim, as frases megaclichês (tenho tanto pra te dizer, mas não sei como? Bá!), acopladas a uma bateria difícil de imitar nas mais sofisticadas técnicas de air drums, a terceira faixa do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, de 1995, ergueu-se naquela década fria e desolada como um dos grandes pilares do mundo pop. Falando em exageros, há quem diga que foi “Wonderwall” a grande responsável pelo revival da mais antiga forma de agrado sentimental, depois do café na cama: a serenata.

Deu-se a desgraça em uma tranquila noite de sexta-feira, enquanto confabulava sozinho sobre qual seria o melhor dos filmes do Batman. Em segundo plano, aquele canal de TV em que passam clipes, e que ninguém mais presta atenção – até então. A icônica legenda anuncia que um tal de Mike Flowers, junto de sua bandinha de araque, vai começar a mostrar seu clipe. “Wonderwall”. Até onde ententi, é um programa de faixas temáticas, e essa em singular chama-se “disco”. Coisa velha? E devem, claro, existir cerca de noventa e sete músicas no mundo com esse nome. Mas com um clipe que começa com a imagem surgindo no meio de um vinil, bem naquela parte central, “To-day”...

Biltres! O tal Flores era então o verdadeiro dono da instituição que os Gallagher ousaram apoderar-se, criando-a anos e anos antes? Pior: enganaram toda uma geração que hoje vive sem rumo na vida, em função das coisas bonitas que teriam dito com ares de ineditismo? A esposa de Noel (namorada, afins) era apenas uma farsa? Todo aquele álbum não passava de uma serenata anacrônica? Naquele dia, não dormi. Assisti a todas as corridas de cavalo que pude, e achei a coisa mais insuportável do universo conhecido. Queria estar errado. Não sobre as corridas, mas sobre “Wonderwall”.

Bom que estava! Depois de consultar diversos oráculos, descobri que: 1. Eu não era O Escolhido. 2. Aquele Mike Flowers era um fanfarrão. “The Mike Flowers Pops” é uma bandinha de pouco mais de 340 pessoas, bem no estilo Titãs ou Negritude Júnior, que foi convidada a fazer covers para um programa de rádio. Até então, sem problemas. A grande confusão sessão-da-tarde aconteceu quando o hit-cover “Wonderwall” foi executada de forma “jocosa” (tradução livre, expontânea e equivocada para “joking”) como se fosse a original, em outro programa de rádio, obrigando cerca de três ou quatro desinformados em todo o mundo, eu incluso, a consultar o Google sobre a veracidade dos fatos. Não contente, Miguel Flores fez vários outros covers, indo de Doors, passado por Björk e sossegando, quem sabe, em Madonna. Segue o princípio da discórdia:


domingo, 9 de maio de 2010

:: Anos 90's - One Hit Wonders ::

Cada década tem o hitzinho sujo que merece
- Bernardo Santana -

Cada década tem o hitzinho sujo que merece, e assim por diante. E os anos 90 tão aí pra deixar tudo mais claro pra moçadinha com menos de vinte. Como era legal pode xingar de porcaria um lance que, no fim das contas, era bem legal, tipo Shine, do Collective Soul (“Morte ao grunge de plástico”), ou Walkin' On The Sun, do Smash Mouth (“Charlie Brown gringo-fita”). Ou achar que só o rock prestava, e que escutar minazinhas, tipo Fiona Apple e Jewel, era coisa de invertido. E o que dizer dos Counting Crows que, só mesmo depois de 17 anos, dá pra admitir que... tem seu valorzinho.

O serviço Deprendando o Repertório oferece pra molecada aqui três coletaneazinhas despretensiosas pra dar uma mostra do que era lixo, semi-lixo, ou só subvalorizado pelas rádios na época. Ninguém aqui tá dizendo que essas bandas/artistas não têm mais música boa. Aliás, muitas delas têm músicas bem melhores que as colocadas aqui, mas que infelizmente nunca foram escolhidas pra estrelar o comercial de escola de inglês nem viraram vinheta da MTV e, portanto - em tempos pré-Napster -, ficavam sendo privilégio de quem corria atrás.

Ah, as reminiscências... Away.
[clique no nome dos CDs para download]

Smells Like One Hit Wonder 01 - Pop
01 - Beck - Loser [1994]
02 - 4 Non Blondes - What's Up [1993]
03 - Fiona Apple - Criminal [1996]
04 - Jewel - Who Will Save Your Soul [1996]
05 - Presidents Of The United States Of America - Peaches [1995]
06 - Cake - Never There [1998]
07 - Counting Crows - Mr. Jones [1993]
08 - Cornershop - Brimful Of Asha [1997]
09 - Porno For Pyros - Pets [1993]
10 - Joan Osborne - One Of Us [1995]
11 - The Verve - Bitter Sweet Symphony [1997]
12 - Supergrass - Allright [1995]
13 - Blind Melon - No Rain [1992]

Smells Like One Hit Wonder 02 - Rock
01 - Veruca Salt - Volcano Girls [1997]
02 - Collective Soul - Shine [1993]
03 - The Breeders - Cannonball [1993]
04 - Ocean Colour Scene - Hundred Mile High City [1997]
05 - Social Distortion - I Was Wrong [1996]
06 - Candlebox - Far Behind [1994]
07 - Murder City Devils - Boom Swagger Boom [1997]
08 - Elastica - Connection [1995]
09 - Meat Puppets - Backwater [1994]
10 - My Bloody Valentine - Only Shallow [1991]
11 - Temple Of The Dog - Hunger Strike [1992]
12 - The Nixons - Sister [1995]
13 - Rob Zombie - Dragula [1998]
14 - Helmet - Unsung [1992]
15 - L7 - Pretend We're Dead [1992]

Smells Like One Hit Wonder 03 - Groove
01 - Deee-Lite - Groove Is In The Heart [1990]
02 - Fun Lovin' Criminals - Scooby Snacks [1996]
03 - Living Colour - Love Rears It's Ugly Head [1990]
04 - House Of Pain - Jump Around [1992]
05 - Happy Mondays - Kinky Afro [1990]
06 - Smash Mouth - Walkin' On The Sun [1997]
07 - Spin Doctors - Two Princes [1993]
08 - Cypress Hill - Insane In The Brain [1993]
09 - The Mighty Mighty Bosstones - The Impression That I Get [1997]
10 - Urban Dance Squad - Deeper Shade Of Soul [1990]
11 - The Soup Dragons - I'm Free [1990]

quarta-feira, 5 de maio de 2010


Na Natureza Selvagem, de Sean Penn, é disparado um dos meus pet-movies mais queridos, prediletíssimo-da-casa. Fiz uma longa homenagem a ele no Depredando o Cinema. Cola lá! E aproveita pra baixar a linda trilha que o Eddie Vedder compôs especialmente pro filme:

DOWNLOAD >>> http://www.mediafire.com/?knmywyw5ijk

segunda-feira, 3 de maio de 2010

:: macaco quer banana? ::

:: BANANADA 2010 ::

Tá vindo ae a 12ª edição do Bananada, um dos festivais independentes de róque-brazuca mais massa deste primeiro semestre. Os 5 dias de kick-ass rock'n'rolling vão rolar em Goiânia entre 19 e 23 de Maio, contando com a presença de cerca de 45 bandas. O evento é mais uma realização da Monstro Discos, também responsável pelo Goiânia Noise, que chegará à sua 16ª edição anual neste 2ª semestre --- e que sempre conta com belas atrações indie nacionais e internacionais (em 2009, ninguém menos que os Dirty Projectors, de New York, fecharam com classe o festival).


Aproveitando a ocasião, preparei dois Rolês de Metrô só com bandas que vão tocar no Bananada 2010. Deu um trampo da porra, mas consegui descolar (fuçando em tramas, myspaces, sites oficiais, blogs de mp3s, pastas de soulseek alheias, sem falar dos pulos na lojinha da Monstro...), uma pá de sons das bandas escaladas. Filtrei e selecionei este material todo para, enfim, compartilhar com vocês cerca de 25 musiquetas de bandas escaladas pro bananal --- que disponibilizo abaixo para download em duas coletinhas.

A primeira "fitinha" é dedicada às bandas locais, destacando algumas das mais ruidosas e fodásticas bandas goianas hoje na ativa, desde a galera já reconhecida nacionalmente (como os Black Drawing Chalks, os Mechanics e o Violins), passando por novos talentos da "cena" (como o Ultra Vespa e Johnny Suxx & The Fucking Boys), sem esquecer dos trutas-do-Depredas Bang Bang Babies (que já nos deram um entrevistão tempos atrás).

O segundo CD é dedicado às bandas de outros estados (e países) que vêm rechear o line-up. Os destaques ficam com a garageira dos chilenos do La Hell Gang, direto de Santiago; Nevilton, do Paraná; Caldo de Piaba, do Acre; Vendo 147, da Bahia; Comma, de São Paulo; Plástico Lunar, de Sergipe; e Camarones Orquestra Guitarrística, de Natal.

O festival ocorre na quarta (19/05) e na quinta (20/05) em 3 pubs da cidade (Bolshoi, Metrópolis e Capim) e no findi (21 a 23/05) migra para o tradicional Centro Cultural Martin Cererê. Isto porque o Centro Cultural Oscar Niemeyer, o maior do estado de Goiás, continua inutilizável, apesar das passeatas e protestos que recentemente rolaram. Remeto para a ótima matéria de Pietro Botura no Nagulha, onde ele narra em detalhes como foi "o dia em que o rock fez história":


"Foram cerca de 1.500 pessoas reunidas pelo coletivo Fósforo Cultural e Monstro Discos no sábado (27) em Goiânia. O objetivo foi cobrar o pleno funcionamento e a reorganização da gestão do maior espaço físico para produção cultural de Goiás, o Centro Cultural Oscar Niemeyer. Há mais de um ano abandonado, o CCON, que já era negado para utilização pública, teve seu final de construção paralisado, inutilizando um espaço de gigantescos 26 mil m². A marcha, algo inédito na região, foi batizada de Rock pelo Niemeyer. (...) Durante o Rock Pelo Niemeyer a comunidade alternativa foi reunida e expressou seu poder de união com maturidade e direito. A participação de cada indivíduo ali representou mais do que dizer à capital goiana que o rock produzido em Goiás tem a capacidade de se associar. Toda a mobilização serviu, também, para mostrar ao próprio circuito alternativo que é possível acreditar um pouco mais em si mesmo e criar medidas ao invés de esperar que elas simplesmente apareçam."
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ROLÊ DE METRÔ, VOLUME V
(BANDAS GOIANAS/ BANANADA 2010)
http://www.mediafire.com/?ymguqt2njim

[01] - Johnny Suxx & The Fucking Boys - Bombs (4:39)
[02] - Black Drawing Chalks - Girl I've Come To Lay You Down (3:56)
[03] - Bang Bang Babies - Love & Bullets (2:42)
[04] - Mechanics - Fogo (2:54)
[05] - Hellbenders - Whorehouse Murder (4:30)
[06] - Ultra Vespa - Ela não Quis me Kiss me (2:09)
[07] - Fígado Killer - Só Meter (2:52)
[08] - Vícios da Era - Nos Eixos da Ilusão (4:15)
[09] - Mersault e a Máquina de Escrever - Prostituto (3:26)
[10] - Motherfish - You Ask Me Why (3:02)
[11] - Violins - Do Tempo (3:36)

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ROLÊ DE METRÔ, VOLUME VI
(Bandas de Fora / Bananada 2010)
http://www.mediafire.com/?kcjmn5ywgm2

[01] - Camarones Orquestra Guitarrística [Natal-RN] - Cartoon Medley (3:48)
[02] - Brown-HÁ [Brasília-DF] - Essa Rotina (3:07)
[03] - Plástico Lunar [Aracaju-SE] - Boca Aberta (3:43)
[04] - Burro Morto [João Pessoa-PB] - Cabaret (2:27)
[05] - Nevilton [Umuarama-PR] - O Morno (3:57)
[06] - Comma [Sampa-SP] - Bege (2:51)
[07] - Some Community [Sampa-SP] - Random Words (2:10)
[08] - Caldo De Piaba [Rio Branco-AC] - People one (3:52)
[09] - Twinpine(s) [São Paulo-SP] - Better Lips (2:57)
[10] - La Hell Gang [Santiago-Chile] - So Much Better (3:43)
[11] - Rinoceronte [Santa Maria-RS] - O Choque (4:10)
[12] - Vendo 147 [Salvador-BA] - Kill Bill (3:13)

confira os rolês dazantiga:


PROGRAMAÇÃO
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QUARTA FEIRA, 19 / MAIO > BOLSHOI PUB
01:00h Rinoceronte (Santa Maria – RS)
00:15h Mersaut e Máquinha de Escrever (Goiânia – GO)
23:30h Brown-Há (Brasília – DF)

QUINTA FEIRA, 20 / MAIO > METROPOLIS
01:00h Plastique Noir (Fortaleza – CE)
00:15h Dawnfine (Goiânia – GO)
23:30h Trivoltz (Goiânia – GO)

QUINTA FEIRA, 20 / MAIO > CAPIM PUB
21:30h Desastre (Goiânia – GO)
20:45h Fígado Killer (Goiânia – GO)
20:00h WxCxM (Goiânia – GO)
19:15h Chacina (Goiânia – GO)

SEXTA FEIRA, 21 / MAIO – MARTIM CERERÊ
01:00h Violins (Goiânia – GO) – Pyguá
00:30h Gloom (Goiânia – GO) – Yguá
00:00h Comunidade Ninjtsu (Porto Alegre – RJ) – Pyguá
23:30h Burro Morto (João Pessoa – PB) – Yguá
23:00h Johnny Suxxx And The Fuckin’ Boys (Goiânia – GO) – Pyguá
22:30h Nevilton (Umuarama – PR) – Yguá
22:00h Camarones Orquestra Guitarrística (Natal – RN) – Pyguá
21:30h Vida Seca (Goiânia – GO) – Yguá
21:00h Nublado (João Pessoa – PB – Pyguá
20:30h Procura-se Quem Fez Isso? (Porto Alegre – RS) – Yguá
20:00h Comma (São Paulo – SP) – Pyguá
19:30h Death From Above (Goiânia – GO) – Yguá
19:00h Demosonic (Goiânia – GO) – Pyguá
18:40h Ultra Vespa (Goiânia – GO) – Yguá
18:20h Coerência (Goiânia – GO) – Pygu

SÁBADO, 22 / MAIO – MARTIM CERERÊ
01:00h Black Drawing Chalks (Goiânia – GO) – Pyguá
00:30h La Hell Gang (Santiago – Chile) – Yguá
00:00h Mechanics (Goiânia – GO) – Pyguá
23:30h Plástico Lunar (Aracaju – SE) – Yguá
23:00h Caldo de Piaba (Rio Branco – AC) – Pyguá
22:30h Vícios da Era (Goiânia – GO) – Yguá
22:00h Some Community (São Paulo – SP) – Pyguá
21:30h Motherfish (Goiânia – GO) – Yguá
21:00h Vendo 147 (Salvador – BA) – Pyguá
20:30h Fadarobocoptubarão (Belo Horizonte – MG) – Yguá
20:00h Bruto (Brasília – DF) – Pyguá
19:30h Necropsy Room (Goiânia – GO) – Yguá
19:00h Moka (Goiânia – GO) – Pyguá
18:40h Space Monkeys (Goiânia – GO) – Yguá
18:20h ¡Oye! (Goiânia – GO) – Pyguá

DOMINGO, 23 / MAIO > AMBIENTE SKATE SHOP
18:30h Twinpines (São Paulo – SP)
17:30h Bang Bang Babies (Goiânia – GO)
16:30h Hellbenders (Goiânia – GO)
15:30h Waldi e Redson (Goiânia – GO)
13:30h Dedo Sem Osso (Goiânia – GO)